Como escrever datas em uma frase

A História de um jantar de aniversário em tempos de pandemia

2020.10.11 02:24 ZaGaGa A História de um jantar de aniversário em tempos de pandemia

(no final tem algumas notas de esclarecimento)
Meus caros vou escrever isto em tom de desabafo, se quiserem leiam se não quiserem não leiam, se quiserem dar upvote força, se quiserem dar downvote também é ok e é só rodar o polegar e enfiá-lo no outro dia a minha cara metade avisou-me que tínhamos sido convidados para ir jantar a casa da cunhada que tinha feito anos. Fiquei logo de pé-atrás, é que eu estava a comprimir uns 10 dias de pseudo quarentena [sim o governo espanhol andava a espiar-me] depois de ter estado a em grande sacrifício em prol dos interesses do país - que é como quem diz: de féria no Algarve - para poder ir visitar os meus pais que moram para lá das serras onde quando se vai tem de se pernoitacohabitar e agora vinha-me esta gaja com uma festa de anos em plena pandemia...raios.
«Não te preocupes. Ela disse-me que somos só nós e os meus pais, assim a família mais próxima» - "A família mais próxima...e eu!" pensei mas guardei para mim, "...é que só pode porque que eu saiba ainda não sou da família! Fogo! Ainda por cima vou ter de arranjar uma prenda..."
Enfim lá fomos, e no dia deram-nos a morada do restaurante, «Então? Restaurante? Não era em casa?!»
«Pois é... não sei, o David [nome fictício] disse-me que é no restaurante do tio do primo dela [grau de parentesco inventado mas vendo bem as coisas é possível], mas que o restaurante vai estar por nossa conta».
Chegados aos restaurante, de aspecto familiar mas com muito boa apresentação, acenou-nos lá de dentro o David - por detrás de uma porta carregada de cartazes da DGS impressos e o do selo COVID Safe - para que entrássemos.
«Então o teu irmão está sem máscara?» perguntei à minha cara metade que olhava para mim com ar de igual surpresa.
«Oh David! Não é preciso máscara?»
«Não, não na boa mano, entra»
Ainda assim hesitamos à entrada da porta do restaurante de onde se podia ver em praticamente todas as colunas e em letras grandes e vermelhas YOU SHALL NOT PASS! ok, na realidade era apenas "Obrigatório o uso de máscara" mas o já adquirido hábito de cumprir essa regras ao fim deste tempo todo era como se uma barreira invisível nos impedisse de atravessar o portal...mais precisamente a porta de entrada.
«Tens a certeza? É que não me importo nada de usar máscara... já estamos habituados» perguntamos com a máscara na mão.
«Oh esquece isso! Só cá estamos nós, o ‘tio do primo’ disse que era na boa. Só se aparecer algum cliente.» “Como assim ‘cliente’? Então o restaurante não estava por nossa conta? Quer dizer que o restaurante está aberto ao público? E isso não faz de nós clientes?” «Eles estão com pouco movimento, o pessoal anda todo com medo do cóvide" continuou o David, “Pouco movimento?” mas guardei para mim as minhas dúvidas.
Subimos à sala de jantar onde uma grande mesa se destacava já posta e com umas 20 cadeiras. Foi quando percebi que a família mais próxima incluía a família "do outro lado". Sem máscara e claramente familiarizados com o espaço (ao contrário de nós) a família da Paula [nome fictício da aniversariante] cumprimentou-nos com a habitual frase "agora não se pode dar beijinhos" e convidou-nos a sentar enquanto se dirigiam à cozinha por entre as mesas (onde dois solitários clientes assistiam a notícias chocantes de mais um lar com infectados - CMTV) para irem buscar petiscos.
Com um enorme nó na garganta sorri e cumprimentei toda a gente, e enquanto se davam as apresentações eu só pensava que queria virar as costas e sair dali rapidamente. Contudo os laços familiares amarravam-me ao chão.
Com 15 adultos à mesa (onde ocupamos estrategicamente o cantinho mais afastado de toda a gente) e uma dúzia de crianças particularmente mal comportadas (ok eram só 5, mas apreciam muitas mais) lá chegaram os aperitivos, daqueles bons à tuga de lamber os dedos depois de lhes pegar e partilhar: camarões, queijos, pica pau, entre outras coisas que nos dão prazer de existir neste mundo circulavam na mesa num "queres? temos aqui mais! eu já comi a minha dose e a Joana (fictício) não gosta do que é bom" e enquanto isso eu gritava para dentro e tentava acompanhar que aperitivos ainda eram relativamente seguros e quais já tinham sido alvo de alguma das crianças que, de tempos, lá pegavam em comida, cheirava e voltava a meter no prato completamente absortos dos pouco convincentes ralhetes dos pais "Já te disse para não mexeres naquilo que não vais comer!" isto x100 e x5 e é só fazer as contas.
1 a 1 os dois solitário clientes abandonaram discretamente a sala enquanto a nossa refeição se desenrolou. Um dos nosso convivas (pelos vistos funcionário do sítio) era uma das duas únicas pessoas que usava máscara e foi receber os pagamentos. A outra pessoa era o dono do elegante restaurante, um senhor forte (ok, gordo) e pachorrento com máscara a fazer da babete enquanto se queixava dos ossos e que vinha aí chuva (acertou claro!)
O jantar estava óptimo! Boa comida, bom vinho tudo bem confeccionado. Até conhecemos a cozinheira, uma senhora com muitos anos na casa, que veio da cozinha (sem máscara) para nos cumprimentar e conversar um pouco com os convivas enquanto, por cima de mim, se apoiava nas costas de minha cadeira.
A conversa lá se orientou para o tema do Covi-19, e afinal aquela gente até é temerosa da coisa, pois tinham "muito medo”, «sabe-se lá as pessoas que andam por aí!», «Andam aí espanhóis por todo o lado e uma pessoa tem receio, ainda no outro dia tivemos aqui umas francesas, vieram cá duas vezes, felizmente já se foram embora!», «A culpa é do governo e do PR! [Claro...] que só dão maus exemplos, andam a pedir para as pessoas irem à praia e irem de férias e depois tá tudo infectado», «Há pessoas que também não têm cuidado nenhum, ainda no outro dia...»
Aos poucos os olhares viraram-se para mim, as pessoas mais próximas sabem que tenho formação científica, opiniões sólidas e minimamente informadas sobre o tema pelo que eu (depois de ter esvaziado uma boa parte da garrafa de tinto que descansava ao meu lado) já não aguentando ouvir mais nada levantei-me e explodi apontando o dedo para aquela gente e denunciei aquela hipocrisia, o incumprimento de regras e toda a estupidez e falta de critério à lusitana pois já era mais que sabido que as mais recentes infecções eram provocadas por eventos exactamente como aquele! Aliás como é que ainda tinham o descaramento de se queixar de falta de clientes perante tão pavoroso incumprimento das mais elementares regras!
Ou pelo menos foi isso que fantasiei por breves segundos e assim, depois de mais um golo no copo de vinho para ganhar tempo, lá respondi quebrando o momentâneo silêncio que se havia instalado: «Pois… É complicado...»
Já as velas lá se apagaram, como deve de ser nos dias de hoje, com um swipe da mão.
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Algumas notas:
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2020.08.05 00:45 DiegoROCCO Erros gramaticais comuns 1

Olá, estudantes da língua portuguesa! Neste artigo, falarei sobre alguns erros gramaticais bem comuns, cometidos, inclusive, por falantes nativos. Então, vamos lá!
1° erro: vocativo
Vocativo é um termo que diz com quem o emissor (a pessoa que fala ou escreve) está se comunicando. Suponha que você tenha um amigo chamado Marcelo, e deseja saber se ele vai à festa que acontecerá hoje à noite. Pode perguntar a ele ''Marcelo, você vai à festa hoje à noite?''. Repare que a palavra Marcelo diz com quem o emissor (no caso, você) se comunica, por isso ''Marcelo'' é um vocativo. Repare também que os vocativos sempre aparecem isolados por vírgula, uma vez que, sintaticamente falando, eles não se relacionam com os demais termos da oração.
Observação: o vocativo não precisa aparecer necessariamente no começo da frase, podendo ser deslocado: ''Você, Marcelo, vai à festa hoje à noite?'', ''Você vai à festa hoje à noite, Marcelo?''.
2°erro: sujeito, verbo e vírgula
É comum ver as pessoas separando um sujeito de seu verbo (ou locução verbal) por vírgulas. Isso constitui erro: ''Todos os alunos daquele professor, entenderam a explicação (errado)'', ''Todos os alunos daquele professor entenderam a explicação (certo)''.
Observação: muitos empregam a vírgula considerando-a como uma mera pausa. Aqui vai um fato, talvez chocante: a colocação da vírgula só será feita de maneira correta, se seu usuário souber bem análise sintática, pois ela está relacionada à sintaxe. Por isso nunca a empregue buscando dar uma pausa no seu discurso onde o leitor possa ''respirar''. Claro que às vezes ela é facultativa, e seu uso, de fato, concede ao leitor um momento onde ele possa ''recuperar o fôlego''. No entanto, se quer saber usá-la bem, estude sintaxe, estude sujeito, verbo, adjuntos adverbiais, orações, pois assim possuirá uma boa base para saber usar a vírgula corretamente.
3° erro: fazer, haver, chover e ser
Esses três podem atuar como verbos impessoais, que são verbos sem sujeito. Pense assim: para encontrar o sujeito de um verbo ou locução verbal, basta lhe perguntar ''O quê?'' ou ''Quem?''. Veja:
Eu comprei dois livros novos. (Quem comprou dois livros novos? Resposta: eu. Logo ''eu'' é o sujeito)
Maria e Catarina se amam muito. (Quem se ama muito? Resposta: Maria e Catarina. Logo ''Maria e Catarina'' é o sujeito)
Bem simples, não? Repare que nestas frases, a pergunta fica sem resposta:
Chove muito em lugares úmidos. (O que/Quem chove muito? O tempo? O clima? O céu? Deus? Sem resposta, logo sem sujeito)
Faz dez anos que não a vejo. (mesma coisa)
É uma hora e meia. (mesma coisa)
Há pessoas boas no mundo. (mesma coisa)
Observação: nessa oração, considera-se ''pessoas boas'' objeto direto do verbo haver; ''no mundo'' é adjunto adverbial de lugar.
Observação: por serem verbos impessoais, não possuem sujeito com o qual poderiam concordar, logo ficam na terceira pessoa do singular.
Observação: alguns verbos, originalmente impessoais, podem adquirir sujeito (ocorre principalmente em sentido conotativo). Nesses casos, como têm sujeito, devem concordar com ele em número e pessoa:
Choveram, na prova do professor Xavier, questões difíceis. (O que choveu na prova do professor Xavier? Resposta: questões difíceis. Logo ''questões difíceis'' é o sujeito) Repare que, como o sujeito está no plural, o verbo também está, concordando com ele.
Outro exemplo muito bom:
Fazem dez anos de casamento João e Maria. (vou deixar a análise desse com você)
Observação: cuidado com o verbo ser! Quando ele é um verbo impessoal, geralmente expressa as seguintes ideias: tempo, distância, hora ou data. Tais ideias se encontram no predicativo do sujeito, com o qual o verbo ser concorda:
É uma hora. (predicativo no singular, verbo no singular)
São nove horas (predicativo no plural, verbo no plural)
Hoje é um de maio (predicativo no singular, verbo no singular)
Hoje são dois de maio (predicativo no plural, verbo no plural)
Daqui à Cidade são dez quilômetros. (idem)
É frio aqui. (predicativo no singular, verbo no singular)
Observação: quando estiver acompanhado da palavra dia, indicando data, ficará no singular:
Hoje é dia 2 de maio.
Isso acontece porque agora o núcleo do predicativo é ''dia'', palavra que determina a concordância e está no singular. ''2 de maio'' é apenas um aposto especificativo.
Observação: eu disse anteriormente que o verbo ser concorda com o predicativo do sujeito. Se ele é impessoal, não tem sujeito, logo não deveria existir predicativo do sujeito. Também acho, mas é assim que a gramática tradicional manda classificar.
4°erro: verbo assistir
Trata-se de um verbo que, com o seu sentido mais comum (=ver, presenciar), é VTI (Verbo Transitivo Indireto), pedindo a preposição a. Veja:
Eu assisti o filme. (errado)
Eu assisti ao filme. (correto)
5°erro: namorar com
Trata-se de registro coloquial. A forma aceita pela gramática tradicional é VTD (Verbo Transitivo Direto). Repare:
Eu namoro com a garota mais linda da escola. (errado)
Eu namoro a garota mais linda da escola. (certo)
Ficarei por aqui. Até a próxima!
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2020.07.23 10:36 diplohora Bruno Rezende : meus estudos para o CACD Parte III – A PREPARAÇÃO INTRODUÇÃO pt 10 a 3ra fase do CACD

