TED Talks de passar

Por mais otimistas que sejamos, sempre tem aquele dia em que precisamos de uma ajudazinha extra para não perdermos a esperança e tirar melhor proveito de tudo que a vida tem a nos oferecer. Para esses dias, o site Life Hack , separou as 30 melhores TED Talks para nos encher de inspiração a nos tornarmos pessoas melhores e viver todo o nosso ... 5 – “Como falar de forma que as pessoas queiram ouvir” O próximo TED Talks é do autor do livro “Sound Business”, Julian Treasure, um estudioso quando o assunto é o âmbito corporativo. Na sua fala, ele aborda como a comunicação humana é influenciada e sofre interferências que às vezes nem percebemos. Label every object in your house in this language, read kids’ books written in it, watch subtitled TED and TEDx talks, or live-narrate parts of your day to an imaginary foreign friend.. Let technology help you out. Dmitrochenkova has a great idea: “A funny thing like resetting the language on your phone can help you learn new words right ... Por isso, fizemos uma curadoria de 25 das melhores palestras e TED Talks disponíveis na Internet para quem trabalha com Marketing Digital ou quer aprimorar seus conhecimentos na área. Antes de pular para o conteúdo e ver todas as palestras, os vídeos estão divididos em 3 categorias: vídeos curtos (até 10 minutos); As conferências TED Talk têm se tornado um conteúdo de grande relevância para empreendedores de todo o planeta. Do inglês Tecnologia, Entretenimento e Planejamento, as palestras criadas pelo grupo Sapling trazem grandes nomes de diferentes áreas de atuação, como educação, negócios, ciência, tecnologia e criatividade.. As conferências são divulgadas na Internet, de maneira ... Meet Todai Robot, an AI project that performed in the top 20 percent of students on the entrance exam for the University of Tokyo -- without actually understanding a thing. While it's not matriculating anytime soon, Todai Robot's success raises alarming questions for the future of human education. How can we help kids excel at the things that humans will always do better than AI? Get TED Talks picked just for you. Playlists. 100+ collections of TED Talks, for curious minds. TED Series. ... Como ficaria sua casa se o lixeiro deixar de passar por um mês? Carolina conta como a mudança de hábitos simples pode nos responsabilizar melhor por aquilo que jogamos fora. Afinal, não existe lado de fora do planeta e todos temos ...

U wot m8? Estórias de um gajo que se mudou para o UK [Capítulo 3: Conduzir no UK]

2020.10.02 09:03 UninformedImmigrant U wot m8? Estórias de um gajo que se mudou para o UK [Capítulo 3: Conduzir no UK]

Olá amigos. Hoje vamos novamente falar de carros, desta feita das diferenças que encontrei entre a condução no UK e em Portugal. Como é meu hábito e apanágio, vou desperdiçar o vosso tempo a explicar porque é que eu acho que as diferenças são o que são, em vez de prestar o serviço útil que seria especificar quais as diferenças exactas. Pode ser que se consigam tirar umas pelas outras.

Take-Aways Principais

Guinar para a direita em caso de emergência

Guinar (verbo): * dirigir um veículo abruptamente numa certa direcção, normalmente como reação a algo abrupto e inesperado; * mudar radicalmente de opinião acerca de um assunto, normalmente porque a opinião anterior deixou de nos ser vantajosa (ver: política).
Quando se começa a conduzir muito novo, como foi o meu caso, desenvolvem-se instintos para certas coisas. Por exemplo, se se nos apresenta um perigo de frente, então o instinto é o de encostar à direita primeiro e fazer perguntas depois; toda a gente treina a encostar à direita, por isso todos fazemos o mesmo e todos ficamos todos em segurança. Não tem que haver pânicos nem descontrolos; há que colocar o veículo em segurança (seja lá qual for o estado anterior) e depois logo se vê o que é que se faz e fez e de quem é a culpa.
Isto é, até conduzirmos num país em que toda a gente guina à esquerda, claro.
Um dia destes atravessava uma pequenina aldeia no interior profundo do Sudoeste. (Uma pequena tangente: as aldeias pequeninas do interior profundo do Sudoeste são das coisas mais bonitas que já vi. Tropeçam-se em abadias da idade média e em monumentos pré-históricos, é incrível.) Obviamente, a rua era estreita demais para caberem dois carros. Nestes casos noto os meus instintos continentais a tomarem conta da condução, e dou por mim a colocar o carro mais à direita que à esquerda. Não tem mal; de qualquer modo vou sozinho. Pouco depois a rua abre-se numa (espectacular) praça ampla e deparo-me com uma senhora num Range Rover em claro excesso de velocidade directamente à minha frente, dirigindo-se na minha direção e, portanto, na direcção do meu precioso carro novo. Eu guinei à direita, ela guinou à esquerda (dela), bom travão e ficámo-nos pelos embaraços. Ela deitou as mãos à cabeça, e eu tive que dar o braço a torcer; regressei ao meu lado da estrada de olhos fixos em frente. Travões foram testados, palavrões foram ditos, lições foram aprendidas.
Eu defendo que a adaptação à condução no UK se divide em 4 fases mais ou menos distintas:
  1. Primeiras semanas: "foda-se caralho de onde é que veio aquele não sei fazer nada ai vem aí uma rotunda AI FODA-SE AFINAL SÃO DUAS VALHA-ME NOSSA SENHORA VAMOS TODOS MORREEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEER----"
  2. "Afinal isto até se faz": começa-se a ganhar alguma confiança e deixa-se o "piloto automático" tomar conta de vez em quando.
  3. "Afinal não": apanha-se um susto (vide senhora do Range Rover), e a condução volta a ser tensa.
  4. Verdadeira adaptação: depois de uns milhares de quilómetros e de umas idas a Portugal, um tipo nota finalmente que parece tão familiar conduzir de um lado como do outro. Não há hesitações, consegue-se prever o fluxo do trânsito, sabe-se onde andam as rodas, e por aí fora.
Este episódio marcou a minha fase 3. Naturalmente, neste momento encontro-me na última destas 4 fases, o que se consegue facilmente compreender uma vez que não vejo o futuro. Ainda assim parece-me razoável que assim seja: é comum os processos de aprendizagem e adaptação se fazerem em "tentativas", em ondas e bochechos até estabilizarem em algo confortável. Cavalgamos no sentido de nos sentirmos melhor, mais confiantes, e por isso tapamos buracos no chão com tábua fina. Quando pisamos a tábua ela racha, e aprendemos que temos que a trocar por tábua mais grossa.
O instinto é, pelo menos para mim, uma parte muito importante da condução. Eu habituei-me a ter uma noção quase extra-corpória de onde está o carro, onde vai passar, o que é que os outros estão e vão fazer, etc. E todo o processo é completamente inconsciente: basta-me ir com atenção e toda a condução se faz suavemente e por si própria. Aliás, uma das primeiras coisas que notei quando comecei a conduzir aqui foi o quão exausto estava depois de uma viagem; todo o processo era muito mais manual, muito menos fluído e muito mais difícil de manter.

Conduzir é mais que guiar, é comunicar

Eu não sei das vossas inclinações filosóficas, mas eu cá perco-me um bocado com pesquisas; vem com o trabalho na academia, suponho. Ora sucede que, segundo se consta em ramos como a Psicologia, a comunicação entre pessoas é muito mais do que verbal. Claro que todos nós sabemos, conscientemente ou não, que isso é verdade: uma mulher dizer "não" enquanto morde o lábio é muito diferente de dizer "não" enquanto nos esbofeteia, o que por sua vez é muito diferente de dizer "não" enquanto nos esfaqueia no abdómen. O que ela disse foi o mesmo, mas a intenção era claramente diferente. São essas subtis marcas não-verbais que fazem toda a diferença na interacção do dia-a-dia.
Ora a condução, na medida em que envolve uma série de processos de mediação, não é mais que uma forma de comunicação. Ao colocarmos o carro em certo local indicamos que queremos avançar; os piscas indicam para onde vamos (quando se usam); podemos acenar para ceder passagem, ou abanar a cabeça para explicar pacientemente que não pretendemos ceder passagem. Podemos buzinar para expressar descontentamento, ou ofensa, ou felicidade porque o Benfica ganhou. Podemos trocar o escape por um barulhento para comunicarmos a todo o mundo que somos profundamente atrasados mentais. Podemos colar o logo da FPF na mala do carro de modo a mostrarmos a todos que não só somos portugueses, como também não sabemos distinguir o futebol dos verdadeiros símbolos nacionais. Podemos até abalroar um peão ou um ciclista como forma de lhes fazermos ver que a estrada não é sítio para eles.
Todos estes actos são pequeninas mensagens que indicam aos outros utilizadores da via o que pretendemos fazer. A condução está cheia destas pistas. É como manter uma conversa: "eu vou para ali", dizemos nós com o pisca, "ok, mas eu passo primeiro", diz o outro condutor avançando, "ok, passa então", dizemos nós parando, e por aí fora. Ora, como em toda a boa forma de comunicação, povos diferentes falam línguas diferentes. Eu defendo que na condução se passa exactamente o mesmo.
Em Portugal a comunicação entre condutores é muito franca e aberta: toda a gente que vai mais devagar que eu é um caracol do caralho, e toda a gente que vai mais depressa é doido. Ninguém passa à frente porque eu é que sou importante, e outros que tais típicos silogismos Latinos. Obviamente que a mim, como português, a "língua" a mim me parece aberta, clara e óbvia. A habituação ao estilo português de condução permite-nos prever muito bem o que é que vai acontecer, e decidir de acordo com isso. Conseguimos saber quando esperar que o veículo à nossa frente acelere, sabemos como esperar que reaja a mudanças no limite de velocidade, sabemos como reagir a uma travagem na autoestrada, etc. Estamos integrados na massa de condutores que nos rodeia, aos quais estamos unidos por uma teia de micro-acções (não confundir com a fraude das micro-expressões) que nos fazem entender uns com os outros de forma natural, quais formigas no carreiro.
Um condutor estrangeiro topa-se à distância. Na minha terrinha é costume receberem-se alguns carros de matrícula francesa entre o fim de Julho e o início de Setembro, mas nem era preciso olhar para a matrícula! A forma como se posicionam, como contornam uma rotunda, até como avaliam quando entrar num cruzamento traem logo a estrangeirisse (ou a emigrância longa). Claro que o logo da FPF no vidro de trás acaba por denunciar muitos, mas garanto que também não era preciso. (Nota: ainda não apliquei no meu carro o obrigatório logo da FPF. Eu pensava que me chegava um pacote da embaixada assim que comprasse o carro, mas noto que até nas coisas importantes a diplomacia portuguesa me está a falhar.)
No UK, as pessoas parecem ter para a condução a mesma atitude que têm no dia-a-dia umas com as outras: uma certa vontade de não agravar, uma delicadeza assertiva e um pragmatismo típico que tornam o processo bastante diferente do nosso. Isto complica a habituação à condução aqui para lá do óbvio "fazer tudo ao contrário". Eu até diria que a condução à esquerda é uma falsa barreira, e que a adaptação é muito mais profunda que isso. Existem expectativas diferentes, dicas diferentes e assunções diferentes. Numa palavra, o trânsito inglês é "ordeiro". As filas unem-se por "zippering", os limites de velocidade são respeitados, as manobras anunciam-se atempadamente com piscas. As marcas da estrada são claras, abundantes e respeitadas. Não se fazem arrancadas, não se corta à frente de ninguém; estamos todos nisto juntos. O trânsito é cooperativo e não adversarial. Obviamente que há excepções, mas estamos aqui a falar no sentimento geral e esse é, sem dúvida, muito diferente do português.
Inicialmente, a sensação é assoberbante. É como tentar falar uma língua que nunca falámos antes. Eu não sei o que é que estas pessoas estão a fazer, nem porquê, nem com que intenção. Obviamente estamos todos a tentar chegar a algum lado, mas os detalhes escapam, e toda a gente sabe que o diabo está nos detalhes. É como ouvir alguém falar criolo: eu percebo algumas palavras, uma expressão aqui e ali que traem a origem portuguesa, mas a mensagem global ilude-me. Uma coisa que fez muita diferença foi entender que as rotundas pequeninas (aquelas desenhadas no chão) na realidade não são rotundas; são cruzamentos. Dá-se prioridade à direita, e não se entra lá dentro enquanto lá estiver alguém. Entender isto foi um salto enorme para mim.
Como é óbvio, o episódio ali acima da senhora do Range Rover foi coisa comum durante algum tempo. Entrei mal em rotundas, parei em cima de grelhas, fiz outras coisas completamente erradas por não entender um sinal, e por aí fora. Curiosamente, nunca andei em contramão nem nunca achei particularmente estranho conduzir ao contrário. A Maria diz que puxo um bocadinho à direita quando estou distraído, mas eu acho que é do vinho que ela bebe ao almoço.
Eu suspeito que haverá toda uma área de estudo acerca desta ideia de "conduzir é comunicação", porque não sou esperto o suficiente para estar aqui a descobrir ramos da filosofia. Até podia jurar que li um paper ou dois sobre as teorias de negociação de cruzamentos, e da forma como isso se podia codificar como linguagem. Ou então sou parvo. ¯\_(ツ)_/¯

Mais devagar é lesma, mais depressa é acelera

A velocidade é um exemplo óbvio de um aspecto da condução em que Portugal e o UK são radicalmente diferentes. Ora eu, português de gema, chego à A1 e afino o cruise control na velocidade mais elevada a que posso circular sem ser multado: 150. A essa velocidade, meros 30km/h acima do limite legal, vou constantemente a ultrapassar e a ser ultrapassado. Há uma certa formalidade em todos os desvios: a velocidade obriga a que as mudanças de faixa sejam feitas cuidadosamente, indicadas com antecedência, e até avisadas com sinais de luzes durante a noite. Acelera sim, parvo não.
Por outro lado, em terras de Sua Majestade a velocidade é o inimigo número 1; o condutor médio aqui seria visto em Portugal como "uma lesma do caralho". Mas pensemos um bocadinho: andar depressa é muito bonito, mas suponhamos que eu não sou novo, ou que estou cansado, ou que acabei de receber más notícias. Conduzir depressa nessas condições é geralmente uma má ideia mas, mais do que isso, a minha capacidade de prever o que fazem os aceleras fica fortemente diminuída. Se todos respeitarmos o limite, que por sua vez deve ser mais ou menos sensato, então garantimos que a estrada é um ambiente mais inclusivo e menos perigoso para todos. Consequentemente, torna-se muito menos excitante para nós, pessoas novas e (excessivamente) confiantes, que gostamos de apertar. Além disso, a velocidade é fortemente fiscalizada e as multas são muito caras.
Não, a sério, as multas são muita caras. Vi os preços e decidi que andar devagar já não me incomodava assim tanto.
Inicialmente, atravessar uma aldeia a 30mph trazia-me ânsias. "O que é que eu vou a fazer a esta velocidade? Vou ficar velho antes de lá chegar!"" Mas com o tempo habituei-me a um estilo de condução mais lânguido, mais relaxado. Posso ouvir uma musiquinha ou um podcast enquanto atravesso a aldeia nas calmas. Nada de mal me vai acontecer porque, francamente, indo a 30mph pára-se quase instantaneamente. É quase zen!
As estradas de campo, pelo menos para estes lados, são uma experiência completamente diferente. O limite de velocidade por omissão numa A ou B road é de 60mph, aproximadamente 100km/h, ou 10km/h mais alto que o limite português. A isto alia-se uma característica interessante das estradas secundárias inglesas: são muito estreitas e não têm bermas; aqueles 60mph parecem 200! É possível praticar uma condução muito divertida, perfeitamente dentro dos limites da legalidade e da segurança. Para pessoas se viram forçadas a comprar um carro menos pontente do que inicialmente esperavam, é muito bom ainda assim se conseguir tirar algum prazer da condução mais "dinâmica".
Ainda assim, na presença de outros carros volta-se ao ordeiro. E isto nota-se até na condução de outros: é comum ir calmamente por estas estradas, e ver um carro aproximar-se por trás com uma atitude mais aventureira, apenas para depois se colocar tranquilamente atrás de mim como se nenhuma pressa alguma vez tivesse tido. Nada de tailgating, nada de tentativas parvas de ultrapassagem, apenas refrescante respeito pelo meu direito de respeitar o limite de velocidade naquela particular situação. E quando há uma aberta ou uma secção de duas faixas, então lá vai ele com pressa outra vez. A chico-espertice parece mais rara.