Em primeiro lugar, lembro uma coisa muito simples: terceira fase não é segunda fase. Você não precisa se preocupar com propriedade vocabular, vírgulas antes de orações subordinadas reduzidas de infinitivo e coisas do tipo. É óbvio que não vale escrever completamente errado também, mas o que eu quero dizer é que a banca da terceira fase nem sabe das exigências da segunda fase direito, então não precisa se preocupar tanto com aspectos formais da escrita. Obviamente, a necessidade de ter uma tese central e alguns argumentos que a comprovem de maneira coerente permanece, mas isso não é novidade para ninguém. A importância do aspecto formal da terceira fase não está nas palavras e nos termos de uma oração, mas na sequência lógica de argumentos.
Algo bastante importante nas provas de terceira fase é destacar um argumento central, uma tese que responda à questão e que lhe permita apresentar exemplos/construções teóricas e desenvolver argumentos que a comprovem. Nessa situaç~o, vale a velha “fórmula” de dissertaç~o: introdução (com a tese central), argumentação (com uma ideia central por parágrafo, com argumentos que comprovem sua tese central) e conclusão (com retomada da tese e com articulação dos argumentos apresentados). Não há um número ideal de parágrafos, vale o bom senso (evitar parágrafos com apenas uma frase ou excessivamente grandes, mas não é necessário que tenham quase o mesmo tamanho, por exemplo, como ocorre na segunda fase).
Evite juízos de valor muito expressivos. Obviamente, tudo o que você escreve contém um pouco de subjetividade, mas evite adjetivações excessivas e algumas construções, como “é importante ressaltar que…”, “vale lembrar que...” ou “fato que merece destaque é…”.
Evite listagens longas e/ou imprecisas. Por exemplo: se você não se lembra de todos os países que fazem parte de determinado grupo, ou se eles são muitos, evite citações de todos os países (na verdade, não sei por qual motivo alguém iria querer citar os membros de um grupo assim, mas vai que precisa de algumas linhas de “enrolaç~o”, não é?). Ex.: “A UNASUL é composta por Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela”.
Preferir: “A UNASUL é composta pelos doze países latino-americanos (à exceção da Guiana Francesa)” ou “A UNASUL é composta pelo agrupamento dos membros do MERCOSUL e da CAN, acrescidos do Chile, do Suriname e da Guiana”. Quanto a imprecisões, evitar, por exemplo: “A UNASUL é composta por Brasil, Argentina, Venezuela, entre outros”. Se você n~o se lembra de todos ou se o número de países é relativamente grande para citar todos, opte ou pelas alternativas anteriormente apresentadas ou, pelo menos, por algo como “Na UNASUL, destacam-se o Brasil – por sua dimensão territorial, por sua população e por seu peso político-econômico –, a Argentina – importante mercado emergente, com forte setor agrícola voltado à exportação e com indústria diversificada – e a Venezuela – detentora de recursos naturais estratégicos e grande exportadora de petróleo”.
Evite, também, citações e menções excessivas. Elas não devem constituir a base de sua resposta. Excesso de citação de eventos pode ser um problema. Obviamente, citar datas, conceitos e períodos é fundamental, mas o problema começa quando essas referências ocupam frases inteiras, sem argumentação e sem sequência lógica de relações. Veja os Guias de Estudos antigos, para ter uma noção do tipo de resposta preferido pela banca. O importante é não exagerar, para o texto não ficar carregado de informações que, ainda que úteis, não sustentam a tese que responde à questão de maneira consistente. Para conceitos menos conhecidos, convém citar a fonte (de todo modo, ainda que certos conceitos, como “Estado normal”, sejam consagrados na literatura sobre política externa brasileira, dizer que “o país entrou, assim, no período que Amado Cervo define como ‘Estado normal’” me parece boa estratégia – até porque o próprio Amado Cervo já foi da banca corretora vez ou outra; o José Flávio Sombra Saraiva é outro que tenho certeza de que irá adorar ver seu nome mencionado em uma resposta).
Algo bastante útil é evitar criar (e cair em) armadilhas. Se você sabe, por exemplo, que o Pacto Andino foi firmado em 1969, mas não tem certeza se a organização aí criada já se chamava Comunidade Andina de Nações, por exemplo, opte por uma formulação de resposta que evite comprometer-se quanto a isso. Uma sugest~o seria, por exemplo: “Firmado em 1969, o Pacto Andino consubstanciou importante passo para a criaç~o da Comunidade Andina de Nações (CAN)”. Desse modo, você evita incorrer no erro de atribuir ao Pacto a responsabilidade pela criação da CAN, sem deixar de destacar sua importância para que isso ocorresse posteriormente. Evite, também, conceitos “politicamente incorretos” ou em desuso, como “governo neoliberal” (preferir “governo associado aos princípios do Consenso de Washington”, por exemplo), “país subdesenvolvido” (preferir “país de menor desenvolvimento relativo”, por exemplo) etc.
Para boa parte dos argumentos a ser empregados na terceira fase, a leitura atenta e o fichamento das melhores respostas dos Guias de Estudos anteriores podem ajudar bastante. Eu tive um professor de cursinho, o Ricardo Macau, que gostava de dizer que o intuito de fichar os Guias de Estudos era, simplesmente, roubar argumentos. Ninguém precisa inventar novos argumentos, para tentar “chocar” a banca. Se a banca publica um Guia de Estudos anualmente, dizia ele, é para mostrar a todos os candidatos o que ela queria ler como resposta naquela questão e o que ela quer ler nas respostas dos concursos dos anos seguintes. Dessa maneira, não há nenhum constrangimento em fichar os principais argumentos das provas dos anos anteriores e em usá-los nas questões pertinentes da terceira fase. Alguns desses argumentos foram muito úteis para mim, especialmente nas provas de História do Brasil, de Política Internacional e de Direito.
Uma coisa que pouca gente fala é que os Guias de Estudos nem sempre são cópias fidedignas das respostas dos candidatos. A organização do concurso entra em contato com os autores das respostas selecionadas e solicita que os próprios autores digitem suas respostas. Os candidatos podem fazer eventuais alterações pontuais de algumas imprecisões, mas alguns poucos acabam exagerando. Para quem está se preparando para o concurso, não poderia haver nada pior, já que não podemos ter uma noção exata de qual tipo de resposta foi avaliado como suficiente pelos examinadores (por saber que era possível alterar, eu sempre ficava em dúvida: será que ele/ela ganhou essa nota escrevendo tudo isso mesmo?). J vi gente dizendo que “quem consegue fazer as melhores respostas deu sorte, porque fez mestrado ou doutorado no assunto, pelo menos”, e isso é completa mentira. O que ocorre é que essas pessoas souberam conjugar estudo eficiente e capacidade de desenvolvimento analítico diferenciada que sejam convertidos em uma argumentação clara e consistente. Para isso, não tem mestrado ou doutorado que adiante. Em algumas questões, você sente ser capaz de escrever o dobro ou ainda mais sobre aquele assunto (principalmente, nas questões de 60 linhas), mas o que mais conta, no fim das contas, é a forma, o modo como você organiza suas ideias, os argumentos de que você faz uso etc.
Na prova de História do Brasil, alguns temas são mais ou menos recorrentes. Definição das fronteiras nacionais, política externa do Império, política externa dos governos Quadros-Goulart (Política Externa Independente), política externa dos governos militares (especialmente, Geisel), relações do Brasil com a América do Sul (destaque para as relações Brasil-Argentina desde o século XIX), relações do Brasil com a África (do período da descolonização até a década de 1980). Obviamente, há inúmeros outros temas (bastante pontuais às vezes) que também são cobrados, mas eu acho que, se eu tivesse só uma semana, para estudar tudo de História do Brasil, eu escolheria esses temas. Ainda que eles não sejam cobrados diretamente, podem ser encaixados em muitas outras questões.
A prova de Inglês consiste de uma tradução do Inglês para o Português (valor: 20 pontos), de uma versão do Português para o Inglês (valor: 15 pontos), de um resumo de texto em Inglês (valor: 15 pontos) e de uma redação sobre tema geral (valor: 50 pontos). As notas de Inglês são, geralmente, bem mais baixas que as das demais provas, o que, considerando que boa parte dos candidatos que chega à terceira fase tem alguma experiência no domínio avançado da língua inglesa (acredito eu), é claro sinal de que a cobrança é bastante rigorosa, e apenas conhecimentos básicos da língua não são suficientes.
Quanto à tradução e à versão, não tenho muito a dizer. Há dedução de 1,00 ou de 0,50 pontos (dependendo do tipo de erro) do valor total do exercício para cada erro de tradução13. O vocabulário cobrado nem sempre é muito simples (um ou outro termo pode ser mais complicado), mas, em geral, não há muitos problemas. Normalmente, as notas da tradução são bem maiores que as notas da versão. Um pequeno “problema” nas traduções e nas versões é o seguinte: o examinador escolhe, tanto nas traduções para o Português quanto nas versões para o Inglês, algumas expressões que ele quer, obrigatoriamente, que o candidato use determinados termos que correspondam àquela palavra ou expressão na outra língua. Assim, por exemplo, se há o termo “vidente”, para ser traduzido para o Inglês, e se o examinador escolheu essa palavra, para testar os candidatos, você ser penalizado, se tentar dizer isso com uma express~o como “a person who foresees” ou coisa do tipo. Se o examinador, entretanto, não houver escolhido essa palavra como teste, você poderá não perder nenhum ponto por isso. O maior problema é que, obviamente, você não sabe quais são as expressões que serão escolhidas enquanto faz a prova. Pode ser que uma expressão para a qual você não conhece a tradução exata não seja uma das escolhidas pelo examinador, e dizer a mesma coisa de outra maneira (com uma frase ou com uma expressão mais longa que exprima o mesmo sentido) pode não implicar penalização. Enfim, não há como saber isso antecipadamente, então a melhor alternativa é, sempre, a tradução o mais fidedigna possível. De toda forma, se não souber, aí não tem jeito, invente alguma coisa, pode ser que seja aceita. Só nunca, nunca, deixe um espaço em branco, pois isso atrai os olhos do examinador, e ele saberá que já tem algo faltando ali. Mesmo que você não tenha nenhuma ideia do que alguma coisa signifique ou de como traduzir, invente palavras, crie sinônimos que não existem, faça qualquer malabarismo linguístico que estiver a seu alcance, só não deixe espaços em branco. Como os examinadores corrigem mais de duzentas provas (números de 2010 e de 2011), pode ser que alguns erros acabem passando despercebidos.
13 Segundo o Guia de Estudos: menos 1,00 pontos por falta de correspondência ao(s) texto(s)-fonte, erros gramaticais, escolhas errôneas de palavras e estilo inadequado; menos 0,50 pontos por erros de pontuação ou de ortografia. Apesar dessa previsão no Guia de Estudos, a banca também tem considerado, nos últimos concursos, que também se subtraem 0,50 pontos por erro de preposição, ao invés de 1,00 pontos.
O resumo do texto em Inglês costuma surpreender alguns candidatos com baixas notas. A atribuição de pontos é feita de acordo com uma avaliação subjetiva que considera várias coisas: quantidade de erros, abrangência de todos os pontos selecionados pelo examinador como os mais importantes do texto etc. Não é necessário incluir exemplos no resumo, que deve, com suas palavras, abranger todos os principais temas discutidos no texto, seus argumentos e sua linha de raciocínio (os temas e os argumentos podem ser apresentados na ordem que você considerar mais interessante, não é necessário seguir a ordem do texto). No resumo, não se emite opinião sobre o texto, e n~o é necessrio dizer “o autor defende”, “segundo o autor” (em Inglês, obviamente). Como se trata do resumo de um texto, é evidente que tudo o que está ali resume as opiniões do autor. Não é necessário fazer uma introdução e uma conclusão, você perderá muito espaço, e não é esse o objetivo do resumo. Seja simples e direto, acho que é a melhor dica.
O comando indica um máximo de 200 palavras, mas eles não contam. Já vi professores dizendo para que os alunos fizessem, obrigatoriamente, entre 198 e 200 palavras, mas, se você buscar os Guias de Estudos anteriores, verá que há resumos que fogem a esse padrão (para baixo ou para cima) e que foram escolhidos como o melhor resumo daquele ano. É claro que você não vai escrever 220 palavras, mas acho que umas 205, mais ou menos, estão de bom tamanho (escrevi um pouco mais de 200, acho que 203, não sei). A professora do cursinho de terceira fase dizia que podíamos fazer até cerca de 210 (desde que a letra não fosse enorme, para não despertar a curiosidade do examinador) que não teria problema. É claro que o foco deve estar nos 200, esse valor superior é apenas para o caso de lhe faltarem algumas palavras, para encerrar o raciocínio.
Em 2011, os 15,00 pontos do resumo foram divididos em duas partes: 12,00 pontos para a síntese dos principais aspectos do texto e 3,00 pontos para linguagem e gramática. O examinador determinou que havia seis tópicos principais do texto que deveriam ser incluídos no resumo e atribuiu até dois pontos para a discussão de cada um desses tópicos. Obviamente, não há como saber quantos serão esses tópicos. O melhor a fazer é tentar tratar de todos os aspectos mais importantes do texto com o mínimo possível de palavras. Se sobrarem 10 ou 15 palavras, não desperdice, faça uma frase a mais, quem sabe isso pode lhe render alguns preciosos décimos a mais.
A redação em Inglês é de 45 a 60 linhas, com valor de 50 pontos. Esses 50 pontos são distribuídos em: planejamento e desenvolvimento (20 pontos), qualidade vocabular (10 pontos) e gramática (20 pontos), com penalização de 1,00 ou de 0,50 pontos por erro, de acordo com o tipo de erro14 (descontados da parte de gramática). Nota zero em gramática implica nota zero na redação (logo, cuidado para não zerar). Há penalização de 1,00 pontos para cada linha que faltar para o mínimo estabelecido.
Normalmente, a redação trata de temas internacionais de fácil articulação. Não há recomendações de número de parágrafos, de número de linhas por parágrafo ou coisa do tipo. As principais coisas a observar são: ter uma tese central, usar argumentos que a sustentem, e, sobretudo, fornecer exemplos. Ao ver espelhos de correção de concursos anteriores no cursinho, fica evidente que muitas notas de planejamento e desenvolvimento são mais baixas devido à ausência ou à insuficiência de exemplos, como indicam os comentários dos examinadores em provas anteriores (a prova de Inglês é a única da terceira fase que vem com comentários e com marcações). Eu diria, portanto, que é necessário prestar atenção na argumentação coerente que comprove a tese, é claro, e no fornecimento de vários exemplos que sustentem a argumentação apresentada. É claro que só listar dezenas de exemplos pode não adiantar nada, mas, se você souber usá-los de maneira coerente, como complemento à argumentação, acho que poderá ser bem recompensado por isso. Ao contrário do que já vi dizerem por aí, não há penalizaç~o por “ideologia” discrepante daquela da banca. Aproveitando a temática da prova de 2001, não interessa se você é contra ou a favor da globalização, o importante é elencar argumentos fortes e sustentá-los com exemplos pertinentes.
14 Segundo o Guia de Estudos, menos 1,00 pontos por erro (exceto para erros de pontuação ou de ortografia, para os quais há subtração de 0,50 pontos). Apesar dessa previsão no Guia de Estudos, a banca também tem considerado, nos últimos concursos, que também se subtrai 0,50 pontos por erro de preposição, ao invés de 1,00 pontos.
Por fim, a parte de qualidade vocabular não se refere só ao uso de construções avançadas de Inglês (inversões, expressões idiomáticas etc.). De nada adianta usar dezenas de construções avançadas, se você tiver muitos erros de gramática. Os 10 pontos de qualidade vocabular levam em consideração tanto o número de construções avançadas que você usou quanto o número de erros de gramática que você teve. Ainda que você use poucas construções avançadas, se não errar nada de gramática (ou se errar muito pouco), sua nota nesse quesito deverá ser bem alta. Dessa forma, acho que o melhor a fazer é preocupar-se, primeiramente, com gramática. Uma pequena lista de expressões idiomáticas passíveis de se empregar, combinada com o uso de construções mais avançadas (como inversões, por exemplo), já pode significar boa nota de qualidade vocabular, se você não perder muitos pontos de gramática. Não vou dizer quais usei, senão todo mundo vai usar as mesmas e ninguém vai ganhar pontos. Usem a criatividade: vejam expressões diferentes, palavras conotativas apropriadas, verbos e palavras mais “elaborados” etc.
Em resumo, acho que o principal da redação é: errar pouco em gramática e fornecer exemplos. Com isso e com bons argumentos, sem fugir ao tema, eu diria que há boas chances de uma nota razoável.
A prova de Geografia é, a meu ver, uma das mais chatas e imprevisíveis. Cada ano, a prova é de um jeito, ora cobra Geografia física, ora cobra teoria da Geografia etc. No geral, acho que a banca não tem muita noção de que está avaliando conhecimentos importantes para o exercício da profissão de diplomata, não de geógrafo. Assim, frequentemente, aparecem algumas questões bem loucas. O bom das questões mais chatas de Geografia é que a banca costuma ser mais generosa na correção. Há alguns anos, uma questão sobre minérios na África, por exemplo, aterrorizou muitos candidatos, mas, na hora da correção, segundo um professor de cursinho, as notas não foram tão baixas. Por isso, não se preocupe tanto com essas questões mais espinhosas que, eventualmente, aparecem na terceira fase de Geografia.
Em 2011, uma das questões (sobre navegação de cabotagem no Brasil, na década 2001-2010) havia sido tema de uma reportagem do programa Globomar duas semanas antes da prova. Para falar a verdade, eu não sabia nem o que era Globomar, se era uma reportagem do Fantástico, um quadro do Faustão ou a nova novela das sete, mas, como um raio pode cair duas vezes no mesmo lugar, não custa nada informar para que você fique atento a algumas dessas questões mais recentes. Não precisa gravar e tomar notas de todo Globomar daqui para frente. Dar uma olhada nos temas desse tipo de programa, de vez em quando, já deve ser mais que suficiente. Vale dizer que o mais importante é, sempre, Geografia do Brasil. Não precisa assistir o National Geographic sobre monções no Sri Lanka, porque não vai cair. De todo modo, assuntos relativos à costa e ao litoral brasileiros são reincidentes no concurso.
Muitos falam sobre a necessidade de usar o “miltonsantês”, como s~o conhecidos os conceitos de Milton Santos, nas respostas de terceira fase. É algo meio batido, mas acho que todo mundo que faz, pelo menos, o cursinho preparatório para a terceira fase deverá ouvir alguma coisa a respeito, então não se preocupe com isso. Se der para usar alguns conceitos em determinadas questões, use sem exageros. Esses termos podem render bons olhos com a banca, mas ninguém tira total só porque escreveu dez conceitos miltonianos na resposta.
Algumas argumentações s~o “coringas” em Política Internacional. Alguns conceitos, como “multilateralismo normativo”, “postura proativa e participativa”, “articulaç~o de consensos”, “reforma da ordem”, “juridicismo”, “pacifismo”, “pragmatismo”, “autonomia pela participaç~o” etc., poderão ser encaixados em quase todas as respostas de terceira fase. Relações Sul-Sul, América do Sul, BRICS, IBAS, África também são temas que poderão ser empregados em diversos contextos (temáticas recorrentes nos últimos concursos). Desse modo, saiba usar esse conhecimento a seu favor. Se há uma questão que pede comentário sobre algum aspecto da política externa brasileira contemporânea, citar esses conceitos já pode ser bom começo.
Não custa nada lembrar que você está fazendo uma prova para o Ministério em que você pretende trabalhar pelo resto da vida. Criticar a atuação recente do MRE não é sinal de maturidade crítica ou coisa do tipo, pode ter certeza de que n~o ser bem visto pela banca corretora. N~o precisa “puxar o saco” do governo atual descaradamente, mas considero uma estratégia, no mínimo, inteligente procurar ressaltar que, apesar de eventuais desafios à inserção internacional do Brasil, o país vem conseguindo alçar importantes conquistas no contexto internacional contemporâneo, como reflexo de sua inserção internacional madura, proativa e propositiva. Na prova de 2011, a prova da importância de saber a posição oficial do MRE com relação a temáticas da política internacional contemporânea ficou evidente em uma questão que pedia que se discutisse a situação na Líbia, apresentando a posição oficial do governo brasileiro e os motivos para a abstenção do Brasil na votação da resolução 1.973 do Conselho de Segurança da ONU. Saber a posição oficial do governo sobre os principais temas da agenda internacional contemporânea é fundamental na terceira fase. Na primeira fase também: em 2011, um item dizia que o MRE usava a participação na MINUSTAH como “moeda de troca” para o assento permanente no Conselho de Segurança da ONU. Por mais que a mídia sensacionalista diga isso e por mais que você, porventura, acredite nisso, não é essa a posição oficial do Ministério, então isso não está correto e ponto. Seja pragmático e tenha, sempre, em mente que você está fazendo uma prova para o governo. Em dúvida, pense: o que o governo brasileiro defende nessa situação? Essa posição vale tanto para a primeira fase quanto para a terceira.
Com relação à prova de Direito, é uma avaliação, a meu ver, bastante tranquila e uma das mais bem formuladas. Não há grandes segredos, e a leitura (acompanhada do fichamento) dos Guias de Estudos antigos é fundamental. Muitos estilos de questões repetem de um ano para o outro, e alguns argumentos gerais sobre o fundamento de juridicidade do Direito Internacional Público, por exemplo, são úteis quase sempre. Ultimamente, a probabilidade de questões sobre Direito interno propriamente dito tem sido reduzida a temáticas que envolvam o Direito Internacional (como a questão sobre a competência para efetuar a denúncia a tratados, cobrada em 2010). Em Direito Internacional Privado, o que já foi cobrado do assunto, em concursos recentes, esteve relacionado à homologação de sentença estrangeira, assunto bastante básico e tranquilo de estudar. Em Direito Internacional Público (DIP), atenção especial à solução de controvérsias (meios pacíficos, meios coercitivos, meios jurídicos e meios bélicos), ao sistema ONU e ao sistema de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio, além do supracitado fundamento de juridicidade do DIP (“afinal, por que o DIP é Direito?”). Uma dica que vale tanto para as questões de Direito quanto para as de Economia é tomar cuidado com o número de linhas. Como há questões de 60 e de 40 linhas, corre-se o risco de perder muito espaço com argumentos e ilustrações não necessários à questão. Nas provas dessas duas matérias, não acho que seja tão necessário preocupar-se tanto com a introdução e com a conclusão nas questões de 40 linhas (nas de 60, se houver, devem ser bem curtas), pois não há espaço suficiente para isso. Em minhas provas de terceira fase, apenas respondi a essas questões de 40 linhas diretamente.
A prova de Economia mudou muito, se você comparar as provas de 2008-2009 às de 2010-2011, por exemplo. Anteriormente, havia questões enormes de cálculos, equações de Microeconomia etc. Em 2010, a única questão que envolvia cálculo era ridiculamente fácil. Em 2011, para melhorar a situação daqueles que não gostam dos números, não havia um único cálculo nas questões, todas elas analíticas. Além disso, as cobranças anteriores de Economia Brasileira focavam, especialmente, no período da República Velha (isso se repetiu em 2010). Em 2011, até mesmo o balanço de pagamentos atual do Brasil e a economia dos BRIC na atualidade foram objetos de questões. Talvez seja uma tendência da prova de Economia dos próximos anos, de priorizar o raciocínio econômico, em detrimento dos cálculos matemáticos que aterrorizavam muitos no passado. Ainda que eu não tenha problemas com cálculo (e goste bastante, inclusive), devo admitir que me parece muito mais coerente cobrar economia dos países do BRIC do que insistir nos cálculos de preço de equilíbrio, quantidade de equilíbrio, peso-morto etc., se considerarmos que se trata de uma prova que visa a selecionar futuros diplomatas (aí está uma lição que a banca de Geografia precisava aprender).
Ainda que, à primeira vista, esse novo tipo de prova possa parecer mais fácil, pode não ser tão tranquilo quanto parece. Por mais contemporâneas que as questões sejam, acho que os candidatos correm o sério risco de confundir a prova de Economia com uma prova de Política Internacional (por envolver BRIC, por exemplo). Lembre-se, sempre, de que quem corrige as provas de Economia são economistas. Como economistas, eles valorizam o raciocínio econômico, com o uso de conceitos econômicos, e é isso o que deve ficar claro, em minha opinião, em questões como essa. Tenho maior facilidade com esse raciocínio econômico e com os conceitos da disciplina, por haver participado da monitoria de Introdução à Economia da UnB por quatro semestres. A quem não teve essa experiência, para acostumar-se a esse “economês”, nada melhor que bons noticirios de Economia:
- Brasil Econômico: http://www.brasileconomico.com.b
- Financial Times: http://www.ft.com/home/us
- IPEA: http://agencia.ipea.gov.b
- O Globo Economia: http://oglobo.globo.com/economia/
- The Economist: http://www.economist.com/
- Valor Econômico: http://www.valoronline.com.b, entre vários outros.
Obviamente, não precisa ficar lendo todas as notícias postadas em todos esses sites, todos os dias. Já tentei o esquema de ler uma notícia por dia de uns cinco sites de notícias e cansei facilmente. Não acho que seja possível dizer um número ideal de notícias econômicas lidas por semana, mas sei lá, umas duas ou três já são melhor que nada.
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2020.07.23 10:24 diplohora Bruno Rezende : meus estudos para o CACD Parte III – A PREPARAÇÃO INTRODUÇÃO pt 6 Quantas horas devo estudar por dia?