Toda a gente em todo o lado

Há um aspecto da sociedade no UK, pelo menos aqui no Sul, que nunca vejo discutido quando se fala em viver cá: este país é muito mais congestionado que Portugal. Há mais pessoas em todo o lado, há escassez de casas, há muito trânsito. Eu estou habituado a atravessar a estrada de campo entre Coimbra e a Figueira a meio da noite sem me cruzar com absolutamente ninguém. Tal coisa nunca me aconteceu aqui. Mesmo com uma rotina algo fora do comum, estou sempre limitado pelo trânsito onde quer que vá. Isto resulta, geralmente, numa condução mais lenta e aborrecida do que aquilo a que podemos estar habituados em Portugal. Ou, agora que já estou habituado, numa condução mais zen.
A própria infrastrutura contribui de forma negativa para isto. Pelo menos em relação ao que estou habituado, a rede de autoestradas do UK é menos extensa que a portuguesa (em relação à população e à área). Eu estou muito habituado a, onde quer que vá em Portugal, haver autoestrada quase de porta a porta. Claro que ter vivido sempre em cidades com bons acessos é um factor importante! Mas há vários caminhos relativamente extensos que faço com frequência, entre sítios "importantes" aqui, para os quais não há nenhuma ligação rápida. De um modo geral, noto que demoro mais tempo a cobrir distâncias semelhantes vs o que fazia em Portugal. A distância Bristol-Londres parece muito, muito, muito maior que a distância Coimbra-Porto. Claro que é maior, mas parece ainda maior do que o maior que já é.
Com uma rede de autoestradas com menos cobertura, torna-se muito comum as estradas de campo, aquelas bonitas das quais a gente gosta, estarem congestionadas: trânsito de caminho casa-trabalho-casa, trânsito agrícola, camiões ou bicicletas, etc. Assim, apesar de o limite de velocidade nas estradas de campo ser elevado, é relativamente raro conseguir-se fazer uma viagem com alguma distância a uma velocidade média decente. Como as estradas são estreitas, e como há aquele respeito a todo o trânsito, é muito mais difícil resolver isso com ultrapassagens.
Um aparte, e sabendo que é uma opinião altamente controversa e que só me vai trazer chatices: eu entendo que se um ciclista
então é um filho da puta e devia-lhe crescer um ananás no cu. Eu percebo que toda a gente tem direito a utilizar a infraestrutura. Eu entendo que o ciclista tem tanto direito a usar a estrada como eu. Mas do mesmo modo que os camiões de vez em quando encostam para deixar passar a fila, não ficava nada mal ao menino da licra fazer o mesmo. Eu quando sei que vou andar devagar, por exemplo porque vou em passeio ou a ver a paisagem, então também encosto de vez em quando para deixar os outros passar; lá porque eu posso usar a estrada para fazer isso, não quer dizer que seja fixe atrasar toda a gente que tem o azar de vir atrás de mim. É altamente irritante fazer 10km ou mais em segunda atrás de uma fila gigante, e chegar atrasado a todo o lado, só porque o Barry decidiu que hoje era dia de salvar o planeta. Po caralho, Barry.
A condução em autoestrada é muito diferente da nossa. Obviamente que há aceleras, mas regra geral o trânsito flui "en bloc" a 75 mph, suspeito porque o cruise control é muito comum cá. A diferença de velocidade entre caros é muito menor, e simultaneamente a velocidade absoluta a que todos circulamos é mais baixa. A condução em autoestrada parece menos "formal" do que em Portugal. É mais fluída, mas de uma forma desagradável: os ingleses não têm reservas nenhumas em meter pisca e atravessarem-se à nossa frente a 75mph. As ultrapassagens são muito frequentes, mas fazem-se com diferenciais de velocidade muito mais baixos, e por isso demoram muito mais tempo. Há muito mais trânsito de pesados na autoestrada, por isso são mais esburacadas e vê-se muito "snail races", aquele fenómeno em que um camião que circula a 61.2mph demora 2847289167219 horas a ultrapassar um camião que circula a 61.19mph.
A questão do congestionamento também se aplica, naturalmente, ao estacionamento. Os lugares são relativamente limitados e normalmente são pagos. Nem todas as casas que estão disponíveis para arrendacomprar têm estacionamento associado e, particularmente nas cidades, ter estacionamento privado é claramente um luxo. Eu tenho estacionamento privado neste bloco de apartamentos, mas isso é relativamente raro até aqui no campo. Sempre que quero visitar algum local faço questão de escolher de antemão onde é que pretendo estacionar, e até aponto o GPS logo para o estacionamento. Mas nem tudo são más notícias: é normal haver estacionamento pago e relativamente fácil em qualquer sítio que se queira visitar, e os preços normalmente não são horripilantes. Um contra-exemplo fácil é o centro de Bournemouth, onde normalmente pago umas 8£ para estacionar durante 6 horas. E uma boa parte dos estacionamentos aceita pagamento contactless, e alguns até são completamente ticketless, o que até é fixe. De um modo geral:

Conclusão

Eu podia escrever sobre conduzir durante dias, e talvez revisite o assunto no futuro. Não só é uma actividade que me traz uma satisfação imensa, como é algo que me intriga intelectualmente. Parece obviamente uma má ideia alguém propôr "ei zé, vamos dar a cada pessoa um caixote de lata de 2 toneladas, e fazê-los andar em velocidade, em sentidos opostos, a meros centímetros uns dos outros". Toda a experiência parece condenada à catástrofe mas nós, do nosso jeito humano, lá fazemos a coisa funcionar. É muito interessante ver que não só fazemos com que a condução seja algo que seja útil, como povos diferentes têm abordagens diferentes à "solução" para que funcione. Nós cultivamos um estilo de condução, os ingleses outros, e com um bocadinhod e tradução até acabam por encaixar.
Como referi antes, nesta altura acredito que a condução à esquerda é um "red herring" (um peixe vermelho?) no que toca ao processo de adaptação à condução aqui. Conduzir à esquerda é estranho, concedo, mas não é o mais estranho. Uma parte crucial da condução é sermos capazes de prever o que os outros vão fazer, de sabermos o que esperar e, posto de uma forma simples, as coisas aqui são diferentes.
As estradas estreitas de campo foram a salvação da minha saúde mental durante o lockdown. Estar fechado o dia todo, legalmente impedido de sair para tudo o que não seja essencial e receoso do contágio, é algo que pesa na mente. A possibilidade de me fechar seguro dentro do carro e passear foi um escape gigante. Geralmente, adoro conduzir aqui, nem muito mais nem muito menos que em Portugal. São dois estilos diferentes, mas ambos têm as suas virtudes.
É importante mencionar novamente, para benefício de quem lê na diagonal, que a minha experiência é altamente individual e que procurei relatar o espírito geral da vivência através de uma generalização que pode não funcionar. Obviamente que há excepções; obviamente que há parvos em todo o lado, e por vezes o parvo sou eu.
Para o próximo episódio estou a pensar fazer uma espécie de "rescaldo das crises" e cobrir o Brexit e a pandemia mais ou menos como um. Apitem na caixinha se acham boa ideia.
Abraços, e obrigado por virem à minha TED talk.

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Referências

Hoje não há :)
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2020.09.28 10:24 UninformedImmigrant U wot m8? Estórias de um gajo que se mudou para o UK [Capítulo 2: Que se lixe isto, vou comprar um carro]

Olá amigos. Hoje vamos falar de carros, um assunto que me é muito querido.

Take-Aways Principais

Driving is love, driving is life

Quando tinha 14 anos os meus pais deram-me uma motinha de 50cc velhinha. Tinha dezenas de milhares de quilómetros, estava a precisar de algum trabalho, gastava muita (MUITA) gasolina, mas era minha. A partir desse dia tornei-me independente: tinha a possibilidade de ir onde quisesse, quando quisesse. Toda a cidade passou a estar acessível no espaço de minutos e não horas, e as aldeias envolventes em "meias horas" e não horas. Deixei de ter que pedir para que me levassem aos sítios, passei a ir quando queria ou precisava. Com algum dinheiro da mesada podia ir saindo com os amigos e começando a ter uma vida mais "adulta". Pouco tempo depois, ainda por volta dos 14, aprendi a conduzir carros também (em estradas privadas, claro).
O valor desta transição é absolutamente imensurável no desenvolvimento de um miúdo. Passa a haver responsabilidade. Quando tinha acidentes, o que acontece de certeza, a culpa era minha e havia consequências. O corpo doía, a mota aparecia riscada e a precisar de reparações, e o que não conseguisse fazer eu tinha que encontrar forma de pagar. Os vizinhos queixavam-se do barulho. Quando chovia chovia-me em cima, e quando fazia frio de manhã a mota não queria pegar. Mas! Quando queria ir ao Continente comprar doces podia ir, quando queria ir visitar o meu pai não tinha que pedir boleia a ninguém, e por aí fora.
A experiência de começar a conduzir muito cedo, particularmente no ambiente "controlado" de uma cidade pequena, serve também para desenvolver algum instinto (à falta de melhor expressão) para a condução, nomeadamente para as duas partes fundamentais que as constituem:
Eu não sei como tem sido ultimamente, mas o processo de obter a licença dos 14 anos há quase 20 anos atrás era ridiculamente simples. Eu sinto que isso não é necessariamente mau, pois reduz a barreira de entrada à condução numa altura em que ainda é possível ganhar aquele "jeito" para a condução sem se tornar uma coisa estrangeira e forçada. Tudo somado, foi facilmente uma das experiências que mais serviram para me fazer crescer naquela altura, e algo que pretendo certamente incutir em infelizes filhos que alguma vez venha a ter.
Quando fiz 18 anos deram-me um carro (muito) velhinho para as minhas voltinhas em Coimbra, para onde iria estudar. Mais uma vez, é um privilégio: era muito velhinho, o seguro era baratinho e o imposto também, mas mesmo assim nem toda a gente conseguia ter o seu próprio carro. Por ter carro nunca precisei de usar os autocarros muito regularmente, o que me permitiu poupar noutras coisas: podia fazer as minhas próprias mudanças quando mudava de casa, podia participar em actividades extra-aulas com mais facilidade, etc etc. Fui quase sempre designated driver, mas sempre foi uma responsabilidade que aceitei com muito gosto: é bom de ter a oportunidade de levar os meus amigos a casa em segurança no fim de uma noite de castanhada. Se eu próprio quisesse participar na castanhada, a Maria normalmente voluntariava-se para trazer o carro para casa.
Ter um carro velho, sem modernices como sensores (ahah), GPS, rádio (exacto), direcção assistida ou ABS, permitiu-me fazer certas coisas. Com a liberdade de experimentar, pude tentar fazer várias reparações eu próprio; notavelmente, o disco de embraiagem que neste momento está nesse carro, que ainda anda, fui eu que o coloquei lá. Pude também fazer uso de alguns baldios que há em Coimbra e arredores para aprender a controlar o carro em situações mais extremas; uma espécie de curso de condução em condições adversas do homem pobre. O que é que acontece se tiver que fazer uma travagem de emergência em piso escorregadio? Como compensar a falta de ABS caso as rodas tranquem? E se a traseira deslizar?
Conduzir, para mim, não é um privilégio nem uma mania nem um capricho. É uma das pedras basilares da forma como lido com o dia-a-dia, uma forma inalienável de independência. O transporte pessoal é uma extensão do meu corpo e conduzir é um escape muito, muito importante.

Viver no campo sem carro

Durante os primeiros 6 meses que passei no UK tive que viver sem transporte próprio; apenas conduzi carros alugados por curtos períodos para ver casas ou fazer mudanças. Usei esses meses para me ambientar, deixar passar o primeiro inverno, estabelecer-me no trabalho e tratar de todas aquelas burocracias que discutimos no capítulo anterior. Aguentei todo esse tempo graças ao facto de a empresa para quem trabalho oferecer um serviço de shuttles para funcionários, que liga o campus às cidades e vilas mais próximas, numa das quais eu vivo. Isto permitiu-me não me preocupar com transportes para o trabalho durante meses, o que foi uma benesse incrível.
Estes primeiros meses foram de adaptação, de exploração e de cometer erros parvos. De aprender a perceber os Ingleses, como se comportam nas coisas mais básicas, e de me tentar misturar com eles com sucesso. Eu optei por viver no campo (i.e. significativamente fora das cidades grandes aqui à volta) por várias razões:
Tirando as viagens casa-trabalho-casa, a minha mobilidade estava muito reduzida. Ir a qualquer lado envolvia caminhar uma distância suficientemente grande para me chatear, no mínimo até à estação dos comboios e depois outro tanto onde quer que fosse. Ir às compras era um pau no cu porque tinha que as arrastar pelo monte acima até casa, pelo menos até descobrir que os supermercados entregam em casa por um preço muito muito razoável.
E depois há a rede de transportes. Eu adoro andar de comboio, mas infelizmente aqui é impossível. Nós somos dois, e ir à cidade mais próxima custa-me, pelo menos, umas 20 libras em bilhetes de comboio. Para comparação, demoro uns 25min a chegar lá de carro (mais ou menos o mesmo) e gasto talvez 2 ou 3 libras de combustível. Já para não falar no congestionamento a certas horas, em que não só os bilhetes são estupidamente mais caros, como temos que fazer a viagem toda em pé. Viagens grandes então nem se fala! Eu quero ir à Escócia ver se encontro a Nessie, e a viagem de comboio para 2 pessoas, ida e volta, ia-me custar facilmente 1000£!! Os comboios em si são espectaculares; fazem os nossos velhinhos Intercidades parecer ainda mais velhos e merdosos do que são mesmo.
Aos autocarros aplicam-se comentários semelhantes, com algumas agravantes. Não só são caros como tendem a não andar a horas, são populados com as pessoas mais nojentas que se consiga imaginar, e devem ser limpos à saída da fábrica e nunca mais.
Se calhar sou eu que sou maniento, se calhar acham que sou um snob mal habituado que anda de cu tremido desde cachopo, se calhar acham que devia era viver uns anos sem carro para ver o que é bom. Eu cá acho que paguei as minhas favas e agora mereço andar de carro até me doerem os joellhos. Eu antes quero poder ter carro e viver deslocado da cidade, do que viver no centro e andar no meio do magote enfiado em autocarros bolorentos e metros a cheirar a mijo. São escolhas. Não vejo grande apelo na "vida cultural" da cidade, da qual até posso desfrutar pegando no carrito e indo lá ver o que é o quê.