Quantas horas devo estudar por dia? Quantos meses/anos são necessários para a aprovação? Acho que todo mundo já deveria saber isso, mas sempre vejo essa pergunta em fóruns na internet. É óbvio que não existe “receita de bolo”. Se alguém falar “estudei duas horas por dia” ou “estudei quinze horas por dia”, isso n~o quer dizer nada. Se você estudar o que n~o deve, pode ficar um ano inteiro com quinze horas ininterruptas diárias de estudos que não adiantará muita coisa. Eu, mesmo, nunca cronometrei e nunca parei para pensar direito sobre quantas horas eu estudava por dia. O que importava, de fato, era ter conseguido render bastante, e isso não se mede em horas de estudo, em páginas lidas, em exercícios feitos ou em livros resumidos. Para quem tem problemas de concentração ou mora com a família, por exemplo, pode ser aconselhável estudar em uma biblioteca ou em uma sala de estudos (de cursinhos preparatórios, por exemplo). Como morava sozinho em Brasília e consigo me concentrar facilmente, estudei em casa mesmo (apesar da maldita reforma do revestimento externo do bloco exatamente em frente à minha sacada, que começou semanas antes da primeira fase e durou até depois do fim do concurso, com barulho de furadeira, com rádio ligado no volume máximo e com pedreiro gritando o dia todo).
Não vou fazer propaganda contra ou a favor de nenhum cursinho. Em vários sites e blogs e nos grupos do Facebook e do Orkut informados acima, há bastante informação sobre dinâmica de cursinho, professores recomendados etc. Falando da utilidade dos cursinhos de maneira geral, é, obviamente, tudo muito relativo. Depende de sua familiaridade com a matéria e de sua facilidade de aprendizado. Muitas vezes, se você estudar sozinho, aprenderá mais e ganhará mais tempo que fazendo cursinho, especialmente para a primeira fase (além de economizar dinheiro, já que os preços dos cursinhos não são, em geral, muito camaradas). Nada como sentar na cadeira e estudar, observando, sempre, alguns pontos mais importantes, como: temas de maior recorrência nos últimos concursos, temas contemplados no Guia de Estudos etc. Cuidado apenas com a segunda fase (para Redação, sugiro que todos façam, sim, curso preparatório).
A gente tende a achar que há algumas coisas que só aprenderemos no cursinho (macetes de prova, orientação teórica que a banca prefere), mas, por incrível que pareça, há alguns professores que, por mais que (às vezes) saibam a matéria, não conhecem bem as provas do concurso. Tive, por exemplo, um professor (bem recomendado por alguns) que falou tanta coisa errada, mas tanta coisa errada, que, quando fui revisar as anotações, acho que perdi mais tempo conferindo tudo e corrigindo todos os erros do que se houvesse apenas estudado sozinho. No fim das contas, desisti das anotações e ignorei-as por completo. Outro professor (também muito bem recomendado por algumas pessoas) dava a matéria muito superficialmente e mostrava desconhecer completamente o concurso, a banca e a própria matéria. No fim das contas, acabei abandonando a matéria no meio. É frustrante, principalmente, porque os cursinhos são, em geral, bastante caros.
Não adianta um professor saber bem a matéria (a propósito, nem todos sabem), é necessário conhecer as provas a fundo. Isso significa não apenas saber todas as questões da primeira e da terceira fases dos últimos concursos ou todos os Guias de Estudos de cor, mas também, especialmente para a segunda e para a terceira fases, experiência tanto com relação às preferências acadêmicas da banca quanto com relaç~o { “jurisprudência” das correções. Esta última habilidade só se adquire vendo muitos espelhos de prova e recursos (deferidos e indeferidos). Como os espelhos de prova não têm vindo com marcações (você recebe apenas a nota nas questões, sem nenhuma marcação ou comentário), acho que, pelo menos, o estudo detido dos Guias de Estudos anteriores já é um passo importante.
Há, sim, alguns professores muito bons que valem cada um dos muitos centavos que você paga pela aula, mas meu alerta é: não se deixe levar por preço (já vi gente fazendo matérias em alguns cursinhos, sem sequer saber se os professores eram bons ou não, apenas porque era mais barato), por aulas experimentais (em um dos casos que eu citei acima, eu achava as primeiras aulas excelentes; só depois fui perceber o tanto de “abobrinha” que ele falava e o tanto de datas, de informações e de argumentos errados que ele passou) ou por fama do cursinho. Procure, sempre, onde quer que seja, informações sobre o professor (e, de preferência, com mais de uma indicação). Não vou falar de quais gostei e de quais não gostei porque acho que este não é o meio adequado para isso, mas, caso você não conheça alguém que já tenha feito algum cursinho, procure em fóruns na internet e nos grupos do Facebook e do Orkut indicados acima, sempre há alguma coisa útil (encontrei várias informações que estava procurando de professores em diversos cursinhos).
Para quem pensa em mudar-se para Brasília, por exemplo, para fazer um curso preparatório, as maiores dúvidas são, frequentemente, relativas ao custo de vida e à relação custo-benefício de morar na capital. O aluguel de imóveis em Brasília não é dos mais baratos (consulte, por exemplo, http://www.wimoveis.com.bdf), o que, somado aos preços um pouco “salgados” de alguns cursos preparatórios, pode implicar altos gastos. Como eu já morava na cidade antes de iniciar a preparação para o CACD, não sei se há alternativas de moradia mais próxima a algum dos cursinhos (são quase todos bem distantes um do outro). Sei que o curso O Diplomata oferece aluguel de apartamentos, mas não sei como funciona direito [informações: (61)3349-0311]. Acho que boa parte das pessoas que optam por mudar-se para Brasília tem diversos objetivos: concentrar-se mais nos estudos (o que pode ser difícil em uma casa com os familiares, por exemplo), ter acesso aos cursos preparatórios, conhecer outras pessoas que estão estudando para o CACD etc. Não foi meu caso, pois já morava em Brasília anteriormente, portanto não posso dizer se acho que, realmente, vale a pena por esses motivos. De todo modo, na comunidade “Coisas da Diplomacia”, no Orkut, j vi diversos comentários a respeito. H, também, o grupo do Facebook “Moradia – IRBr”, voltado para a discussão desses assuntos: http://www.facebook.com/groups/168135273239644/.
Principalmente para aqueles que não conhecem muita gente que também está se preparando para o concurso, o ambiente de cursinho pode ser interessante, para conhecer outras pessoas que estão na mesma situação que você e que podem contribuir com algumas dicas e sugestões úteis para a preparação. De todo modo, se você for daqueles que preferem estudar sozinhos a gastar tempo e dinheiro indo para o cursinho, ótimo! Para a primeira fase, eu diria que o cursinho pode ser, se você tiver boas orientações, disciplina de estudos e/ou boa bagagem de conhecimentos, dispensável.
Quanto à segunda fase, considero quase indispensáveis os cursos de Redação Português. Acho muito difícil alguém conseguir passar na segunda fase, se não houver feito cursinho preparatório. Há, obviamente, alguns casos de que já ouvi falar, mas são a minoria. Não vou falar sobre o já batido tema das idiossincrasias da banca da segunda fase, mas, mesmo quanto a coisas que não são “frescuras” da banca, achei muito bom o tanto de coisas (sobre Português de uma maneira geral) que aprendi no cursinho preparatório para a segunda fase. Desde os anos de colégio, sempre fui cético quanto à eficácia das aulas de Redação, mas devo admitir que valeu a pena: é inegável que a escrita melhora muito (nos padrões requeridos pela banca) com o cursinho. Se é necessário fazer um curso regular, que dura vários meses, ou se basta só o intensivo, às vésperas da segunda fase, depende de cada um. Acho desnecessário dizer que fazer cursinho também não é garantia de nada. Fiz tanto o curso regular quanto o curso intensivo e não me arrependi.
Com relação à terceira fase, também acho o cursinho muito importante. Em primeiro lugar, porque alguns professores realmente levam o trabalho a sério e ficam alucinados, procurando tudo o que os membros da banca têm estudado, escrito etc., e isso rende bons frutos, como alguns professores que acertam algumas questões que serão cobradas nas provas da terceira fase. Em segundo lugar, ainda que alguns professores não acertem muitas questões (o que não é uma tarefa muito fácil), a oportunidade de treinar a resolução de questões é fundamental por dois motivos: aprender a escrever na forma requerida pela banca e conseguir controlar o tempo de resolução das questões. Muitas pessoas têm problemas com o tempo para algumas provas da terceira fase (especialmente, para as provas de História do Brasil, de Geografia e de Política Internacional, que são as mais extensas). Não tive grandes problemas com isso e consegui escrever e revisar todas as questões de todas as provas, mas sei que muitos mal têm tempo de terminar de escrever.
Dito isso, já adianto: para essas três provas, é impossível fazer rascunho. Se você fizer, é muito provável que não conseguirá passar a limpo no tempo estabelecido. Para as provas de Direito e de Economia, não diria que é impossível (o número de linhas é menor, logo há tempo de sobra, pelo menos foi assim comigo), mas também considero desnecessário. No CACD, fiz rascunho apenas das provas de Português, de Inglês, de Francês e de Espanhol (em todas, sobrou algum tempo, mas não muito, após as revisões), pois são provas que eu alterava muito depois da redação inicial, trocava frases, palavras etc. Eu já sabia disso por causa de minha experiência com a resolução de questões no cursinho preparatório para a terceira fase, razão pela qual estive, sempre, atento ao relógio, para não perder tempo. Para todas as demais provas, o que se recomenda é, no máximo, um esquema inicial dos principais tópicos a ser discutidos nas questões, como um “brainstorming”. N~o fiz esse esquema em quase nenhuma questão, porque funciono melhor escrevendo direto, mas reconheço que nem todo mundo consegue fazer isso. Alguns podem preferir, ao menos, um momento de reflexão inicial, para fazer um esquema mental dos tópicos que serão desenvolvidos na questão, mas também não consigo fazer isso. A vida inteira, escrevi sem pensar, e deu certo. Não tive grandes problemas com isso no CACD, mas já alerto que não aconselho isso a todos. Muitos não conseguem manter o raciocínio, se não houver um planejamento a ser seguido, e acabam perdendo- se no meio da questão. Cuidado!
Conhecer os concursos anteriores é fundamental por várias razões. Não apenas para saber o que já foi objeto de cobrança, o que mais se repete, o que está ausente há algum tempo (e pode ser, eventualmente, trazido de volta), mas também para entender a lógica de formulação das questões em função dos contextos internacionais recentes, por exemplo. Isso é mais útil para a prova de Política Internacional, as demais não são tão influenciadas por acontecimentos recentes dessa maneira (Geografia e Economia também podem levantar alguns tópicos mais ou menos em voga, em face do que aconteceu em suas respectivas áreas nos meses anteriores ao concurso, mas não é uma regra tão forte quanto em Política Internacional).
Com relação aos conteúdos a ser estudados, atenção especial aos aniversários (10, 20, 30, 40... anos) dos principais tratados, organizações internacionais, acontecimentos marcantes etc., que costumam ser objetos de questões de Direito e de Política Internacional na primeira fase (na terceira fase, também podem ser cobrados, mas com menos frequência; em 2011, os cinquenta anos da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas foram lembrados em uma das questões). Visitas presidenciais a países mais importantes e visitas de chefes de Estado de outros países ao Brasil (destaque para EUA, China, Índia, Argentina...) no ano da prova, por exemplo, podem ser indícios de que poderá haver alguma questão nesse sentido. Obviamente, tudo isso não é regra (a pedra mais cantada de 2011, que foram os 20 anos do MERCOSUL, não apareceu em nenhuma questão da terceira fase; de todo modo, as relações com a Argentina, destino da primeira viagem presidencial de Dilma Rousseff, foram tema de questão da prova de Política Internacional).
Para a quarta fase, não há muito mistério. A cobrança de Francês e de Espanhol é bem básica, e conhecimentos de nível intermediário nos dois idiomas podem garantir uma nota razoável. De todo modo, vale observar que, nos últimos concursos, a quarta fase tem tido um peso enorme para a colocação final (especialmente, para as últimas vagas). Dessa maneira, confiar nos aprendizados de última hora de Francês e no Portunhol pode custar-lhe caro. Não recomendo deixar para estudar as duas línguas apenas após a segunda fase (como já vi que muita gente faz). Se você nunca estudou Francês e/ou Espanhol, recomendo começar um pouco antes (professores particulares podem ser mais úteis nesse caso, uma vez que você não precisará de atenção excessiva à conversação e à compreensão auditiva, como ocorre em muitos cursos em grupo). É difícil dizer quantas aulas ou meses são necessários, pois isso, obviamente, depende do rendimento e da facilidade de cada um.
De qualquer maneira, as provas não têm nada de complicado: não é necessário dominar os dois idiomas perfeitamente, as provas são instrumentais (leitura e compreensão de textos). Na prova de Espanhol, tive certo problema com algumas questões pontuais sobre o texto que poderiam ser respondidas em menos de uma linha (há previsão de mínimo de três linhas, máximo de cinco, sem copiar do texto), ou que não estavam, diretamente, no texto. Optei pelo tradicional método da “enrolaç~o”. Adicionei informações que não estavam sendo pedidas, só para conseguir escrever todas as cinco linhas. Em Francês, não tive grandes problemas com isso, a prova estava mais tranquila nesse aspecto. As duas correções foram pesadas, e notas acima de 40/50 foram raridade.
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2019.10.04 00:40 alberico_dias Criando ChatBots na twitch.tv

Criando ChatBots na twitch.tv

Introdução

Bem, se você encontrou esse post por algum motivo, provavelmente já conhece a twitch tv e também sabe que o coração dessa plataforma é o recurso de chat, a maneira mais orgânica de evoluir a iteração do chat é adicionando bots que atendem comandos quando solicitado, aqui irei mostrar como criar o seu próprio chat bot sem precisar utilizar plataformas limitadas que não convém citar aqui.
  • NodeJS - não vou me estender mas instalem a versão LTS, ele vai ajudar a executar nosso código do bot utilizando uma linguagem de programação simples (JavaScript).
  • JavaScript - não precisa instalar, uma linguagem de programação simples e poderosa para escrever comandos para o nosso bot.
  • NPM - na data desse post, ele vem instalado com o NodeJS, é um gerenciador de pacotes para o JavaScript
  • Editor de código: Recomendo o VSCode.

Começando:

1- Estrutura do projeto

Abra seu editor de código e crie uma pasta com o nome do seu projeto e também um arquivo com qualquer nome dentro dessa pasta, no meu exemplo vou usar o nome coracao-do-bot.js
https://preview.redd.it/tbh2u3n8aeq31.png?width=1438&format=png&auto=webp&s=b622816bad1e566b60879be3c96b293efa604b3d

2 - Checando nossos recursos

para garantir que seu bot funcione, precisamos conferir se tudo está configurado corretamente, uma maneira simples de fazer isso é escrevendo o seguinte código no arquivo coracao-do-bot.js
console.log("FERRAMENTAS ESTÃO OK"); 
após isso, salve o arquivo e abra o terminal , confira se o terminal esta no mesmo local que o arquivo do bot e execute o comando:
node coracao-do-bot.js 
se tudo estive ok , no terminal é para aparecer a frase: "FERRAMENTAS ESTÃO OK"
https://preview.redd.it/j7i3lr81ceq31.png?width=1368&format=png&auto=webp&s=ac464fd15644be7546b46b78e74c6bff94f62e35

3 - Adicionando bibliotecas no código

para o funcionamento minimo precisamos instalar uma biblioteca que facilita bastante a parte difícil de fazer comunicações IRC
no terminal execute os comandos:
npm init -y npm install tmi.js 
se tudo estiver correto, teremos um novo arquivo chamado package.json e package-lock.json , e também uma pasta com o nome node_modules
https://preview.redd.it/f50jdvk5ceq31.png?width=1362&format=png&auto=webp&s=3ff6f4037226d35df0315a7d3b8d091d6cae2ac9

4 - Criando a conta do bot

um bot nada mais é do que uma conta de usuário que pode interagir no chat, então, você precisa criar uma conta de usuário no site da twitch tv, depois que criar a conta você precisa gerar um token) nesse site e guardá-lo para utilizarmos em nosso código.