Comprar um carro

Um dia destes, com a conta do banco recheada de dinheiro de devolução de impostos, decidi que estava na hora de comprar um carro. Andei a ver carros novos e usados, e decidi que o hot hatch era para mim. Algo na vizinhança das 20000 libras, 10 pagas à entrada e outras 10 pagas em prestações durante uns 3 anos. Parecia-me razoável, estava bem dentro dos limites do que podia pagar e não me impedia de ir chegando aos meus objectivos de poupança.
Marquei um test drive e apanhei um comboio até ao stand. Chegado lá, aproveitei para fazer todas as perguntas e mais alguma ao vendedor, entre as quais como funcionaria o financiamento. Aí ele entregou as más notícias: com menos de 3 anos de residência, é virtualmente impossível conseguir financiamento para um carro, muito menos naqueles valores. Chateei-me, chamei um taxi e fui-me embora sem muito mais conversa. Fiquei fodido. Ainda verifiquei junto do meu banco com esperança da que eles, sabendo quanto ganho, etc, fizessem um jeitinho. Os valores a que me podia candidatar era muito mais baixos do que alguma vez funcionariam, por isso desisti do financiamento. Pela primeira vez na minha vida, ia comprar um carro a pronto.
Passei umas semanas a estudar melhor o mercado de usados. Andei a ver no autotrader [1], aparentemente o site mais popular de anúncios de carros. A primeira coisa em que reparei foi o quão mais baratos os carros são aqui que em Portugal. Eu sempre achei os carros usados caríssimos em Portugal, mas isto trouxe à luz o quão roubado o tuga médio é quando compra um carro. Para terem uma ideia, um familiar meu tinha comprado um carro por 5000€ (valor ajustado ao mercado) pouco antes de me mudar para cá. O mesmo carro, mesmo ano, mesmo trim level, com menos quilómetros, aqui custava 750£. Telefonei-lhe a gozar com ele, foi incrível.
Então decidi que o meu orçamento seria os tais 10k que pretendia originalmente dar como entrada. Deixei de parte a ideia do hot hatch para poder comprar algo mais recente, pois queria um carro com 2 ou 3 anos no máximo. Este limite não era tanto por cagança, mas porque queria apostar mais na fiabilidade do que noutros aspectos. Um carro mais novo, com menos quilómetros, tem uma probabilidade menor de me dar problemas no início, o que me compra tempo para conhecer o panorama de oficinas aqui à volta, o que esperar do seguro, etc. Pequeno, novo, simples, fiável; fui à caça
Há um conjunto de coisas a ter em atenção quando se procurar um carro usado:
Curiosamente, acabei por comprar o meu carro no mesmo stand onde fui antes, ao mesmo vendedor que me tinha entregue a triste notícia sobre o financiamento. Ele ficou impressionado por me ver de volta, mas a vida tem dessas coisas. Apenas fiz um test drive, e comprei imediatamente o carro. Pode parecer precipitado, mas:
bom negócio. Um bocadinho acima do valor de mercado segudo o autotrader, mas nada de muito preocupante.
Ficou marcado ir levantar o carro dali a 2 dias, e entretanto teria de tratar do seguro. Eu já tinha feito algumas simulações de seguros, portanto sabia o que esperar, mas mesmo assim achei caro: quase 1000£ ano para o seguro de um carro pequeno. Entretanto tenho explorado melhor o assunto, e parece que o mercado de seguros no UK sofre de graves problemas:
Para tornar o sistema verdadeiramente insultuoso, há seguradoras que oferecem potenciais descontos se instalarmos no carro um tracker da sua eleição [4]. Ou seja: cobram o que quiserem e ainda querem saber onde ando e a que velocidade ando, e se eu conduzir "bem" segundo lá os critérios deles, fazem-me um desconto; se não gostarem da minha condução sobem-me o preço. Naturalmente, mandei-os passear e paguei mais por um seguro sem tracker. Honestamente, acho a mera proposta de me deixar espiar por um potencial desconto no seguro nojenta: é o reflexo de um sistema profundamente partido. Ninguém diz a um português o que é conduzir "bem", caralho.
O seguro do carro trata-se todo online, o que para mim é muito estranho, e até se pode verificar online se o carro tem seguro [5]. Os comparadores de preços [6] são nosso amigos, mas cuidado com eles por vezes; já li casos de pessoas que tiveram apólices canceladas por tentarem muitas comparações com detalhes ligeiramente diferentes (infelizmente não encontrei uma ref para esta, mas penso que foi no /LegalAdviceUK). Correndo o risco de me repetir, o sistema de seguros auto aqui está profundamente desregulado e a precisar de alguém com tomates para o resolver. Certamente não será o BoJo.
No dia em que levantei o carro:
Dias depois recebi o novo V5C em meu nome. O V5C é uma espécie de livrete, ou "documento único" se formos modernos, mas ao contrário do livrete nunca deve andar no carro pois é muito fácil transferir o V5C para outro nome sem intervenção do dono anterior. Mais curiosamente ainda, o V5C não prova propriedade do carro, apenas quem é o "registered keeper" dele. Por outras palavras, a minha única forma de demonstrar que sou dono do carro é a factura que me deram quando o comprei. Neat.
Sentei-me no carrito, carreguei no botão para arrancar o motor pensando "que modernice", e ele lá acordou. Curiosamente, só nesta altura é que me ocorreu: se calhar não era uma má ideia ir ler sobre as regras da estrada aqui. Sorte a minha, o governo tem a totalidade do Highway Code [8] disponível no site, e tenho-o lido aos bocadinhos. Mais sobre isso no próximo capítulo.
Curiosamente, não é preciso termos connosco nenhuma documentação quando conduzimos [9]. Os Ingleses têm uma abordagem diferente da nossa no que toca à documentação; é tudo guardado em bases de dados do governo, e eles só precisam de verificar a matrícula contra a base de dados para saber se está tudo bem. O condutor apenas precisa de ter a carta de condução, e alguma identificação por conveniência. Eu pessoalmente costumo ter o cartão de cidadão e a carta de condução. Idealmente teria o passaporte, mas evito andar com o passaporte no bolso, e o cartão de cidadão deve ser mais do que suficiente como identificação até no mundo pós-brexit. Na realidade penso que a carta de condução por si chegaria, mas mais vale estar seguro né?
Virei proprietário do meu próprio veículo! Mais um, porque nunca vendi o bolinhas que está em Portugal.

Conclusão

Tenho que confessar que estou impressionado pela positiva com a experiência que foi comprar um carro no UK. O processo foi muito mais simples do que esperava, e praticamente tudo se tratou no stand na hora da compra. Até o seguro podia ter ficado logo resolvido, mas eu preferi fazer em casa com mais algum controlo sobre isso. Nota-se que é um sistema muito mais polido que em Portugal, pelo menos na minha experiência.
A minha relação próxima com a condução começa a entrar, infelizmente, em rota de colisão com o status quo: vivemos num mundo que cada vez menos suporta o transporte individual. Há gente a mais no mundo, e há carros a mais no mundo, há fumo a mais no mundo. Na realidade, há "a mais no mundo" de quase tudo o que é mau, pessoas incluídas. Sinto que esta minha necessidade de conduzir vai brevemente bater de frente contra a necessidade global de cortar no transporte individual a favor de transportes colectivos. Até lá, vou aproveitar as espectaculares estradas de campo aqui à volta, particularmente a horas em que não estejam completamente congestionadas. Fiquem de olho, o próximo capítulo vai falar sobre a experiência que é conduzir no UK, e como é que difere do que eu esperava.
Desta feita apontei para um post mais curto que o anterior, que essencialmente parte este assunto em dois: este primeiro cobre o processo de como (e porquê) comprei o carro, e o seguinte vai cobrir a experiência de conduzir em si. Notei que o engagement no capítulo 1 foi menor que nos posts anteriores, e suspeito que ler uma epopeia tão longa não ajuda; digam-me nos comments se tenho razão.
Abraços, e obrigado por virem à minha TED talk.

Referências

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2020.09.20 14:53 UninformedImmigrant U wot m8? Estórias de um gajo que se mudou para o UK [Capítulo 1: Mudanças e chegadas]

Olá amigos. No post anterior introduzi levemente o espírito desta série, e este é o primeiro capítulo "a sério" da série. Este capítulo versa sobre o processo de preparação para a mudança e o "primeiro embate" da chegada ao novo país; que assuntos tive que tratar imediatamente antes de me mudar, assim como assim que cheguei. Como tenho dito, esta experiência é pessoal, e é importante que entendam que não se aplicará certamente a todos. Riam-se, chorem, e deixem os vossos pensamentos na caixinha em baixo.
Ao longo do texto vão ver uns números entre parênteses rectos ([XXXX]). Isto são referências que estão por extenso perto do fim do post, na secção apropriadamente denominada "Referências".

Take-Aways Principais

Eu gosto de ter uns bullet points com as ideias principais que se devem reter de cada capítulo, uma espécie de "se não leres mais nada, lê isto" do capítulo. Os deste capítulo rezam assim:
Os detalhes estão no texto por aí abaixo.

A odisseia do trabalho científico em Portugal

Já alguma vez tiveram aquele sonho em que querem gritar e não conseguem? Aquela sensação quase infantil de impotência, do pavor da inacção e do pasmo em relação ao que quer que seja que se está a desenrolar à nossa frente? Ou aquele em que querem esmurrar alguém mas não acontece nada? A sensação de impotência é, pessoalmente, das piores que podemos ter; a de querermos fazer alguma coisa, acharmos que sabemos o que fazer e não conseguirmos.
Trabalhar no tecido académico e de micro-empresas português (vulgo technology transfer) é um bocadinho assim. Por mais que um gajo se esforce, é muito difícil escapar à subsidio-dependência, à chico-espertice, à mediocridade, à inexperiência, à falta de processo e, acima de tudo, à falta de recursos. Por bom que seja o sonho, por interessante que seja o projecto, por positivo que seja o ambiente de trabalho, por porreiros que sejam os colegas, há uma sensação latente de "isto não vai dar para construir uma carreira". Isto torna-se particularmente agudo quando se trabalha numa área de tecnologia de ponta, para a qual inevitavelmente o mercado português está pouco desenvolvido. Não havendo mercado, a empresa vira papa-projectos e passa a viver de fundos comunitários, QRENs, COMPETEs, H2020s e coisas que tal. O tempo que se devia gastar em desenvolvimento é gasto a tentar convencer revisores de projectos a darem-nos mais uma esmola, e todos os projectos são uma corrida ao fundo: como é que conseguimos fazer esta omelete bonita com muito poucos ovos? Será que precisamos mesmo de duas pessoas para fazer isto, não dará só uma? Certamente o equipamento X também dá para este projecto.
Um aspecto particularmente doloroso neste ambiente é a altíssima rotatividade dos colegas. Quando se trabalha nestas condições tende-se a depender de recursos precários: bolseiros de investigação, estágios IEFP, estágios profissionais, estágios académicos, e por aí fora. Isto torna imediatamente impossível treinar alguém para fazer alguma coisa de jeito, e dei por mim a ensinar 3 ou 4 pessoas a fazer a mesma coisa em ocasiões diferentes ao longo dos anos. Nunca ninguém fica e toda a gente parte para outra, seja porque a empresa não lhes pode pagar, ou porque são incompetentes demais para nos darmos ao trabalho de lhes tentar arranjar financiamento. As caras e os nomes confundem-se numa espécie de groundhog day tecnológico em que cada ano que passa temos as mesmas conversas. Um tipo que vá ficando, ora porque é bom ou porque é teimoso, vai dando por si a avançar na idade ao mesmo tempo que os colegas não. A certo ponto, todos os meus colegas eram pelo menos uns 4 ou 5 anos mais novos que eu; ora se até eu quase nem tinha barba (hipérbole), então eles estavam mais verdes que as bananas da Costa Rica quando chegam ao Continente.
Quando me perguntam porque é que os portugueses têm tendência a se dar bem lá fora, aponto-os sempre para as condições em que somos habituados a fazer trabalho world-class. As publicações a que submetemos artigos não querem saber das nossas dificuldades; querem papers de qualidade. As agências de financiamento não querem saber de rotatividade, querem saber de know-how, track record e orçamentos. O trabalho que temos que entregar para sobreviver tem que ser de topo, ao mesmo tempo que as condições são de fundo. Pega-se num tipo habituado a isto, senta-lo numa cadeira de 300€, dá-se-lhe 3 monitores e um portátil que dava para comprar um carro, e é natural que o desempenho seja incrível.
Eu não me considero um perfeccionista (e acho que quem se considera perfeccionista pensa demais de si próprio) mas procuro estar numa constante curva ascendente no que toca à qualidade do meu trabalho. Umas vezes a curva é mais inclinada, outras vezes é menos inclinada, mas a cada dia estar um bocadinho melhor que no dia anterior. Aliás, quem me conhece sabe que esse é um traço que aplico em quase tudo: no trabalho, na vida, no desporto, etc. Antes de me mudar sentia que tinha batido no tecto da qualidade do que podia entregar. O meu esforço era máximo e o factor limitador da qualidade da entrega era a forma como o trabalho que eu tinha para fazer era entregue. Não havia tempo suficiente para inovação, era preciso planear de forma irrealista (e entregar de forma irrealista) para se conseguir fazer o malabarismo de todos os projectos. A constante mudança de contexto comia horas todos os dias.
A ética de trabalho portuguesa é, geralmente, horrível. Se eu trabalhei as minhas 8h, entreguei o que tinha para entregar e não tenho horário de trabalho, então vou sair às 16h. Ou chegar às 10h. Geralmente, fazer menos que 9-19 é mal visto, e eu fui sempre muito vocal (se calhar de forma prejudicial para mim próprio) acerca do quão estúpido isso me parece. Cheguei a ouvir algo semelhante a "tu és daqueles gajos que vão de férias desaparecem do mapa". Não é esse o objectivo das férias?