5 - Adicionando a conta do bot ao nosso código

iremos criar 3 variáveis com as seguintes propriedades e também adicionar o tmi.js ao nosso código:
const tmi = require('tmi.js'); const NOME_DO_BOT = 'NOME DA SUA CONTA DE BOT' const NOME_DO_CANAL_QUE_O_BOT_VAI_FICAR = 'NOME DO CANAL' const O_TOKEN_DO_PASSO_4 = 'TOKEN' 
e também iremos definir as opções de configuração com o seguinte código:
const opts = { identity: { username: NOME_DO_BOT, password: O_TOKEN_DO_PASSO_4 }, channels: [ NOME_DO_CANAL_QUE_O_BOT_VAI_FICAR ] }; 
https://preview.redd.it/py297iiwdeq31.png?width=942&format=png&auto=webp&s=aadf76b0fcc58fa02718f8db30f0a8e18013c46c

6 - Conexão do bot com a twitch tv

iremos criar duas funções, uma para tratar mensagens do chat e outra para tratar o evento de conexão com a twitch
 //intercepta mensagem do chat function mensagemChegou(alvo, contexto, mensagem, ehBot) { if (ehBot) { return; } //se for mensagens do nosso bot ele não faz nada // remove espaço em branco da mensagem para verificar o comando const nomeDoComando = mensagem.trim(); // checando o nosso comando if (nomeDoComando === '!comandoUM') { console.log(`* Foi Executado o comando ${nomeDoComando}`); } else if (nomeDoComando === '!comandoDOIS') { console.log(`* Foi Executado o comando ${nomeDoComando}`); } else { console.log(`* Não conheço o comando ${commandName}`); } } 
https://preview.redd.it/0v0u291ceeq31.png?width=965&format=png&auto=webp&s=5de468b729fed5a4cfc645f4450e169d72e33811
function entrouNoChatDaTwitch(endereco, porta) { console.log(`* Bot entrou no endereço ${endereco}:${porta}`); } 

https://preview.redd.it/29xhbqrreeq31.png?width=969&format=png&auto=webp&s=697ad976c1fdeefc65e22e6594134ae0ede1f529
Agora que possuímos as duas funções criadas, vamos montar tudo no client TMI e solicitar conexão na twitch
// Cria um cliente tmi com nossas opções const client = new tmi.client(opts); // Registra nossas funções client.on('message', mensagemChegou); client.on('connected', entrouNoChatDaTwitch); // Connecta na Twitch: client.connect(); 
https://preview.redd.it/09oywl9efeq31.png?width=922&format=png&auto=webp&s=66078ea3bb3f116ead473d804f1b3d1bf2821567

7- Testando nosso bot

bem, depois de programar nosso bot, vamos fazer alguns testes entre no canal em que seu bot foi configurado e tente usar algum comando que você configurou, no nosso caso existe apenas 2 comandos (!comandoUM e !comandoDOIS)
não esqueça de ligar seu bot antes de testar
node coracao-do-bot.js 
https://preview.redd.it/6cfuuc5ngeq31.png?width=1334&format=png&auto=webp&s=0fd6d397af04ce26f2fb21d4f2343f16fd7f4ee4
Vamos experimentar nossos comandos
Chat da twitch:
https://preview.redd.it/80apap10heq31.png?width=377&format=png&auto=webp&s=3a9fa85a46044346a97885442634fa658a6aa3d2
No terminal do bot temos a saída:
https://preview.redd.it/isldor74heq31.png?width=984&format=png&auto=webp&s=199876abbe345b61e58535085ff58d010878e436
Legal, o bot funciona mas não responde nada no chat da twitch, para resolvermos isso vamos adicionar o comportamento de resposta nele
na função mensagemChegou, adicione o seguinte código:
// Cria um cliente tmi com nossas opções const client = new tmi.client(opts); function mensagemChegou(alvo, contexto, mensagem, ehBot) { if (ehBot) { return; } //se for mensagens do nosso bot ele não faz nada // remove espaço em branco da mensagem para verificar o comando const nomeDoComando = mensagem.trim(); // checando o nosso comando if (nomeDoComando === '!comandoUM') { console.log(`* Foi Executado o comando ${nomeDoComando}`); client.say(alvo, `* Você pediu para executar o comando ${nomeDoComando}`); } else if (nomeDoComando === '!comandoDOIS') { console.log(`* Foi Executado o comando ${nomeDoComando}`); client.say(alvo, `* Você pediu para executar o comando ${nomeDoComando}`); } else { console.log(`* Não conheço o comando ${nomeDoComando}`); } } 
eu movi a referencia do cliente tmi para o nivel acima da função e também adicionei essa referencia para criar respostas.
https://preview.redd.it/ynsgh97hieq31.png?width=776&format=png&auto=webp&s=d3d336155078316909ffec841c4775f5f58840b4
reinicie o bot e execute seus comandos novamente!
https://preview.redd.it/hyy0q4atieq31.png?width=377&format=png&auto=webp&s=b606872b3b9b1e1d186bb0b856be06a055c861db

FIM

bem espero que você tenha conseguido criar seu próprio bot sem grandes dificuldades, esse é meu primeiro tutorial que escrevo, diga o que achou , também faço live coding na twitch, deixe seu follow no meu canal, isso me ajuda muito e também é uma forma bem legal de me apoiar canal https://www.twitch.tv/albericod
link projeto final https://github.com/AlbericoD/exemplo-chat-bot-twitch
Abraços.
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2019.07.29 01:00 true_democracy Jornalistas, políticos e maçonaria (a semana)

Artigos onde se falou de maçonaria esta semana:
  1. [João Miguel Tavares, entrevistador (JMT):] "chegaste a escrever uma frase violentíssima no Twitter: “Eu meço as palavras. Henrique Monteiro [na lista de maçons do GOL, loja Convergência] é um escroque que se serve do presente e desta desgraça chamada Sócrates para tentar reescrever o passado, mentindo, intrujando”" [resposta de João Marcelino:] (...) "É mau jornalista. Ponto." (...) "Aquele irmão que veio a correr meter-se na conversa não consegui perceber porque é que estava ali a tentar retirar dividendos públicos." (...) [JMT:] "Quando lhe chamas irmão, suponho que seja uma referência maçónica. A maçonaria tem assim tanta importância na sociedade portuguesa?" [João Marcelino:] "Leste bem o que disse… Sim, acho que sim. Para ser mais rigoroso, identifico duas maçonarias. Há uma maçonaria de princípios, dos ideais… Uma vez fiz uma entrevista a António Arnault, na sua casa em Coimbra, a propósito de uma data qualquer redonda do Serviço Nacional de Saúde, e gostei muito da conversa. Primeiro, é um maçon que se diz maçon. Normalmente os maçons, sobretudo os dessa segunda maçonaria, não gostam de dizer que o são. Ele até me deu um livro autografado para ler e disse para um dia lhe ligar. Não o cheguei a fazer (risos). Porque, embora respeite, não percebo hoje que sentido faz a maçonaria, mesmo essa. Depois, há esta outra maçonaria das lojas. Do “tenho aqui dois carapaus, dá cá duas sardinhas”. “Tenho aqui duas fatias de fiambre, deves-me um queijo”. É essa que condiciona o mundo da política e dos negócios em Portugal e é terrível para o país. Vi algumas coisas mais de perto, intuí formas de funcionamento que são absolutamente venenosas para o funcionamento do país. Essa maçonaria das lojas recentes, de Miguel Relvas e de outros personagens assim, é uma coisa que abomino e que acho tóxica para Portugal." [JMT:] "É apenas uma cobertura para uma espécie de tráfico de influências?" [João Marcelino:] "Exato. Como diria Pinto da Costa, “foi o senhor que disse isso”. Mas estou de acordo."
  2. [João Marcelino:] "Há uma pessoa de que posso falar. Afonso Camões [na lista de maçons do GOL, Triângulo de Castelo Branco; comentários anteriores: 1, 2], por exemplo. Saiu da Controlinveste para presidente da Lusa e toda a gente sabe que é muito amigo de José Sócrates. Aliás, é tão amigo, tão amigo, que no dia em que se despediu para ir trabalhar para a Lusa — estávamos num jantar de despedida com o conselho de Administração e com as diversas direções de grupo, o diretor do Jornal de Notícias, José Leite Pereira, o Paulo Baldaia, da TSF, o Manuel Tavares, na altura de O Jogo, o Pedro Tadeu, do 24Horas — disse uma coisa fantástica: ia ganhar menos dinheiro." [JMT:] "Ia ganhar menos dinheiro transitando para a Lusa?!" [João Marcelino:] "Sim. “Mas vais por quê?”, perguntei. E ele disse-nos uma coisa que nos gelou a todos. Ficou um mau-estar durante um minuto ou dois, que é muito tempo na vida de uma pessoa. Disse que “um soldado nunca diz não ao seu general”." [JMT:] "Isso bate certo com o famoso sms, aquele em que diz que “que nunca se amotina”." [João Marcelino:] "Que se conheceu uns anos depois, na sequência dos processos que hoje estão na praça pública. Há pessoas assim no jornalismo e tenho pena disso." [JMT:] "Estás aqui a revelar isso em primeira mão, mas a questão do sms já foi publicado em todo o lado e pertence ao processo. Como é que se explica que alguém consiga continuar no jornalismo em Portugal depois de se saber uma coisa dessas?" [João Marcelino:] "Enfim, numa empresa com Daniel Proença de Carvalho, acho que não é muito surpreendente. Digo isto com um bocadinho de ironia, claro. Mas no mundo dos interesses, no mundo em que o jornalismo não é a primeira função da empresa, isso pode acontecer. Mas em relação a Afonso Camões, ele não tinha exclusivos. Lembro-me que, depois mesmo de José Sócrates ter saído do poder, há um e-mail que também foi público, em que tratava o Miguel Relvas [maçon] por “meu ministro”. Isso define um soldado prussiano, ou seja, não discute a lógica em que está inserido. Eu nunca fui capaz disso."
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2019.01.10 00:22 AlfonsoLambert Parte 1

Há tempos desejo escrever algo. Tirar da minha cabeça essas milhões de ideias que estão presas e latentes dentro do meu ser e que na hora que tento as colocar no papel somem em um grande abismo. Pois hoje foi diferente, aqui preso nos grilhões do tédio e da falta do que fazer resolvi me dar essa chance. Talvez seja porque estou de alguma forma perdido em buscas de respostas que não tive no ano anterior. Talvez porque tenho esperança de encontra-las escrevendo algo. Então me perdoe leitor futuro que desconheço e muito menos sei se irá algum dia ler tais infames e devaneios que possuo na minha mente. Acredito que para o seu azar talvez não esteja escrevendo para você e sim para mim. Um ato egoísta meu, devo admitir, afinal quem escreve deve fazê-lo para que outros leiam e compreendam. Não existe livros de receitas se não tiver quem possa executa-las, não existe tramas ou romances que não sejam direcionados a um público alvo. Não me importo com tais rigores, acredito que quem um dia for lê-las estará apenas em posse de algo que passe o longo e tedioso tempo deles e quiçá aprenda alguma coisa com meus fortúnios e infortúnios da vida. Que irônico, talvez, no final dos pesares, eu tenha um público alvo afinal. A ironia é sempre amarga, mas por algum motivo sempre deixa um doce sabor no final.
Antes de qualquer relato que se passe aqui gostaria de repassar como se encontra minha situação atual para que o ávido leitor compreenda o estado e origem dessas palavras que os direcionam.
Estou enclausurado em um local que antes foi talvez meu forte contra o mundo externo, um pequeno mundo que criei que me distraísse e fugisse do mundo externo. Meu porto. Agora, no entanto, não passa de uma prisão que me mantém preso e me permite cuidadosamente planejar meu próximo passo em direção a esse novo ano que começa. Queria evitar de colocar datas, mas gostaria de pelo menos deixar indícios de qual parte do ano estamos falando. Estou no que gosto de chamar no calendário de período matutino.
Feliz época do ano em que as pessoas se deleitam em metas e objetivos para esse sombrio e nevoado caminho que começa a se relevar. A esperança de tempos melhores é o combustível que todo homem busca ao encarar novamente os ciclos da lua. E eu, caro e estimado leitor, não poderia estar mais sedento em conseguir admirar a bela luz que possa vir de tempos melhores.
Apesar de preso e um pouco entediado me encontro com um arsenal de tarefas e desejos que preciso fazer. Posso separar elas em três etapas básicas que até os mais leigos chamariam de obviedades. São elas: sair daqui, buscar sustento e sobreviver. Apesar de estar nesses grilhões imaginários me sinto feliz em poder compartilhar o que me levou a esse momento atual. Gostaria de dizer que foi uma linda jornada cheia de aventuras e mistérios dignos de um filme americano, mas a verdade é que está lotada de caminhos sinuosos e que muitas vezes não levaram a lugar algum, mas que foram de grande valia para a experiência. Muitas quedas e dores que fariam o mais forte e nobre dos guerreiros espartanos tremerem suas lanças ao se depararem com tais aflições, ou não. Pode ser apenas hipérboles minhas feitas apenas para acentuar os pesos dessa longa narrativa.
Independente, estou aqui preso com poucos equipamentos de consolo. Um livro de a “Arte da Guerra”, um clichê inegável que prometo a mim mesmo ler durante anos, um computador conectado a uma biblioteca infinita de conteúdos superficiais (ou profundos de acordo com seu interesse de pesquisa), uma geladeira abastecida com alguns refrigerantes de cola, um congelador com alguns mantimentos, um fogão, uma pia, uma mesa e a visita de alguns conhecidos ou clientes inoportunos que por vez interrompem essa minha vagarosa escrita. Vocês devem suspeitar que essa prisão parece com uma cozinha e eu não os culpo porque de fato é. A verdade é que muitas vezes nos encontramos durante a vida preso em certos lugares e situações que nos prendem ali e nos forçam a tomar atitudes com relação a elas.
Veja bem, um trabalhador que vive em prol do seu trabalho remunerado de segunda a sexta deixando o final de semana para seu merecido descanso e lazer não está mais livre que eu nessa cozinha enfadonha olhando para o meu livro vermelho escrito por um General Chinês. Falo isso com convicção afinal de contas temos algo em comum, algo que nos obrigue a repetir os processos incansavelmente dia após dia, algo que mantém nossas cabeças abaixadas firmemente como uma garra em nosso pescoço olhando incansavelmente a linha branca traçada no chão nos obrigando a segui-la com uma promessa deliciosamente tentadora. Estabilidade. Uma pesquisa rápida e já sabemos o que estabilidade significa: “está associada à ideia de permanência em um determinado estado por um determinado ente”. Nada mais belo do que uma rotina para garantir uma permanência de estado. Otimistas dirão que isso é SOBREVIVÊNCIA é o que nos garante que vejamos nossas vidas até a enegrecida (e enferrujada) foice da morte passar sob nossas cabeças e nos tire desse plano astral miserável. Pessimistas dirão que é um calabouço perpétuo que te colocará em correntes até o mesmo e inevitável fim, a pergunta é, qual posição é a mais confortável. Acho que vocês, espertos leitores, conseguem dizer de que lado do espectro estou. Muito bem, para a tristeza de vocês eu não pretendo falar como sair e se libertar dessa prisão em que todos estão. Não porque minha natureza é má ou sou uma pessoa que gosto de manter segredos. Jamais pensem isso de mim, meus caros, como talvez percebam nessas próximas leituras eu nunca fui uma pessoa que mantive uma índole ruim, não me considero boa nem má. Apenas uma pessoa normal como você que vive com seus defeitos e busca se aperfeiçoar da melhor forma possível, as vezes em prol da sociedade e do bem comum, as vezes em prol de familiares e parentes, outras por amigos e amados e no final, bem no final em prol de você mesmo. Claro que essa ordem pode variar de individuo para individuo assim como a forma de pondera-las. Mas sejamos sinceros, em momento nenhum, poderemos classificar essas pessoas como sendo boas ou ruins. O maniqueísmo é uma resposta rápida e fácil para classificar os bons dos maus elementos, mas é muito precário, infundado e sem nenhum estudo prévio. Ferramenta perfeita para aqueles que não tem tempo de se preocupar com assuntos que não são de interesse próprio.
O que posso dizer é que assim como o bem e o mal são ferramentas preguiçosas de classificação o certo e o errado não poderiam estar mais distantes. Podemos dizer até que estão na mesma linhagem, mas ratifico não são próximos como irmãos e sim um pouco distantes, como aqueles primos com quem costumamos passar as férias escolares em que viajamos para o interior em busca de quebrar um pouco as correntes que nos prendem. Isso porque o bem e o mal variam de acordo com a perspectiva de cada pessoa que as carrega no peito, uma bussola moral feita sob medida para cada indivíduo e que muito dificilmente consegue se mudar para onde o norte aponta. Já o certo e o errado dependendo do campo que atuam não tem como questionar em certas situações. Mas não se entristeçam, meu insistentes leitores, pois essas situações estão apenas em campos físicos, matemáticos ou biológicos felizmente. 2+2 são 4. Isso está certo, pelo menos nesse plano meta-físico que vivemos. A terra gira em torno do sol. O fogo queima. A luz brilha e a escuridão escurece. Tudo isso está certo até que se prove o contrário e essa talvez seja a beleza do mundo científico, a busca incessante por aquilo que é certo. Para nossa felicidade, quando trazemos isso para o campo das ciências humanas, o certo e o errado estão longe de ser algo perto de ser alcançado. A humanidade é um enorme prisma com infinitas possibilidades de se enxergar a luz que nos ilumina. O certo e o errado sempre estarão em conflito assim como nossas relações inter-pessoais.
Por isso digo que não existe um caminho certo ou errado para sair de suas correntes. Existem apenas caminhos que você, doce leitor, apenas poderá segui-lo e aproveita-lo ao máximo. E apenas nessa frase, posso ter ironicamente ter contado aquilo que não deveria.
Como disse, nunca fui bom em guardar segredos e também nunca fui bom em discernir o certo do errado. Da mesma forma que essa história que começa pode também nunca acabar.
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2018.05.17 00:13 benywolf42 "Como se dar bem ao procurar emprego" ou "o que meses de frustração em processos seletivos me ensinaram"

Em janeiro deste ano, saí de um emprego estável e com um salário razoável pra entrar na área de TI, onde estou fazendo minha segunda graduação. Já com uma graduação e experiência profissional no currículo, na minha doce ilusão prepotente achei que seria fácil conseguir algo.
No entanto, esses 5 meses me provaram o contrário. Depois de diversas entrevistas, dinâmicas em grupo, consultorias, testes de lógica, redações, versões de currículo, testes on-line de personalidade, consegui. E, com a intenção de compartilhar o conhecimento que eu adquiri nesse meio-tempo, decidi escrever esse post.
Sintam-se à vontade pra pontuar sugestões e melhorias a partir da experiência de vocês, e tenham em mente que essa foi a minha perspectiva nos processos de seleção: muito embora a maioria das dicas aqui colocadas seja global, nem tudo necessariamente se aplica ao seu caso.
Como o post é longo, dividi-o nos seguintes tópicos:

Currículo

Este é o primeiro contato do recrutador com o seu perfil profissional. Tenha em mente que este indivíduo lida com centenas e centenas de CVs, portanto, seja claro e objetivo e utilize palavras-chave que sejam adequadas ao cargo desejado. Na maioria das vezes, o recrutador filtra a sua pesquisa por essas palavras-chave.
Ex: se o cargo exige conhecimentos em Java, certifique-se de seu currículo possui essa palavra-chave.
Um currículo deve conter no máximo 2 páginas. Se o seu contiver mais do que isso, reduza ao suficiente para aquela vaga. Se necessário para a sua área, tenha diversas versões de CV.

Dados Pessoais

Meio óbvio, mas preferi não deixar passar: informe aqui as suas informações básicas:
  • idade
  • residência (cidade ou bairro, para grandes metrópoles)
  • e-mail
  • telefones (procure informar dois telefones, pra maximizar suas chances de contato).
Evite informar dados de identificação muito específicos, como RG, CPF, data de nascimento e endereço exato (a não ser que seja exigido), uma vez que não se sabe por onde esses dados vão passar e algumas dessas informações já são mais do que o suficiente pra causar um estrago na vida de alguém.
Dependendo da função que você almeja, é necessário colocar uma foto sua nessa área também. É importante passar uma imagem de seriedade.

Cargo de Interesse

Essa parte é essencial pra visibilidade do seu currículo. Pesquise como as vagas de seu interesse nomeiam o cargo e coloque exatamente da mesma maneira no seu currículo.
Ex: Estagiário em Administração.

Resumo do Currículo

Este campo é a porta do seu CV e geralmente é o que define se um recrutador vai continuar dando atenção ao seu currículo ou não. Inicie o seu resumo com o cargo de interesse. Em seguida, coloque, na ordem que desejar dar mais destaque, os seguintes itens:
  • Formação acadêmica
  • Idiomas fluentes
  • Conhecimentos, experiências e algum caso de sucesso, especialmente aqueles relevantes ao cargo desejado
  • Elabore um resumo de qualificações com as principais atividades desenvolvidas na sua vivência profissional e, se julgar necessário, acadêmica
  • Disponibilidade para mudança de cidade ou viagens

Experiência Profissional

Neste momento você deve descrever as tarefas realizadas na empresa. Procure utilizar tópicos e evite texto corrido, pra não perder a atenção dos recrutadores. Inicie as frase com termos como ‘Responsável', ‘Experiência’. Ex:
  • Responsável pela geração de relatórios e documentos para apresentação aos gerentes da área de vendas.
  • Experiência no desenvolvimento de sistemas em C++ e linguagens script.
Caso tenha recebido alguma promoção, replique a experiência profissional com a mesma empresa, alterando as datas, o cargo e incluindo as novas tarefas.