Um dia destes decidi mudar-me para o UK

Então um dia desatei a mandar CVs por esse mundo fora, a ver o que colava. Inevitavelmente, apareceram-me várias ofertas interessantes, a melhor das quais no UK. Contas feitas, a oferta praticamente multiplicou o meu salário bruto por 5 (talvez um bocadinho mais), empurrando-me de um salário mediano em Portugal para um salário bastante acima da média no UK. Esta é daquelas particularidades a que me refiro quando digo que a minha experiência é extremamente pessoal: eu tive a sorte de gostar e ter talento para trabalhar nesta área, e a dupla sorte de ser uma área em que simultaneamente há muita oferta e pouca procura de trabalho. Meio ao calhas cultivei um skillset muito valioso, ou que consegui vender bem. Infelizmente, para manter esta conta dissociada da minha identidade não vos posso especificar qual é; somos poucos, tornava-se muito fácil encontrar-me pelas publicações.
Curiosamente, está agora (à data da escrita) a fazer um ano que me decidi mudar. Nessa altura, a maior preocupação de quem se mudava para o UK era o Brexit, mas houve uma série de factores que me acalmaram:
Acerca deste último: ser estrangeiro no UK ou ser em qualquer outra parte é, para mim, semelhante. Então, se o Brexit por alguma razão resultasse numa perseguição aos estrangeiros, ou numa forte desvalorização da libra, etc, a minha situação ainda assim seria melhor que antes. Teria um CV mais rico, experiência adicional na indústria, e dinheiro no banco, tudo factores que facilitariam a mudança para um país terceiro.
Portanto com os factores políticos resolvidos por ora, e com a família a apoiar, lá me decidi.
Lá vim eu.

Preparação

A preparação para a mudança dividiu-se em:
Para benefício máximo meu e das duas empresas envolvidas, decidi reservar apenas umas 3 semanas sem trabalhar para tratar de tudo. Arrependi-me profundamente: devia ter fodido uma das empresas (a velha, potencialmente) e tido mais tempo para mim e para os meus. Naturalmente, houve muito que pude fazer enquanto trabalhava, como tratar da documentação. A logística foi um pesadelo; tive que esvaziar o apartamento em 2 dias e encontrar forma de arrumar tudo o que tinha na minha casa de família. Uma boa parte ficou por fazer pois queria passar tempo com a família em vez de arrumar merda. Tive que denunciar o contrato de arrendamento, da energia, da água e das telecomunicações. Obviamente, a Vodafone foi a mais merdosa no meio disto tudo, primeiro porque queriam que pagasse a fidelização (tive que demonstrar que vinha para o estrangeiro), e depois porque queriam cobrar o equipamento apesar de o ter entregue a horas e em boas condições. Típica escumalhice de telecom portuguesa, nada de novo.
A preparação legal foi mais cuidada. Para referência, a documentação que preparei foi:
Também nomeei (por procuração) um representante legal em Portugal. Inicialmente pareceu-me overkill, e apenas o recomendaria se tiverem alguém que seja de muita, muita confiança. Mas para mim tem sido muito útil, pois essa pessoa pode-me substituir em qualquer todos os compromissos, requerer a emissão de documentação em meu nome, transaccionar os meus bens (tipo vender o carro velho) e negociar em meu nome com as telecoms quando se armam em parvas (ver Vodafone acima). A pessoa que ficou com esta responsabilidade é da minha absoluta confiança, mas mesmo assim é um compromisso que deve ser mantido debaixo de olho e apenas pelo tempo necessário.
Às tantas perguntei-me "sua besta, já pensaste em quanto dinheiro vais gastar?" Bom, através de uma combinação de salário baixo e escolhas financeiras pouco saudáveis (que reconheço mas não quero detalhar), as minhas poupanças resumiam-se a uns míseros 2000€. Amigos, 2000€ não é dinheiro nenhum. Precisava de mais. Pelas minhas contas, e porque não vinha sozinho, precisaria de cerca de 15000€ para fazer isto com algum descanso, ainda que não conforto.
Lembram-se de quando tivemos uma crise "once in a lifetime" em 2008? Aquela da qual vamos ter saudades agora em 2021? Essa mesmo. Uma consequência engraçada dessa crise foi que as pessoas se habituaram a fazer crédito ao consumo, e os bancos habituaram-se a emprestar dinheiro como quem dá cá aquela palha, já que o Estado depois os resgata e ninguém vai preso. Como sempre trabalhei, paguei os meus impostos e nunca tive dívidas, pude pedir um crédito pessoal para pagar a mudança inicial. 15k no banco, check.
Obviamente não o gastei todo, e a empresa para onde fui trabalhar devolveu-me uma esmagadora parte do que gastei através de um fundo de "relocation expenses". A empresa pagou (mas eu tive que adiantar):
Em cima disso, paguei eu:
Admito que fiz algumas escolhas controversas, e houve muito dinheiro perdido em conversão de moeda. Podia ter ficado fora da cidade enquanto procurava apartamento, podia ter comprado mobília mais barata, podia ter dormido no chão, podia ter comprado malas mais baratas, podia ter andado de comboio em vez de alugar carros quando precisei. Mudei-me de uma forma que considero "medianamente confortável": não o fiz luxuosamente, mas dei-me ao luxo de trazer a Maria, de não ter que partilhar casa e de evitar largamente transportes públicos. Com o dinheiro que a empresa me devolveu constituí um fundo de emergência. Não liquidei logo a dívida porque entendo que é mais importante ter um fundo de emergência do que estar debt-free (mais sobre isso daqui a um post ou dois).
São escolhas. Emigrar é caro, amigos. Conheço quem o tenha feito com 200€ no bolso, mas não é confortável e não quero isso para mim.
Praticamente foi tudo pago através do Revolut. Criei uma conta pouco antes de vir, comprei o premium para não ter limites de conversões, e usei. Inclusivamente recebi lá o primeiro salário enquanto não criei a conta no banco.
A preparação emocional foi a menos complicada. O meu núcleo duro é relativamente pequeno, e toda a gente estava preparada há muito tempo para que eu "fugisse"; era conhecido praticamente desde que tinha começado o PhD que a minha área não era viável em Portugal, e que estava revoltado com a ética de trabalho merdosa. Naturalmente a minha mãe não gostou da ideia, mas são coisas da vida. Ainda assim, um conselho: não se armem em fortes e não descuidem a preparação psicológica/emocional que é necessária para este tipo de viagem. Eu sei que pessoas diferentes têm níveis de resiliência diferentes, mas o português tem muito a mania de achar que é o maior; cuidado com isso. Além disso, não deixem que estas preparações vos tomem todo o tempo que têm; guardem tempo para estar com a família, para lazer, e para descansar. Eu deixei-me consumir um pouco e não foi bom.

Como não ser sem-abrigo

Aterrei em meados de Setembro num dia nublado com duas malas de 30kg, uma mochila para mim e outra para a Maria, e a convicta certeza de que me estava a foder. Tinha cerca de 2.5 semanas até começar a trabalhar, e até lá a missão era só uma: encontrar um apartamento. Há muito para dizer acerca da habitação no UK, vou escrever um post só para isso e por isso aqui vou focar apenas na experiência do recém-chegado.
Eu decidi que não estava disposto a arrendar pelo privado; iria sempre através de uma agência imobiliária. Como não tinha tanta familiaridade com o mercado nem com a legislação, achei que seria mais seguro ir por essa via mais cara e minimizar a possibilidade de ser ludibriado. Recomendo vivamente. Então comecei a encetar contactos por telefone para marcar visitas a apartamentos.
E aí bateu-me.
Eu não conseguia perceber nada do que estes caralhos diziam ao telefone. NADA. "Ahka hrask apfiasdafsd duja sudn" diziam eles, e eu "sorry, I have a really bad connection, could you repeat that?" e eles lá repetiam mais calmamente "G'mornin, how can I help you today?". Muita vez disse eu que tinha pouca rede, a ver se eles abrandavam um bocadinho. E funciona! Top tip: se estiverem a tentar perceber o que eles dizem por telefone, queixem-se da ligação; o serviço móvel no UK é tão mau que eles vão na conversa.
Agora, eu sei falar inglês, ok? Naveguei perfeitamente bem as entrevistas, tenho dúzias de publicações em inglês "impecável", e trabalho em inglês há anos e anos. O problema é o seguinte: falar inglês enquanto se trabalha e escrever coisas em inglês são ambos experiências muito diferentes da de tentar falar com um nativo com sotaque, que assume maneirismos e expressões que não conhecemos, sobre locais que não conhecemos e dentro de um sistema (de arrendamento) que não conhecemos, tudo isto por telefone e sem poder ler nos lábios nem ler expressões corporais.
Com algum desenrascanço tipicamente português fui enchendo os dias de visitas a apartamentos na zona. Num dos dias aluguei um carro para ir ver apartamentos numa cidade vizinha (onde até acabei por ficar), algo que recomendo vivamente. Durante essas semanas vimos facilmente uns 25 apartamentos, talvez mais. As primeiras impressões foram:
(Um aparte acerca da alcatifa: se tiverem uma casa toda alcatifada comprem um robot aspirador de qualidade e aspirem todos os dias, até mais do que uma vez. A vossa qualidade de vida vai aumentar 1000 vezes.)
Escolhido o apartamento, fizemos uma oferta/candidatura. Oferecemos o valor que o senhorio pedia e, já tendo falado com muitos agentes, ofereci-me para pagar o contrato inteiro de 6 meses no dia da entrada. O que se seguiu foi um processo que, para mim, era completamente estrangeiro: o de "referencing" do potencial arrendatário. Pediram-me as moradas anteriores até 3 anos e os contactos dos senhorios, assim como a minha morada de família permanente e (muitos) dados pessoais. Essa informação foi usada para verificar que eu não era um impostor, e para verificar que tinha o hábito de pagar a renda. Ligaram para a minha antiga senhoria portuguesa, uma senhora de 82 anos, a perguntar se eu pagava a renda. Por mero acaso ela fala inglês (foi investigadora) e soube-lhes dar resposta, mas achei a atitude absolutamente desnecessária. Lembro-me de me sentir ofendido; "mas estes filhos da puta acham que pagar 6 meses à cabeça não chega?"
Seguiu-se um contrato de arrendamento para uma Assured Shorthold Tenancy [1], que é a modalidade "normal" de arrendamento para habitação por aqui. O agente imobiliário tratou de toda a papelada, mas eu tirei um dia para ler todo o contrato e verificar se batia certo com o que conhecia da lei daqui, o que recomendo vivamente. Atenção que a partir de meados de 2019 as taxas cobradas pelos agentes imobiliários passaram a ser limitadas por lei [2], por isso se vos pedirem alguma taxa administrativa mandem-nos sugar no pénis mais próximo. Na altura disseram-me que o normal, antes dessa mudança, seria o arrendatário pagar uma taxa de 700 libras à imobiliária pelo serviço. Era matá-los.
Assinado o contrato, ficou fixada uma data para entrada no apartamento. O valor a pagar é esperado nesta altura, no momento imediatamente precedente à entrega das chaves, o que significa que é preciso ter esse dinheiro disponível num cartão aceite pela imobiliária. Obviamente que é possível pagar por transferência, mas isso pode atrasar a data de entrada, e eu estava a pagar hotel por isso tinha interesse em me despachar.
Este processo foi, para mim, extremamente stressante. Até ao momento em que temos a chave na mão, o nível de incerteza é altíssimo: vou precisar de estender a estadia no hotel? Vou ter dinheiro que chegue caso o senhorio recuse o arrendamento? Será que vou ter que procurar noutra zona? Será que vou conseguir fazer isso enquanto trabalho? Para mim, encontrar a primeira casa foi facilmente a parte enervante da mudança. Agora já tenho uma posição muito mais sólida: conheço a zona, conheço o mercado, tenho um pé de meia e transporte próprio. O início custa muito mais.

Burocracias adicionais a tratar no início

Além da casa, que era a minha primeira preocupação, há um outro conjunto de coisas que têm que ser tratadas quanto antes:

Referências

[1] https://england.shelter.org.uk/housing_advice/private_renting/assured_shorthold_tenancies_with_private_landlords [2] https://www.gov.uk/government/collections/tenant-fees-act [3] https://www.gov.uk/council-tax [4] https://www.gov.uk/tax-codes [5] https://www.gov.uk/income-tax/how-you-pay-income-tax

Capítulos Anteriores

O próximo capítulo deve ser mais sobre habitação ou sobre compramanter carro e conduzir. Depende de qual o capítulo que acabar por ficar pronto mais cedo. Às tantas calha ser outro qualquer ¯\_(ツ)_/¯
Se este post gerar uma resposta tão forte como os outros, é possível que eu não consiga responder a todos os comments. Se for esse o caso, peço desculpa; vou dar o meu melhor.
No outro post alguém (um mod?) colocou o flair "Conteúdo Original". Não encontrei esse por isso pus "discussão".
Abraços, e obrigado por virem à minha TED talk.
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2020.09.18 14:34 UninformedImmigrant U wot m8? Estórias de um gajo que se mudou para o UK [Capítulo 0: Introdução]

Post anterior: https://www.reddit.com/portugal/comments/itrx1l/estou_a_pensar_escrever_uma_s%C3%A9rie_de_textos_sobre/
Olá amigos.
Perguntei-vos se estariam interessados numa série de posts acerca da minha experiência enquanto emigrante no UK. A resposta pareceu positiva, por isso vou começar a publicar o que vou escrevendo. Este primeiro post serve de introdução para ditar o mote dos restantes; aproveito para deixar aqui uma série de notas que depois escuso de repetir nos seguintes.

Que merda é esta?

Há-de ser um relato mais ou menos organizado da minha vivência como emigrante, escritos de forma predominantemente episódica. Cada capítulo pretenderá abordar um tema diferente que, na minha opinião, poderá afectar outras pessoas na mesma situação que eu. Basicamente, cada capítulo relatará grosso modo uma situação que me fez pensar "puta que pariu, porque é que não me disseram isto antes?"
Mais concretamente, quero:
Antes de começarmos, algumas coisas importantes de referir:

O que é que vem a seguir?

Este post é uma introdução muito básica ao "projecto" que estou a começar. Neste momento tenho esta introdução escrita, e mais alguns capítulos pensados e alinhavados. Para já, tenho alguns temas principais acerca dos quais gostaria de (ou comecei a) escrever:
Não os vou escrever por ordem, garantidamente. Sintam-se à vontade para sugerir tópicos, já acrescentei um ou outro de comments no outro post. Vou tentar manter os posts ligados uns com os outros com um índice ali no topo.

Quem és tu, e porque é que hei-de querer saber disto?

Por razão nenhuma. Lê este; se gostares, provavelmente vais gostar do resto. Se achaste que é só um gajo a dissertar sobre temas da vida, então acertaste na mouche. Se não gostas de gajos a dissertar sobre temas da vida, talvez não gostes disto.
Eu sou um gajo qualquer, suspeito que parecido com muitos vós: casa dos 30, carreira em tecnologia, mania que é esperto, emigrado recente. Acho que a minha experiência enquanto emigrante é deprimentemente mediana, e é aí que vejo o valor deste esforço. Entre decidir que queria vir e o dia de hoje, passei por uma série de situações que suspeito que muitos outros também atravessaram, e para as quais gostaria de ter tido aviso. Alguns exemplos de que me lembro de repente:
Eu também não sabia de nenhuma destas (e outras coisas), e às vezes saiu-me do bolso não saber disso.
A minha experiência provavelmente foge da média em alguns aspectos cruciais: não vivo nem trabalho numa cidade, vim já com um contrato de trabalho permanente assinado, e por aí fora. Escrever sobre alguns desses aspectos talvez passe a ser mais um exercício de memória pessoal que outra coisa, ou talvez as minhas peripécias pessoas ressoem com alguém, logo vemos.

Motivação

Um bocadinho do que está por trás das razões que me trouxeram para aqui:

Porquê NÃO emigrar?

Quando fui entrevistado para a posição em que estou agora, o entrevistador final (depois de umas 5 entrevistas para a mesma posição) perguntou-me: "estás nessa empresa há coisa de um ano, porque é que te queres mudar?". A minha resposta foi simples: não quero.
Em Portugal a vida tem uma leveza que não consigo encontrar em mais lado nenhum. Ganha-se pouco, é certo, e as oportunidades são muito limitadas, mas:
e por aí fora. A minha vida em Portugal era de uma tranquilidade incrível. O trabalho era especializado e pouco exigente, trabalhava com amigos de longa data na minha área de formação (que adoro). A minha rotina estava extremamente solidificada, vivia numa cidade que adoro (ah Coimbra!), conseguia-me facilmente sustentar, vivia numa casa boa numa zona boa. Visto de fora, tudo estava OK. A opção fácil teria sido deixar-me ficar; tinha facilmente emprego para a vida e poucas chatices.
Ainda assim...

Porquê emigrar?

Há uma certa insatisfação que vem com o saber que chegaste ao topo muito cedo, e que o topo não é tão alto como querias. Eu sou extremamente ambicioso, não do ponto de vista materialista e egoísta, mas mais numa eterna ânsia de ser melhor no que faço. Eu tive a espectacular sorte de escolher uma profissão pela qual me apaixonei, e de ter conseguido sempre trabalhar nela estes anos todos. O meu trabalho foi aparentemente tendo qualidade, e fui indo por aí acima. Um mestrado vira doutoramento, que vira bolsas, que vira escrita de projectos, que vira posições em empresas, que vira posições séniores.
No entanto, há um tecto máximo para o que se pode fazer em Portugal na minha área: o mercado é dominado por empresas muito pequeninas, altamente subsidiodependentes, e nas quais honestamente não vejo futuro. Eu não quero passar o resto da minha vida profissional a trabalhar num "one-man army", eternamente a desenvolver soluções que nunca vão vingar porque, convenhamos, há limites para o que uma equipa pequena consegue fazer. É extremamente descolhoante ver o nosso trabalho, que toda a gente diz que é muito bom, ficar perpetuamente atrás por falta de recursos, ou manpower, ou investimento, ou o que lhe quisermos chamar. Dei por mim a tornar-me uma pessoa frustrada, daquelas que vêm as notícias e dizem mal de tudo, mesmo do bom; pequenino e sempre zangado. Decidi procurar outras coisas.
Mudei-me para o UK com contrato assinado para uma multinacional gigantesca, bom salário, boa zona do país e, acima de tudo, projectos incríveis desenvolvidos por pessoas com as quais tenho aprendido muito. Estou novamente no caminho certo.
Eu não me mudei pelo clássico "ganhar mais". Obviamente que triplicar o salário de um dia para o outro é fixe, obviamente que é fixe comprar carros a pronto (mais sobre isso mais tarde), obviamente que ir às compras e nem olhar para a conta é bom; mas há mais que mova um gajo. O salário é um factor, mas é um factor.
Abraços, e obrigado por virem à minha TED talk.
Edit: desculpem a formatação manhosa no início, esqueci-me do modo markdown.
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2020.08.17 02:59 gimme-that-potato Uma das melhores decisões que tomei foi começar a tomar remédio para depressão

Olá, meus queridos.
Como o título sugere, venho aqui compartilhar minha experiência, pois acredito que possa acabar ajudando alguém aqui. No mais, vou poder pôr algumas ideias em ordem e poder dar uma desabafada. Tentarei ser breve, mas sei que não vai rolar rs, e acredito que meu texto não será tão linear.
O negócio é o seguinte: nunca fui apaixonado pela vida, de modo geral. Sempre fiz minhas coisas e tudo mais, mas essa tendência já me fez ficar para baixo (talvez algumas vezes depressivo) em algumas partes de minha vida. Nada disso me impediu de viver normalmente, sentir alegria, felicidade, paixão, correr atrás do que gosto, etc.
Acontece que ano passado estava em uma época braba. Havia terminado a faculdade, saído do emprego para prestar um concurso que não passei, e estava desempregado. Porra, estar desempregado é foda. A sensação de ficar em casa sem produzir é péssima.
Chegou uma hora que quis me cortar. Nada de suicídio, e nunca acreditei que pudesse fazer isso (apesar de estar com a constante sensação de querer nunca ter nascido), mas não deixa de ser um sintoma bem preocupante. Quando comecei a me dar uns pequenos cortes (escondidos), entendi que era hora de voltar pra terapia. Voltei para a mesma psicóloga que conheço há uns anos e confio bem.
Cabe aqui fazer um parênteses sobre depressão: há vários jeitos de melhorar esta doença. Contudo, tem um estudo recente que analisou a mistura entre dois tratamentos variados (ioga com psicólogo; meditação com psiquiatra; prática de esportes com meditação; etc.), e a melhor combinação de tratamento encontrada foi: acompanhamento psicológico junto com psiquiátrico. Não significa que tem que deixar outros tratamentos de lado, mas essa foi a melhor fórmula comprovada para combater.
Outra coisa: se você quer buscar um psicólogo, o que super recomendo, não importa a linha que ele ou ela segue. Freud, Lacan, Jung... nada disso importa. São ferramentas elaboradas para chegar em um mesmo objetivo. O que importa é você encontrar alguém que você vá com a cara. Alguém que você confie em desabafar. Não adianta conversar com um psicólogo pica das galáxias se você não se sente à vontade com ele.
Enfim. Começando a terapia, comecei a perceber diversos outros sintomas. Já não estava com a mesma concentração de antes. Me perdia no meio de frases. Estava me desconectando do mundo. Até atividades mais prazerosas estavam soando trabalhosas ou cansativas demais para mim. Meu prazer em coisas comuns, como comer algo bom, estava diminuindo. Foi a primeira vez que minha psicóloga sugeriu eu procurar um psiquiatra para me ajudar.
De início me senti mal, pois nunca tomei remédios para a cabeça. Mas depois veio um certo alívio: eu simplesmente estava doente, como uma gripe, e talvez precisasse só tomar um remédio. Você tem ideia de como é um alívio entender que sua mente te prega peças, e o motivo de você estar mal pode ser simplesmente algo fora de seu controle? Como uma mera desregulação hormonal, ou falta de algum receptor no cérebro, algo assim.
Falando com o psiquiatra, ele me passou um remédio relativamente novo, que, a grosso modo, estimula a produção de receptores de certos neurotransmissores na minha cabeça. Em outras palavras, ele estimula o cérebro a "captar mais prazer", ao invés de criar o prazer em si (como uma droga ilícita geralmente faz). Tanto é que é um remédio de tarja vermelha, e que não vicia (apesar de dar efeitos colaterais).
O início do tratamento foi bem ruim. O primeiro efeito colateral era a sensação de estar sonhando, ou na beira de uma grande ansiedade. Como se eu estivesse caindo, mas aquela sensação de "estar caindo" tivesse durando minutos. Isso me fez aprender a deixar rolar, sabe? Eu sabia que era um efeito do remédio, então não podia fazer nada, senão deixar acontecer, seguir com a maré. Eu diria até que eu pude aproveitar minha ansiedade. Sentia que era o remédio que me causava essa aceleração, mas que era ao mesmo tempo ele que me possibilitava ter esse "freio".
Outro efeito ruim foi o sono. Na verdade era mais uma vontade incontrolável de bocejar em si do que sono.
Como um outro possível efeito era falta de libido, óbvio que nos primeiros dias a primeira coisa que fui testar foi a masturbação. Confesso que foi bem difícil chegar no orgasmo, parecia que eu ia criar fogo com as mãos hehe. Por outro lado, um tempo depois minha libido até melhorou, pois minha depressão me fazia não querer buscar sexo. Minha namorada me apoiou durante tudo isso e entendeu, quando conversamos, que o sexo poderia piorar, o que felizmente não ocorreu.
Depois esses efeitos melhoraram (acredito que em até 2 semanas). O de sono e bocejo passou por completo, assim como o da ansiedade. Eu sentia que o remédio era um freio para minha ansiedade. Se eu fosse um carro, era como se o remédio colocasse uma trava na velocidade máxima. Sentia ele me ajudando.
Uma coisa que demorou para melhorar foi meu fluxo intestinal. Estava acostumado a ir ao banheiro todos os dias, às vezes até duas vezes (aqui cabe ressaltar que sou homem e, quando comecei a tomar o remédio no ano passado, estava com 26 anos). O remédio me fodeu com isso. Comecei a passar uns dias sem ir ao banheiro, ou ficar totalmente desregulado. Hoje, meses depois, isso já melhorou 100%.
Umas semanas depois comecei a ter um pouco de insônia, que até hoje vem e volta, mas nada que me atrapalhe.
Mas nada disso chega perto ao que o remédio me proporcionou: a capacidade de sentir prazer banal, no dia a dia, como ao ver um pôr-do-sol, ouvir uma música foda, ou comer algo gostoso. Hoje nem parece que eu tomo remédio. Faz parte da minha rotina: eu acordo, tomo meu comprimido, meu café, e sigo com o dia. Às vezes penso que deveria ter buscado um psiquiatra antes.
Claro que o tratamento é temporário. Eu sinto um pouco de falta de poder "curtir mais minha angústia" quando não tomava remédio, pois isso me ajudava a compor música ou escrever algo. Hoje me sinto melhor sabendo que estou mais pronto para terminar o tratamento (que demora no mínimo 6 meses, se não me engano até 2 anos). Também sei que, se voltar a ficar mal daquele jeito, tenho mais ferramentas para usar ao meu favor.
Se você está mal, não tenha vergonha de procurar um psiquiatra. Não coloque barreiras que não existem. Se você estivesse com febre, você iria no médico. Pode ser que sua depressão seja simplesmente uma reação física de seu corpo, e não uma mera falta de vontade (aliás, acho que nunca é, pois vontade de estar bem todo mundo tem). Até porque, uma pessoa com a vida 100% boa pode sofrer de depressão. Como falei, pode ser por algo idiota, como uma desregulação de seu corpo, algo hormonal, etc.
Pense nos remédios como uma rodinha extra numa bicicleta: ele vai servir de apoio para seu cérebro reaprender a andar sozinho, e, então, quando estiver pronto, vai poder andar ser as rodinhas.
Uma questão é que eu dei sorte. Um dos meu melhores amigos demorou uns bons anos para encontrar o remédio certo para ele. Ele tentou de tudo, várias terapias, e finalmente achou esse remédio (que é o mesmo que o meu, por coincidência), junto uma terapeuta de confiança. O cara até conseguiu assumir ser gay e hoje está namorando e feliz em um relacionamento, o que me deixa muito feliz.
Quando compartilhei essa história com outro amigo, ele confessou que estava tomando remédios para a ansiedade. Ele disse que era incrível poder sentir o prazer do presente ao andar de ônibus.
Comecei um trabalho novo em janeiro, e venho enfrentando altos e baixos por conta do isolamento da pandemia (não estar fazendo exercício vem ferrando com meu corpo). Mas sei que hoje tenho mais recursos para me cuidar. Ainda tomo remédio e faço acompanhamento psiquiátrico, e parei com a terapia pois não queria fazer online, embora eu ache que volte logo menos e faça por videochamada mesmo.
Enfim, espero ter ajudado alguém, ou ao menos estimulado a empatia, caso conheça alguém que esteja depressivo, ou com receio de começar a tomar remédios. Sempre fui muito mente aberta com muita coisa, inclusive terapia e psiquiatria. Mas ainda dava uma julgada com quem "parecia bem" e mesmo assim estava tomando remédio. Hoje vejo isso com mais empatia, pois nem todo mundo que parece bem está de fato bem. Quem sou eu para saber o que o outro sente, quando às vezes nem eu mesmo sei dizer o que sinto...
Se você tem algum amigo com depressão, ofereça seu apoio. Não julgue. Quando puder, insista na amizade. E não vomite suas próprias histórias. Não fale que "é falta de vontade", ou que é "frescura", ou que você conhece um "óleo essencial" para depressão. Às vezes a pessoa só precisa de alguém para desabafar, ou ao menos saber que você está lá para ela (como eu estive para esse meu grande amigo). Apesar de a tristeza poder ser um sintoma da depressão, depressão não é tristeza. Depressão é o oposto de vitalidade.
Por fim, deixo como dica de leitura o que acredito ser uma espécie de "guia definitivo" para a depressão (só não digo "definitivo" pois é uma área da ciência em constante evolução, e, CARAMBA, como eu sou grato por nascer nesta nossa época e não há 50 ou 100 anos, quando havia muito mais estigma e muito menos remédios...). Trata-se do livro O Demônio do Meio-dia, de Andrew Solomon. É um documento jornalístico que conta a história, em primeira pessoa, do escritor e sua luta para entender a própria depressão e a Depressão em si como doença. Nele há muito sobre questões emocionais, como os diferentes remédios funcionam, como a depressão afeta diferentes grupos de diferentes formas, etc. Foi o que me ajudou para ganhar conhecimento e lidar melhor com esse meu amigo (e, depois, lidar comigo mesmo). Esse mesmo jornalista faz um TED Talk muito bom aqui.
Obrigado a quem teve o saco de ler até aqui. Não sei se vou responder todas mensagens, mas tentarei. Se tiverem alguma dúvida, será um prazer tentar ajudar na medida do possível. Um grande abraço e tenha uma boa noite!
Edit: o remédio é Venlafaxina.
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2020.07.24 12:49 dougsv Submeti minha tese de doutorado para os revisores hoje

Puta que pariu não acredito que finalmente ta chegando ao fim, depois de passar os ultimos meses trabalhando todo dia de pelo menos 9 as 23h, incluindo fins de semana.
Eh isso. Obrigado por assistirem ao meu TED talk.
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2020.07.20 11:31 Physicallyvoidoflife Fazer amizade com outras mulheres é muito difícil.

O processo de fazer amizade em si já é meio louco na minha opinião, todos os amigos que tenho atualmente são pessoas com quem eu simplesmente fui falando até a gente ter se falado tanto que virou amigo (uma coisa que possibilitou algumas dessas amizades foram os jogos online xdd). Nunca começou com uma intenção de amizade, eu nunca parei pra pensar nesse tipo de coisa, até atualmente ter percebido que eu sinto falta de ter amigas, não que eu não goste dos meus amigos homens (amo todos eles, são uns xuxu), só que a energia masculina e a feminina é totalmente diferente e a dinâmica também, tem coisas que só outras mulheres entendem.

Fazer amigAs nunca foi fácil pra mim, mas depois da adolescência onde eu passei a me assumir pros outros como lésbica ficou mais difícil ainda, grande parte por causa da típica homofobia internalizada onde eu simplesmente me sinto hesitante em chegar e ser muito amigável com outras garotas, com medo de passar a ideia errada, de deixar elas desconfortáveis. LOGICAMENTE eu sei que não tem nada a ver, é só uma conversa e não deveria ter nada errado em me interessar platonicamente por outros seres humanos, somos criaturas sociais!!11! Porém na prática eu fico com ansiedade batendo no teto e simplesmente evito puxar assunto por dois dias seguidos, lmao. Também sinto que mulheres são muito mais difíceis de se aproximar online do que homens? Do tipo se interessar muito menos e dar muito menos brecha pra assunto, mas aí eu já não sei se é assim mesmo ou se eu que dei azar consecutivamente.

Antes de ir para a parte final vou deixar claro que eu JÁ tenho uma namorada sou MUITO feliz com ela e NÃO estou romanticamente carente ou coisa do tipo, tá TUDO CERTO nessa área (ironicamente, arrumar namorada nunca foi problema, mil vezes mais fácil que amiga askdjbnadsjhasdbasd).
Agora o motivo de eu estar finalmente me sentindo frustrada o suficiente pra fazer uma conta nova (vergonha de quem me conhece ler isso) pra criar esse post é: conheci uma garota legal para um caralho aleatoriamente. As vezes eu consigo passar um tempo com ela e eu me divirto MUITO. A gente tem um humor parecido e eu consigo passar horas de bobeira ou compartilhando uma atividade, eu fico até com saudade quando ela passa muito tempo sem dar notícias. Isso é muito raro porque eu não costumo me interessar pelas pessoas tão rápido (eu sou fácil de conversar a bato papo com todo mundo, porém eu sou mais de aparecer de vez em quanto pra trocar uma ideia do que de bater na mesma tecla várias vezes). A última vez que me senti tão sincronizada com uma pessoa foi quando um belo dia sentei na cadeira na frente do meu melhor amigo do ensino médio (com quem eu falo todos os dias até hoje) e comecei a falar com ele. Eu fico até meio ansiosa porque se ela resolver simplesmente sumir eu vou ficar muito triste aaaaaaa, nunca falei nada disso pra ela. Por mais que ela também pareça gostar da minha companhia (pelas reações e comentários dela), eu sinto que ela simplesmente é assim com todo mundo e qualquer pessoa que estiver online serve, nossa conversa (no privado) só vai mesmo pra frente se eu estiver liderando ela e a gente só passa um tempo fazendo algo (jogando por exemplo) se eu chamar. Eu me contentaria com isso se eu soubesse que esse nosso convívio fosse rolar sempre, mas não parece provável pela experiência, os gostos e as rotinas das pessoas mudam. Eu acho que não teria coragem de me colocar nessa posição tão vulnerável que é falar pra ela esses meus sentimentos de SEJA MINHA AMIGA POR FAVOR, sdjbnjskfdsf.
É estranho desejar a amizade de uma pessoa específica? As histórias que eu consumi enquanto crescia sempre relacionaram o interesse e a saudade com o romance ou com a família.
Tl;dr: só sei fazer amizade com homem e isso me deixa triste.
Obrigada por virem ao meu ted talk. Respiro melhor só de ter compartilhado.
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2019.06.02 16:17 CiborgDeCocoras Depois de passar a reforma da previdência, temos que focar em reduzir os benefícios dos três poderes. Alguém sabe de algum projeto de lei ou congressista que começou a movimentar isso aí?

EDIT: sobre o título, não necessariamente logo após a reforma da previdência, mas digo começar a dar seguimento após a reforma, visto que a prioridade agora está toda com ela.
É absurdo o STF receber 39k + benefícios, e ainda não ter que pagar pela comida cara que come (vide aquele edital do STF). Isso está além do aceitável. Mesma coisa para o congresso e para o executivo. Olha só os gastos desse Ciro Nogueira, senador pelo Piauí.
"O senador Ciro Nogueira (PP-PI) gastou R$ 32 mil com alimentação no ano passado – uma média de R$ 2,7 mil por mês. Do total gasto, quase R$ 12 mil custearam 44 refeições em São Paulo. A conta, claro, ficou para o contribuinte. As mais caras foram feitas nos luxuosos restaurantes Cavour, Amadeus e Nakka, com preços beirando R$ 600."
O mínimo seria restringir esse luxo todo que eles têm a disposição, impondo limites nos valores.
Antes que alguém já reclame que é uma economia "pequena". De certo é, mas pense nisso acumulado ao longo dos anos e em todas as esferas. Além disso, com certeza prefiro uma "merreca" dessas investida em outras áreas para a população, do que pra alimentar nossos representantes com comida cara. É por uma questão de princípios. Eles que paguem do próprio bolso; todos já recebem muito, dado a realidade na economia do país.
Isso não deve partir do Bolsonaro, obviamente. Já alegam que ele não sabe articular, isto o enfraqueceria ainda mais. Tem que ser um independente, tipo o Kajuru, e aí temos que enviar emails e fazer ligações para nossos deputados e senadores para verem que tem apelo passar isso.
Ou, melhor ainda, um projeto de lei de iniciativa popular. É importante colocar dispositivos que evitem eles reinserirem estes benefícios novamente, como aumentando o próprio salário novamente ou por algum outro artifício.
Já viram o TED pelo Nick Hanauer? "Beware, fellow plutocrats, the pitchforks are coming". Já que eles não querem ajudar a reduzir gastos por uma boa causa, talvez tenha que ser pelo medo. Se o país quebrar e eles continuarem comendo lagosta, vai dar merda grande, igual na Venezuela.
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2019.03.02 23:28 fidjudisomada Primeira Liga 2018/9, #24: FC Porto 1-2 SL Benfica

MAGNÍFICOS NO VOO PARA A LIDERANÇA!

O Benfica entrou no clássico a um ponto do primeiro lugar, foi magnífico na forma como deu a volta ao resultado e ao FC Porto no Estádio do Dragão (1-2) e regressou da 24.ª jornada no comando da Liga NOS, com dois pontos à maior e clara vantagem (ganhou em casa e fora) no confronto direto com o rival. São agora nove as vitórias seguidas que dão corpo à melhor série do conjunto orientado por Bruno Lage.
Sem temores, sabendo ao que ia o que pretendia alcançar nesta deslocação ao Estádio do Dragão, a equipa do Benfica, montada em 4x4x2, ganhou o primeiro canto do clássico aos 9', como resultado de uma tentativa de perfuração de André Almeida e João Félix, combinados na direita.
A bater o minuto 15, Pizzi infiltrou-se na área portista pelo lado esquerdo e, no mano a mano com Manafá, foi bloqueado em falta pelo lateral-direito, que puxou a camisola do 21 das águias e impediu-o de prosseguir a marcha, depois de um pequeno toque na bola com o qual desenquadrou o oponente. O árbitro Jorge Sousa mandou o jogo seguir e o lance não mereceria revisão.
O ataque seguinte pertenceu aos dragões, que conquistaram uma falta (Brahimi foi travado por Rúben Dias) perto da quina esquerda da grande área encarnada. Adrián López posicionou-se para bater, rematou, acertou na barreira e ainda foi capaz de armar a recarga de pé direito (18').
A bola sobrevoou a linha benfiquista, Pepe, em posição aparentemente irregular, agachou-se e Odysseas não conseguiu evitar o golo. A jogada foi revista pelo videoárbitro, e Jorge Sousa, que não recebeu recomendação para visionar o sucedido, teve ordem para validar o 1-0.
Aos 22' a igualdade esteve para ser restabelecida num raide de Pizzi, mas o tiro do internacional português, já no interior da área, esbarrou nas pernas de Casillas. Uma clara oportunidade de golo!
Não aconteceu neste ataque, aconteceu no culminar de outra ação ofensiva dos encarnados: aos 26', a pressão alta surtiu efeito, o Benfica apossou-se do esférico e, na esquerda, Seferovic cruzou para o remate certeiro de João Félix no coração da área azul e branca (1-1)
Os portistas tentaram replicar, mas o Benfica deu troco e foi a equipa que mais perto esteve de desempatar o clássico: Seferovic, aos 45', escapou na esquerda, entrou na área e rematou com força, à figura, porém, de Iker Casillas.
O Benfica estava focado na reviravolta e foi atrás dela com bravura e discernimento depois do período de descanso. Aos 51', Rafa conduziu um ataque a alta velocidade e depois serviu João Félix, que cruzou e ganhou um canto. As águias estavam de olho nas redes e chegaram lá aos 52' num remate de Rafa, fora da área, após combinação curta com Pizzi, que teve papel decisivo na forma como temporizou e colocou o companheiro na carreira de tiro.
O camisola 27 disparou e a bola entrou junto ao poste esquerdo, sem chances para Casillas, fazendo assim o seu 13.º golo na temporada (um recorde pessoal em toda a carreira), o nono na corrente edição do Campeonato.
Por baixo no resultado e com a liderança a escapar-lhe, o FC Porto procurou contrariar o Benfica, que tornaria a ameaçar a baliza dos dragões num livre lateral batido por Pizzi na direita e cabeceamento de raspão de Rúben Dias na área, para fora.
A organização da equipa benfiquista superiorizava-se, com enorme entreajuda, e sobrepunha-se às ações de ataque dos portistas. Gedson foi o primeiro a saltar do banco para refrescar a equipa (substituiu Pizzi aos 71')... e o Benfica rondou o 1-3 aos 76' em mais uma jogada de Rafa, que quase replicava a finalização que lhe permitiu apontar o 1-2.
Logo a seguir, no entanto, Jorge Sousa apitou uma falta de Gabriel sobre Otávio e depois, em face do desentendimento entre os jogadores, resolveu dar dois amarelos ao médio do Benfica, pela infração e pelo comportamento sucedâneo, reduzindo as águias a 10 unidades (77'). Otávio, na circunstância, viu apenas um cartão amarelo.
Igual a si próprio, organizado e sereno, o Benfica aguentou o esforço final do FC Porto, que teve o seu melhor em dois remates do central Felipe (um para excelente defesa de Odysseas, outro a fazer com que a bola raspasse na parte superior do travessão, após canto batido à direita). Corchia (por Rafa aos 88') e Cervi (por João Félix aos 90'+2') também foram a jogo e ajudaram em campo ao sucesso neste clássico.

BRUNO LAGE: “VENCEU A MELHOR EQUIPA”

Apesar da vitória do Benfica no clássico (1-2) e consequente subida à liderança isolada da Liga NOS, Bruno Lage recusa entrar em euforias, lembrando que “ainda há muitos pontos por disputar” e que a caminhada continuará a ser feita “jogo a jogo”.
CAMINHO PARA A LIDERANÇA
“Agradecer aos jogadores pelas duas coisas: pela atitude demonstrada no treino – em querer formar esta equipa que hoje [sábado] se viu aqui, competitiva – e também porque, de alguma forma, estão a fazer de mim treinador. Isso é muito importante. Tenho dito que o mérito é todo deles e esta caminhada de dois meses só tem sido realizada pelo trabalho que eles colocam em campo. Tinha consciência de que se treinássemos e jogássemos de uma determinada forma, poderíamos fazer um bom trabalho.”
ANÁLISE AO CLÁSSICO
“Fizemos uma primeira parte muito boa, com enorme qualidade, mantivemos o equilíbrio nas emoções com o golo sofrido, fomos à procura do nosso resultado e penso que até aos 1-2, durante os 60 minutos, fomos a melhor equipa. Depois o jogo começou a ser equilibrado, o FC Porto começou a responder e fez alterações importantes e determinantes para tentar dar a volta ao resultado. Apesar da expulsão [de Gabriel], controlámos o jogo e fechámo-lo de uma forma brilhante. É um resultado justo porque venceu a melhor equipa.”
“Seferovic e Pizzi falharam duas bolas claras de golo na cara do guarda-redes na primeira parte, onde, na minha opinião, fomos a melhor equipa. Houve uma entrada forte do FC Porto, fruto do ambiente que se vive no estádio. Estava planeado, pelo menos na nossa forma de jogar, não colocar os nossos médios a receber a bola de costas para a baliza do adversário. Puxámos um pouco ao jogo e à pressão e, com as nossas saídas por fora, com o tempo, o jogo ia ficar mais adequado àquilo que é a nossa forma de jogar. Foi isso que aconteceu. Tínhamos consciência do que tínhamos de fazer, quer a atacar, quer a defender.”
A REVIRAVOLTA
“Gosto muito de usar a palavra ‘equilíbrio’. De alguma forma, quando estávamos por cima no jogo, sofremos o golo. É o que digo aos jogadores: se emocionalmente estivermos tranquilos e soubermos o que temos de fazer em campo, vamos mais tranquilos para o jogo, e foi isso que aconteceu.”
REAÇÃO À EXPULSÃO DE GABRIEL
“O FC Porto respondeu muito bem, abriu muito bem nas alas – a troca dos médios para sair a três com o Danilo no meio – e nós fechámos com cinco defesas – para não permitir cruzamentos –, três médios com alguma capacidade para sair na transição (Samaris no meio, Gedson na direita e Cervi na esquerda) e mantivemos o ponta de lança para segurar a bola. Foi também um jogo tático de ambas as partes, entre duas equipas de enorme qualidade, e ficamos muito satisfeitos porque, mais uma vez, aquilo que pensámos funcionou e correu bem.”
TESTES DIFÍCEIS FORA DE CASA
“Se fizéssemos os jogos todos ao mesmo tempo, não tínhamos hipótese. Jogo a jogo, treino a treino, vamos fazendo a nossa caminhada.”
BENFICA COMO PRINCIPAL CANDIDATO AO TÍTULO
“Sim, a par com o FC Porto. Mas temos de manter o nosso equilíbrio, as nossas emoções. Fizemos um grande jogo, estamos num bom momento, mas vamos continuar a jogar de três em três dias – Campeonato Nacional, Liga Europa, Taça de Portugal – e temos de nos manter focados no treino e ter sempre a determinação de que ainda há muito para evoluir. Jogo a jogo, aí vamos nós. Vejo as coisas de igual forma, com diferença de dois pontos. Temos de recuperar bem, preparar o jogo das competições europeias e, passado três dias, estamos a jogar de novo para o Campeonato. A nossa caminhada é esta. Foi assim que começámos há dois meses e é assim que vamos até ao fim.”
RESULTADO IMPORTANTE, NÃO DECISIVO
“Foi importante para nós. Se perdêssemos ficávamos a quatro pontos; vencemos e temos dois de vantagem. Ainda há muitos pontos por disputar e acredito que temos de continuar no mesmo registo. Foi o Benfica, o clube, o treinador e os jogadores, que deram a volta à situação [a sete pontos do líder ao topo da classificação]. Já disse anteriormente, na antevisão, que no nosso primeiro jogo, aos 20 minutos, estávamos a perder por 0-2 [Rio Ave] e foram os adeptos que puxaram pela equipa e nos ajudaram a vencer. Temos agora dois pontos de vantagem, mas mantemos a tranquilidade e o equilíbrio no nosso trabalho.”
ONZE DO FC PORTO SURPREENDEU?
“Não era um onze difícil de acertar do nosso lado, olhar para o nosso registo nos últimos cinco/seis jogos. Conheço bem a equipa técnica do FC Porto, muito competente, que não se baseou apenas nesse onze, mas sim em perceber – como o treinador disse – aquilo que são as nossas dinâmicas e tentou contrariá-las. No entanto, temos de nos reinventar e cada jogo tem a sua história. Temos a nossa dinâmica, mas depois há um lado estratégico para preparar. Estávamos preparados para um 4x4x2 ou um 4x3x3 e eu disse aos jogadores que havia situações pelas quais tínhamos de esperar, e uma delas era a posição do Herrera. Jogando com um segundo médio, o FC Porto tem uma dinâmica, jogando com um terceiro médio o sistema seria de 4x3x3, com uma dinâmica diferente. Já tínhamos visto um grande clássico na meia-final da Taça da Liga e hoje [sábado] voltou a ver-se um grande jogo de futebol – pena a expulsão – com um comportamento exemplar dentro de campo de ambas as equipas.”

Coisas e Loisas

  • Andreas Samaris chega aos 100 jogos na Liga Portuguesa. Estreou-se em Setembro de 2014 pela mão de Jorge Jesus na vitória por 0-5 frente ao Vitória em Setúbal;
  • Benfica apresenta uma média de 24,64 anos contra os 28,82 do FC Porto. É a média mais baixa que o Benfica apresenta em clássicos frente aos dragões (todas as competições) desde 2001 (24,13 numa partida da Taça de Portugal);
  • João Félix marca pela 1.ª vez frente ao FC Porto, clube que representou nos escalões jovens. João Félix marca há 3 jogos consecutivos em clássicos na Liga Portuguesa: Sporting [C] Jornada 3; Sporting [F] Jornada 20; FC Porto [F] Jornada 23. João Félix marca pela 1.ª vez frente ao FC Porto, clube que representou nos escalões jovens;
  • Há 42 anos que um jogador tão jovem não marcava em 3 ou mais clássicos consecutivos a contar para a Liga Portuguesa (pódio de jogadores benfiquistas): 1937 Espírito Santo [4] 17 anos, 6 meses ; 1977 Chalana [3] 18 anos, 3 meses; 2019 João Félix [3] 19 anos, 3 meses l;
  • 45' FC Porto [1-1] Benfica (Liga NOS 18/19). Melhores marcadores do Benfica em clássicos em 2018/19: 3 João Félix; 2 Seferovic; 1 Pizzi; 1 Rúben Dias; 1 Rafa Silva; 1 Gabriel;
  • Marcaram no séc. XXI na mesma época a Sporting e FC Porto na Liga: 2018/19 João Félix; 2015/16 Mitroglou; 2013/14 Enzo Pérez; 2012/13 Lima; 2008/09 Cardozo; 2002/03 Tiago; 2001/02 Simão; 2000/01 van Hooijdonk;
  • Últimos a marcar na mesma época em casa do FC Porto e Sporting (Liga): 2018/19 João Félix; 2002/03 Tiago; 1993/94 Isaías; 1990/91 César Brito; 1983/84 Nené; 1975/76 Jordão; 1972/73 Nené; 1971/72 Eusébio; 1962/63 Eusébio/Simões; 1952/53 José Águas;
  • Rafa Silva faz o 13.º golo na temporada e quebra recorde de golos numa só temporada: 2018/19 Benfica [13 golos em 31 jogos]; 2015/16 Braga [12 golos em 50 jogos]. Marca há dois jogos consecutivos frente aos dragões (Taça da Liga e Liga);
  • João Félix já fez mais golos em clássicos do que Jonas! Detalhe dos golos dos avançados: João Félix 3 golos em 5 jogos (1 golo FCP, 2 golos SCP); Jonas 2 golos em 12 jogos (1 golo FCP, 1 golo SCP)
  • É a 1.ª vitória em 42 anos de uma equipa do Benfica em casa do FC Porto com uma média de idades (do onze) tão baixa. Vitórias do Benfica frente aos dragões com uma média inferior a 24,64 anos (média do onze de hoje): 2019 [F]; 2001 [C]; 1977 [F]; 1941 [C];
  • Benfica conquista a 9.ª vitória consecutiva na temporada. Soma também o 7.º triunfo consecutivo fora de portas. Há 4 épocas que as águias não venciam no Dragão: 2018/19 FCP 1-2 Benfica; 2014/15 FCP 0-2 Benfica;
  • Depois de 6 vitórias do Benfica em casa do FC Porto e sempre sem sofrer golos, esta foi a 2.ª vitória com uma reviravolta no Porto em 43 anos. Esta foi a 3.ª vitória do Benfica com reviravolta em casa dos dragões (2019, 1976 e 1971);
  • Quase um ano depois o Benfica volta à liderança isolada da Liga Portuguesa: 2018/19 59 pontos (24 jornadas); 2017/18 74 pontos (29 jornadas). Os encarnados, agora com mais 2 pontos que o 2.º classificado (FC Porto) é a única equipa que depende de si para ser campeã;
  • Após 9 vitórias consecutivas na Liga com Bruno Lage, o Benfica igualou o registo de pontos (59) da época passada à 24.ª jornada. É mesmo a melhor marca de golos à 24.ª jornada nas últimas 7 temporada (66 golos);
  • Há 28 anos que o Benfica não vencia em casa do FC Porto e Sporting na mesma temporada a contar para a Liga Portuguesa: 2018/19 2-4 SCP, 1-2 FCP; 1990/91 0-2 SCP, 0-2 FCP;
  • Últimas duas ou mais vitórias do Benfica frente ao FC Porto: 2018/19 [2V Liga]; 2013/14 [2V Liga e Taça]; 2009/10 [2V Liga e Taça da Liga]; 2005/06 [2V Liga];
  • Há 13 anos que os encarnados não venciam os dragões na 1.ª e 2.ª volta da Liga;
  • Foi a 7.ª vez que o Benfica venceu em casa de FC Porto e Sporting na mesma época a contar para a Liga: 2018/19 Bruno Lage; 1990/91 Sven-Göran Eriksson; 1975/76 Mário Wilson; 1971/72 Jimmy Hagan; 1962/63 Fernando Riera; 1949/50 Ted Smith; 1947/48 Lippo Hertzka.
  • Bruno Lage igualou o seu antecessor em número de vitórias em clássicos pelo Benfica: Bruno Lage, 3 vitórias em 4 jogos (1D); Rui Vitória, 3 vitórias em 16 jogos (7E, 6D);

Multimédia

Eleição do MVP

Talking Points

Preparámos uma lista de temas para conversas sobre este jogo, mas estejam à vontade para passar por cima dela, ou pegar num ou alguns, e apresentar as tuas observações e expressar opiniões:
  1. O resultado foi justo? Na tua opinião, o que faltou à equipa para alcançar um resultado ou exibição melhor?
  2. Está satisfeito com a resposta da equipa hoje? Qual foi o aspeto do jogo que mais te impressionou?
  3. Com o benefício da visão a posteriori, que alterações farias ao 11 inicial?
  4. Em retrospetiva, o que farias diferente ao longo do jogo? Como avalia os critérios de substituição? Trouxeram algo diferente ao jogo?
  5. Qual foi o jogador que mais se destacou com a camisola do SL Benfica? Nessa nota, quem foi a maior deceção?
  6. Quais são os aspetos positivos que o SL Benfica pode tirar deste jogo?
  7. Enfrentaremos o GNK Dinamo Zagreb na próxima partida, no Stadion Maksimir, em jogo a contar para a 1.ª mão dos 8-avos-de-final da UEFA Liga Europa 2018/9. Quais as perspetivas?

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2018.01.20 03:55 magicomplex Bitcoins são um mimo mais inútil que figurinhas da Copa do Mundo

Em qualquer rodinha de grisalhos hoje em dia, o papo não é mais o Viagra ou Cialis, nem troca de dicas p/ no Tinder atrair gatinhas que queiram homens maduros. É a porra do bitcoin. Essa semana tentei ajudar a vedete do momento a ter um valor real, útil e falhei miseravelmente, o que compartilharei com vossas senhorias nesse rant.
O que tentei nessa semana foi passar a aceitar bitcoins como forma de pagamento aos serviços essensais ao funcionamento da internet: colocation, trânsito IP, CDN e mitigação de DDoS. Isso permitiria que serviços digitais, online, pudessem custear sua operação de infra-estrutura com bitcoins o que por sua vez também permitiria que seus clientes dos joguinhos online, VPN, e-mail etc. pagassem pelo serviço com bitcoin, fazendo uma economia girar.
E me deparei com os seguintes problemas:
Resultado? Não é possível prover um serviço que faça parte de uma cadeia produtiva real, que faça a economia girar e ser remunerado por ele em criptomoedas. Nesse sentido, cédulas do Banco Imobiliário ou figurinhas da Copa do Mundo são mais úteis. Com uma caixa de figurinhas em ano de Copa na porta de uma escola você as troca por dinheiro vivo rápido, sem taxas, no strings attached.
Lembram daqueles jogos estilo Colheita Feliz? Que o povo torrava dinheiro para ter uma árvore de Bis de limão, uma vaca que dava Nescau direto da teta? Hoje o jogo saiu de moda e esses "ativos digitais" valem porcaria nenhuma. Bitcoin é isso, um arquivo da moda que hoje tem muito valor especulativo. Mas quando a moda passar ou você tentar realmente beber o Nescau da sua vaca da Fazendinha Feliz, verá que esse valor não está conectado ao mundo real.
Se não é uma moeda digital, o que é bitcoin então? É na minha humilde avaliação de alguém quem tem uma atividade econômica relevante, que emprega gente, paga impostos e gera riqueza nada mais é do que uma nova modalidade de pirâmide: um esquema abstrato, um produto sem real aplicação no mundo real (ex.: boi gordo, avestruz, TelexFree, TalkFusion) que você tem que pagar para entrar. E quanto mais gente entra, mais o valor do finito bitcoin sobe, os espertos vendem quando o valor fica bem além do que pagaram para entrar e pulam de para-quedas do esquema enquanto os trouxas ficam no avião sem saber que não há mais piloto e a rota é de colisão para o chão.
Bitcoin poderia ser muita coisa boa. O potencial realmente é fantástico, não adianta vir nos comentários tentar me catequizar no que ele poderia/poderá ser. Estou falando do presente. Não vivemos no mundo imaginário The Sims - onde o que imaginamos acontece. Vivemos no mundo real. Onde há câmbio, há fisco, há o estado e seus monopólios. O bitcoin não nos libertará assim como os Simoleons não nos libertaram.
Nada de útil se vende em bitcoin, nada de útil compra em bitcoin, serviços relevantes, bens relevantes não são e não serão trocados usando bitcoin como intermédio. Empresas que mineram, guardam, negociam e convertem bitcoin são tão malévolas quanto bancos tradicionais e seus juros. The cake is a lie.
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2017.11.30 14:04 Hambr Ronco na barriga não é sinal de fome. É um processo de limpeza do próprio intestino. E que problemas no intestino contribui com a ansiedade e depressão

Excelente palestra no TED
Giulia Enders
A incrível e fascinante ciência do intestino
Vou postar o transcript em português para quem não quiser assistir a palestra.
 
 
 
 
Alguns anos atrás, isto sempre me acontecia, principalmente em reuniões familiares como chás com tios e tias, algo assim, quando alguém vem até você e pergunta: "O que você está fazendo?" Eu sempre tenho uma resposta mágica pra isso, que deveria deixar todos felizes: medicina. Serei uma médica.
 
00:35 Muito fácil, é isso, todos felizes e alegres. E poderia ser muito fácil, mas esse efeito só dura 30 segundos para mim porque então um deles pergunta: "Qual área da medicina? Qual especialidade você vai escolher?" Então eu tinha que ser sincera, e com toda honestidade eu dizia: "Bem, sou apaixonada pelo cólon. Tudo começou com o ânus, e agora é basicamente todo o trato intestinal".
 
01:06 (Risos)
 
01:08 Nessa hora o entusiasmo se perdia, e ficava aquele silêncio estranho na sala, e eu achava isso terrivelmente triste, porque acho mesmo nossas entranhas fascinantes.
 
01:22 (Risos)
 
01:23 E embora estejamos em uma época em que as pessoas estão pensando qual nova supervitamina fazer ou se o glúten pode fazer mal a elas, quase ninguém se preocupa com o órgão em que tudo isso acontece, com sua anatomia específica e o mecanismo por trás dele. E às vezes me parece como se todos tentassem descobrir um truque de mágica, mas ninguém repara no mágico, só porque ele tem um penteado bizarro ou algo assim. E, na verdade, há razões pelas quais a ciência desprezou o intestino por muito tempo; tenho que falar isso.
 
01:59 Ele é complexo. Sua superfície é grande, cerca de 40 vezes a da nossa pele. Então, num tubo tão apertado, há muitas células imunes sendo treinadas. Temos 100 trilhões de bactérias fazendo várias coisas, produzindo pequenas moléculas. Há também cerca de 20 hormônios diferentes, então é um nível bem diferente de nossas genitálias, por exemplo. E o sistema nervoso do nosso intestino é tão complexo que, quando cortamos um pedaço, ele é independente o suficiente para, quando o cutucamos, ele resmungar amigavelmente.
 
02:29 (Risos)
02:31 Mas, por fim, essas também são as razões pelas quais ele é tão fascinante e importante.
 
02:39 Três passos me levaram a amar o intestino. Hoje, convido vocês a me seguirem nesses três passos. O primeiro foi olhar para ele e perguntar: "Como funciona?" "Por que parece tão estranho às vezes?" Mas, na verdade, não fui eu que fiz essas perguntas, mas meu colega de quarto. Depois de uma noitada, ele veio à nossa cozinha, e disse: "Giulia, você estuda medicina. Como o cocô funciona?"
 
03:13 (Risos)
 
03:15 Eu estudava, mas não fazia ideia, então dei uma olhada nos livros no meu quarto e encontrei algo que achei interessante, naquele momento. Acontece que não temos apenas este esfíncter externo, também temos um interno. O esfíncter externo já conhecemos, podemos controlá-lo, sabemos o que acontece, o interno não. Acontece que, quando há resíduos da digestão, eles são enviados primeiro para o esfíncter interno. Esse esfíncter interno se abre por reflexo e deixa passar um pouquinho para teste.
 
03:46 (Risos)
 
03:48 Existem células sensoriais que analisam o que está sendo entregue: é gasoso ou sólido? Elas enviam essa informação ao cérebro, então nosso cérebro sabe: "Ah, devo ir ao banheiro".
 
04:03 (Risos)
 
04:06 O cérebro então faz o que foi projetado para fazer com sua incrível consciência. Vai analisar o ambiente ao nosso redor e falar algo do tipo: "Tá, eu chequei. Aqui, nesta conferência..."
 
04:18 (Risos)
 
04:22 (Aplausos)
 
04:25 Gases? Talvez, se estiver sentado nas laterais, aí sabe que pode deixar sair silenciosamente.
 
04:32 (Risos)
 
04:33 Mas sólido, talvez mais tarde.
 
04:36 (Risos)
 
04:37 Como o esfíncter e o cérebro estão ligados com nervos, eles coordenam, cooperam, e deixam na fila de espera,
 
04:47 (Risos)
 
04:49 para outra hora, por exemplo, quando estamos em casa, no sofá, sem nada melhor para fazer, temos liberdade de soltar.
 
04:56 (Risos)
 
05:01 Nós, humanos, somos dos poucos seres que fazem isso de forma tão avançada e limpa. Sinceramente, passei a respeitar este carinha bacana, o esfíncter interior, que não está conectado aos nervos, que não se preocupa muito com o mundo exterior ou a hora, cuida só de mim e pronto. Eu achei isso bacana. Eu não era grande fã de banheiros públicos, mas agora vou em qualquer lugar, pois considero mais quando este músculo interior põe uma sugestão na minha agenda diária.
 
05:34 (Risos)
 
05:35 Também aprendi outra coisa: olhar mais de perto para algo de que me envergonhava, o mais estranho em mim, talvez, faz com que eu me sinta mais corajosa, e também faz com que eu me valorize mais. E acho que isso acontece muitas vezes, quando você olha o intestino, na verdade. Como esses sons engraçados que ocorrem quando você está com os amigos ou numa reunião: "burr, burr". Não é porque temos fome. É porque nosso intestino delgado é muito caprichoso, e usa o tempo entre a digestão para limpar tudo, de forma que, de oito metros de intestino, sete deles são bem limpos e não têm quase cheiro nenhum. Para conseguir isso, ele cria uma forte onda muscular que empurra para frente tudo que foi deixado depois da digestão. Às vezes isso pode ter um som, mas não necessariamente deve ter sempre. Então o que nos envergonha é na verdade um sinal de algo mantendo nosso interior bem e organizado.
 
06:41 Ou esta forma torta e estranha do nosso estômago, um pouco encurvada. Ela permite fazermos pressão sobre nosso abdômen sem vomitar, como quando rimos e praticamos esportes, pois a pressão vai para cima e não tanto para os lados. Isto também cria uma bolha de ar que na verdade é sempre bem visível nos raios-X, por exemplo, e pode às vezes, em algumas pessoas, quando isto cresce demais, criar desconforto ou até mesmo sensação de dor. Mas, para a maioria das pessoas, apenas torna mais fácil arrotar quando está deitado do lado esquerdo em vez do direito.
 
07:18 Logo depois, dei um passo à frente e comecei ter uma visão mais ampla do nosso corpo e saúde. Na verdade isso ocorreu depois de saber que um conhecido havia se suicidado. Eu estava sentada ao lado dessa pessoa um dia antes, e percebi que ele tinha mau hálito. E no dia seguinte, quando soube do suicídio, pensei: "Os intestinos podem ter tido alguma relação com isto?" E comecei a buscar loucamente se havia artigos científicos sobre a conexão entre o intestino e o cérebro. Para minha surpresa, havia muitos.
 
07:51 Acontece que não é tão simples como às vezes achamos. Tendemos a achar que é o cérebro que manda enviando comandos para outros órgãos e todos têm que obedecer. Mas, na verdade, só 10% dos nervos que conectam o cérebro e os intestinos enviam informação do cérebro ao intestino. Nós sabemos disto, por exemplo, em situações de estresse, quando transmissores do cérebro são estimulados pelo intestino, então o intestino tentará diminuir todo o trabalho, deixar de trabalhar para não consumir sangue e energia, e guardar energia para resolver problemas. Isto pode chegar ao ponto de vômitos ou diarreia nervosa para livrar-se da comida que não quer digerir.
 
08:34 Talvez o mais interessante é que 90% da fibras nervosas que conectam o cérebro ao intestino enviam informações do intestino ao cérebro. Se você pensar nisso um pouco, faz sentido, porque o cérebro está muito isolado. Está dentro de um crânio ossudo, envolto em uma pele espessa, e precisa de informação para organizar o pensamento: "Como eu, enquanto corpo, estou me saindo?" O intestino é, possivelmente, o mensageiro mais importante do cérebro, pois é o nosso maior órgão sensorial, coletando informações não apenas da qualidade dos nossos nutrientes, mas certamente sobre como estão nossas células imunes, ou os hormônios no nosso sangue que ele pode sentir. E ele pode juntar essas informações e enviá-las para o cérebro. E elas não atingem áreas como o córtex visual ou a formação de palavras, caso contrário, durante a digestão, veríamos cores engraçadas ou faríamos barulhos engraçados; não. Mas alcançam áreas relativas à moralidade, medo, processamento emocional ou áreas de autoconsciência.
 
09:39 Então faz sentido quando nosso corpo e cérebro estão organizando este sentimento de "como eu, como corpo, estou me saindo?", que o intestino tenha algo a contribuir com este processo. E também faz sentido que as pessoas com doenças como síndrome do intestino irritado ou doença intestinal inflamatória tenham um alto risco de terem ansiedade e depressão. Acho que esta informação deve ser compartilhada, pois muitas pessoas pensarão: "Tenho um problema intestinal e talvez também tenha um problema mental". E quem sabe, pois a ciência não é clara nisso ainda, o cérebro apenas sinta empatia pelo intestino.
 
10:16 Isso ainda precisa de mais evidências até que seja posto em prática. Mas só saber que esse tipo de pesquisa existe atualmente me ajuda no meu dia a dia. E isso me faz refletir mais sobre meu humor e não externalizar tanto o tempo todo. Seguidamente sinto, durante o dia, que somos um cérebro e uma imagem, e tendemos a procurar por respostas óbvias, e talvez o trabalho seja tolo, ou nosso vizinho, mas, realmente, o humor pode vir lá de dentro. Esse conhecimento me ajudou, por exemplo, quando às vezes acordo muito cedo, e começo a me preocupar e vagar com meus pensamentos. Aí eu penso: "Espera aí. O que eu comi ontem? Me estressei muito? Comi muito tarde ou algo do tipo?" Daí me levanto e faço um chá, algo leve para digerir, e, por mais simples que pareça, acredito que, surpreendentemente, isso tem feito bem para mim.
 
11:10 O passo três me levou além do meu corpo, e a entender as bactérias de maneira diferente. A pesquisa que temos hoje está criando uma nova definição sobre o que realmente é a limpeza. E não é a hipótese da higiene. Acredito que muitos conhecem. Afirma-se que ter pouquíssimos micróbios no ambiente, pois você o limpa o tempo todo, não é, na verdade, uma coisa boa, pois as pessoas pegam mais alergias ou doenças autoimunes. Então eu sabia dessa hipótese, e achei que não aprenderia muito observando a limpeza no intestino. Estava errada.
 
11:49 Acontece que limpeza verdadeira não é matar as bactérias imediatamente. Limpeza verdadeira é um pouco diferente. Ao olharmos os fatos, 95% das bactérias neste planeta não nos prejudicam, elas são geneticamente programadas para isso. De fato, muitas nos ajudam, e neste momento os cientistas pesquisam coisas como: algumas bactérias limpam nosso intestino? Auxiliam na digestão? Elas nos fazem engordar ou emagrecer embora comamos muito? Outras nos fazem sentir mais coragem ou resiliência diante do estresse? Veja, há mais perguntas quando se trata de limpeza. Na verdade o fato é que se trata de equilíbrio saudável, eu penso. Você não pode evitar coisas ruins sempre. Não é possível; sempre haverá coisas ruins por perto. O grande negócio disso, quando olhamos para o intestino, é ter bactérias boas, quantidade adequada delas, e algumas ruins. O sistema imune precisa das ruins, também, ele sabe o que procurar.
 
12:54 Comecei a ter uma perspectiva diferente sobre limpeza e, algumas semanas depois, dei uma palestra na faculdade, e cometi um erro por mil. Já em casa percebi: "Ah! Errei por mil. Ai meu Deus é muito, é vergonhoso". Comecei a pensar sobre isso, e fiquei tipo: "Uh!" Depois de um tempo, disse: "Certo, cometi esse erro, mas também disse tantas coisas boas, corretas e úteis, então acho que está tudo bem, sabe? Está limpo". Daí pensei: "Espera aí. Acho que levei adiante minha perspectiva sobre limpeza". E minha teoria é que talvez nós todos devemos fazer isso. Façamos um pouco mais do que a limpeza na nossa sala, façamos a higiene de nossa vida. Saber que isso diz respeito a promover o bem tanto quanto tentar se proteger do mal teve um efeito tranquilizador em mim.
 
13:49 Então, nesse sentido, espero ter dito a vocês muitas coisas boas e úteis e obrigada pelo tempo de vocês, por terem me ouvido.
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2016.02.12 23:31 fidjudisomada [Post-Match Thread] Liga NOS 2015/16, 22.ª Jornada: SL Benfica 1-2 FC Porto

Perante 61.536 espectadores, o SL Benfica sofreu a quinta derrota em cinco Clássicos esta temporada.
Aos 18', golo de Konstantinos "Kostas" Mitroglou! Lindelöf a conduzir a bola e a jogar com Jonas, que devolve para trás. Renato domina de peito e assiste Mitroglou, que fez a bola entrar junto ao poste esquerdo de Casillas.
Aos 28', golo de Héctor Herrera. Layún na esquerda serve atrasado para Herrera, que, com espaço, remata rasteiro, fazendo a bola entrar junto ao poste esquerdo.
Aos 65', golo de Vincent Aboubakar. Brahimi a trabalhar bem na esquerda, a passar para Aboubakar que ganhar espaço por entre os defesas encarnados e, frente a Júlio César, não falha.

Notas

  • O SL Benfica perde pela segunda vez com os grandes na Luz numa época: 1950-51: SCP 1-3, FCP 0-2 (Ted Smith 3.º); 2015-16: SCP 0-3, FCP 1-2 (Rui Vitória ?);
  • Duas derrotas em casa à 22.ª jornada: Vitória (15-16), Koeman (05-06), Camacho (03-04), Skovdahl (87-88), Otto (57-58), Valdivieso (53-54), Smith (50-51);
  • O SL Benfica sofreu a 3.ª derrota (a 1.ª em casa) esta época com uma reviravolta (Galatasaray AŞ, Sporting CP e FC Porto);
  • O FC Porto está em vantagem no confronto direto com o SL Benfica e está a 1 vitória dos encarnados;
  • O FC Porto quebra a melhor série do SL Benfica (11 jogos sem perder);
  • O FC Porto volta a vencer na Luz 4 anos depois, também com uma vitória pela margem mínima (2-3);
  • Os dragões não venciam 2 clássicos consecutivos desde André Villas-Boas (2010/11);
  • O melhor marcador da Liga, Jonas, volta a ficar em branco em clássicos (8 jogos);
  • O SL Benfica marcou o 60.º golo em 22 jornadas, o melhor registo das últimas 31 épocas;
  • Eduardo Salvio volta a jogar 9 meses depois (V 4-1 Marítimo), há 1 ano e 2 meses que não jogava com o FC Porto;
  • O FC Porto não dava a volta ao SL Benfica na Luz para a Liga desde 2012: Cardozo 2-1, James 2-2, Maicon 2-3;
  • O FC Porto quebrou o jejum de jogos consecutivos sem marcar na Luz para a Liga (2 jogos). Jackson tinha sido o último a marcar em 2013;
  • Empatado ao intervalo, a última vitória do SL Benfica na Luz para Liga, aconteceu em 2000/01 com bis de van Hooijdonk;
  • Para a Liga, SL Benfica e FC Porto empatados ao intervalo na Luz, 50% dos jogos terminam com a divisão de pontos (14);
  • Estreia dos mais novos (SLB vs. FCP): Teixeirinha, Espírito Santo e Chalana - 17; Simões e Ednilson - 18; Renato Sanches - 18 anos e 5 meses.

Eleição do MVP

Talking Points

  • O resultado foi justo? Na sua opinião o que faltou à equipa para alcançar um resultado ou exibição melhor?
  • Está satisfeito com a resposta da equipa hoje? Qual foi o aspeto do jogo que mais o impressionou?
  • Com o benefício da visão a posteriori, que alterações faria ao 11 inicial?
  • Em retrospetiva, o que faria diferente ao longo do jogo?
  • Qual foi o jogador que mais se destacou com a camisola do SL Benfica? Nessa nota, quem foi a maior deceção?
  • Quais são os aspetos positivos que o SL Benfica pode tirar deste jogo?
  • Enfrentaremos o FC Zenit na próxima partida, no Estádio da Luz, em jogo a contar para a UEFA Champions League. Quais as perspetivas?

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