Informações Complementares

Aqui você deve informar tudo aquilo que não couber anteriormente: cursos, especializações trabalhos voluntários, grupos de estudos, escoteiro, administrador do grupo de Whatsapp da família. Quando citar os cursos, não coloque data de conclusão, para evitar passar a imagem de algo defasado. Ex:
Nome do curso/certificação, nome da instituição.
Caso tenha muitas coisas a citar aqui, procure agrupar os itens por segmentos: cursos, certificações, etc.

Testes Preliminares

Essa parte varia muito de acordo com a área pretendida, mas algumas regras são universais.

Testes On-line

Ao receber um teste on-line, procure liberar um tempo na sua agenda para fazê-lo o quanto antes, pois a hora/data de conclusão muitas vezes é registrada e deixar um teste pro último momento não é bem visto. Evite realizar esses testes em locais onde você possa se distrair com facilidade: pegue sua bebida favorita e mande ver!

Redação

Não procure inventar a roda aqui. Faça um texto claro e objetivo, que se enquadre na proposta exigida. Muitas vezes eles só estão interessados em ver sua habilidade de escrita e às vezes, na grafologia (análise da sua personalidade pela forma como você escreve) Sempre tenha uma redação pronta na cabeça para aquelas com tema livre.

Dinâmica em Grupo

Essa parte eu não tenho muita experiência - e tampouco apreço -, mas pelo que pude notar, aqui você deve se mostrar pró-ativo e eloquente, ao mesmo tempo em que deve saber ceder espaço aos seus colegas do grupo. Na maioria dos casos, é bem visto pelos recrutadores quando são definidas funções para cada membro da equipe a fim de concluir uma tarefa.

Entrevista

Essa foi uma das partes mais difíceis pra mim e uma das lições mais importantes que tirei disso tudo: compreenda-se. Veja sentido na sua trajetória até aqui, pois se você não souber explicar bem o que está fazendo ali, o entrevistador não vai fazer o esforço de procurar entender.
Há várias formas de se fazer isso: coloque sua trajetória no papel, pergunte pra pessoas próximas, vá a um psicólogo. Saiba se vender: evite dizer palavras negativas durante a sua fala, procure gerar empatia e evite chavões: quando perguntado sobre um ponto negativo seu, diga algo que não afete o trabalho no cargo desejado, mas NÃO diga perfeccionista. Apenas não.
Ex:
Falta de criatividade para um cargo de analista contábil.
Quando for citar uma vivência, sempre defina o contexto, suas ações e o resultado, faça aquilo ter sentido pro recrutador e mostre por que teve um resultado positivo graças a você. Ex:
No meu trabalho anterior, onde eu trabalhava com atendimento, estávamos tendo longas filas de espera. (CONTEXTO)
Propus ao meu chefe uma segmentação dos atendimentos a partir das demandas dos clientes e das habilidades de cada funcionário (AÇÃO)
Com a segmentação dos atendimentos mais complexos aos atendentes mais experientes e dos mais simples aos funcionários mais ágeis, o tempo de espera foi reduzido em 30% (RESULTADO)

Considerações Finais

Como últimas dicas, mas não menos importantes:
  • Não minta no seu currículo. Saiba dar relevância às suas qualidades. Esse aprendizado vai ser bom pra além da sua experiência profissional. Além de ser antiético, mentir só vai te colocar em situações vexatórias e de ansiedade, uma vez que você não vai dominar aquilo que lhe vai ser exigido.
  • Crie um e-mail só para o fim de receber anúncios de vagas e cadastre-o no seu cliente de e-mail no celulaPC/webmail. Dessa maneira, é mais fácil você deixar de ser importunado quando for contratado.
Espero que esse post possa ajudar quem estiver nas mesmas dificuldades em que eu estive. No entanto, não tome isso como uma receita pronta, adapte às suas necessidades e, se tiver alguma sugestão ou crítica, coloque aí nos comentários que eu vou acrescentar aquilo que julgar pertinente.
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2018.05.13 03:15 insidemilarepascave In PORTUGAL CARALHO the parolo is king

Pessoal, vejam se percebem que escrever "PORTUGAL CARALHO" em todo o desvão da internet em que vagamente se refere alguma coisa portuguesa é de uma parolice de bradar aos céus. Todo este espetáculo da Eurovisão foi um "PORTUGAL CARALHO" em versão Mega. Sim, organizámos um bom espetáculo, sim temos bons cantores e boa música, sim temos um país lindo com paisagens lindas... já percebemos. Mas não precisamos de provar nada a ninguém, não precisamos de aproveitar cada nesgazinha de oportunidade para nos vendermos e dizermos que somos os maiores. Vocês por acaso veem as grandes nações do mundo, que nós, os parolos que secretamente as continuam a invejar e a odiar, a fazerem o mesmo? Epa, se lhes querem chegar aos calcanhares, calados são poetas. Larguem lá o complexo de inferioridade secular que já mete dó. Parecemos aquele filho totó que aos 40 anos ainda passa os dias a tentar provar ao pai que tem valor. Epa, emancipem-se! Arredem as parolices! Portugal basta, não é preciso mais nada caralho. Sejam portugueses, ponto final, e deixem-se de merdas.
EDIT (mais umas reflexões, com fontes): Se nós realmente confiássemos no nosso legado, não precisámos de passar a vida a aparecer e a gritar, que nem uns azeiteiros, "PORTUGAL CARALHO". Ao contrário do que possa ter passado, eu não acho que devamos ser como nenhuma nação; aliás, dispenso o chauvinismo de alguns países que vocês referiram. Podemos apenas ser nós mesmos, por favor? Quando gritamos "PORTUGAL CARALHO" só perpetuamos o complexo de inferioridade; parecemos aquele puto entre os crescidos, de dedo no ar e aos pulinhos, a gritar: "hey hey, eu também existo, escolham-me a mim!" Psicologicamente, Portugal é aquele gajo inseguro do grupo de amigos que passa a vida a dizer que foi viajar para um paraíso tropical, que agora tem uma namorada boa comó milho, que respondeu ao chefe e que agora é o maior lá na empresa. Epa, vocês querem mesmo ser esse cromo? Reparem, independentemente de quererem que Portugal seja um país culto, qualificado e evoluído ou quererem que Portugal seja o país das gajas e do vinho verde, gritarem "PORTUGAL CARALHO" não traz nada de bom. Assumam-se lá como quiserem, mas fechem a boca. Eu sei que vocês acham que eu sou um snob. Sim, das duas opções referidas eu prefiro a primeira. Só recentemente é que Portugal atingiu valores de alfabetização que alguns países do centro-norte da Europa já tinham no final do século XIX; continuamos a ser o país da União Europeia com a maior taxa de pessoas sem escolarização secundária; segundo um relatório recente do Eurobarómetro, Portugal está, de entre todos os países da Europa, nos últimos 2/3 lugares no que toca a hábitos de leitura e participação em eventos culturais. Eu queria mais para Portugal - se vocês acham que isso é snobismo, tudo bem. Mas deixem-me dizer que, como todos os outros, também exultei com o Salvador Sobral e também fui para a rua gritar quando fomos campeões europeus, especialmente tendo em conta que marcamos um golo na casa dos francius. Fiquei muito feliz, e não acho isso nada parolo, apesar da parte final da frase passada denotar um bocado de parolice tuga - no fundo, é inevitável; está um bocado entranhado em todos nós, são muitas décadas de condicionamento. Concluindo: aquilo que eu desejo para Portugal, para qualquer nação, na verdade, é que tenha brio, se empenhe, se cultive e queira partilhar e aprender com os outros. O resto é parolice. Deixem-se de merdas.
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2017.07.04 20:21 feedreddit Cibersegurança para todos: como proteger a privacidade de suas conversas com o Signal

Cibersegurança para todos: como proteger a privacidade de suas conversas com o Signal
by Micah Lee via The Intercept
URL: http://ift.tt/2tNJqLd
Video de Lauren Feeney
O conteúdo das suas conversas – sejam elas pessoais, profissionais ou políticas – pode ser alvo da espionagem de um governo local ou estrangeiro. Além disso, o envio de uma senha ou número de cartão de crédito pelo celular também pode ser interceptado por um criminoso. Ou então você pode querer se candidatar a um emprego sem o conhecimento do seu chefe atual; discutir um assunto delicado com um advogado; conversar com amigos sobre a ida a uma manifestação, um aborto ou a compra de uma arma; enviar fotos íntimas ao seu parceiro(a) sem que ninguém as veja; ou querer manter segredo sobre um novo relacionamento no trabalho. Esses são apenas alguns exemplos de como a privacidade pode ser importante.
Felizmente, a privacidade é um direito fundamental do ser humano.
Infelizmente, a maioria das ferramentas utilizadas para se comunicar via celular – ligações, mensagens de texto, e-mails, Facebook, Skype, Hangouts etc. – não são tão privadas como poderíamos pensar. Sua operadora de telefonia, seu provedor de internet e as empresas que criam os aplicativos que você usa para se comunicar podem interceptar o que você diz ou escreve. Seus bate-papos podem ser acessados pela polícia e por agências de espionagem como a NSA. Eles também podem ser vistos por _qualquer um_que pegar e vasculhar o seu telefone. Algumas mensagens podem ser lidas mesmo com o celular bloqueado, na tela de notificações.
Mas é possível garantir a privacidade das suas conversas. O primeiro passo é instalar um aplicativo chamado Signal – e seus contatos devem fazer o mesmo. Então é só configurar o programa para bloquear as ameaças.
O Signal é fácil de usar, funciona tanto no iOS – o sistema operacional dos celulares da Apple – quanto no Android – do Google – e criptografa suas mensagens de forma que apenas você e seu interlocutor possam decifrá-las. Além disso, ele é um software de código aberto, então qualquer especialista pode verificar se o programa é realmente seguro. O Signal pode ser baixado na Play Store do Android e App Store do iPhone.
Embora o Signal seja um software muito bem feito, você precisa fazer alguns ajustes para maximizar a segurança de suas conversas. Já escrevi sobre algumas dessas configurações no ano passado, mas o programa mudou muito desde então, e talvez você não conheça algumas de suas funcionalidades mais úteis.
Vou falar sobre elas em detalhes mais abaixo – e no vídeo acima, criado por Lauren Feeney.
Para ir diretamente a um item específico, clique no link correspondente abaixo:

Recomende o Signal a seus amigos

Você só pode enviar mensagens criptografadas e fazer ligações protegidas para outros usuários do Signal. Não adianta instalar o programa e continuar usando torpedos não criptografados para se comunicar. Faça com que seus amigos também instalem o aplicativo.
Se você é um ativista, recomende o Signal aos participantes da próxima reunião ou manifestação; se é jornalista, fale com suas fontes e editores; se está se candidatando a algum cargo político, use o Signal para se comunicar com sua equipe de campanha.

Bloqueie seu telefone

O Signal usa uma rigorosa criptografia de ponta-a-ponta, que, quando verificada, impede que o conteúdo das mensagens seja decifrado por um intermediário, como os criadores do Signal, operadoras de telefonia, provedores de internet – ou pela NSA e outras agências de espionagem que coletam dados em massa na internet.
Mas a criptografia do Signal não pode impedir que alguém pegue o seu telefone e abra o aplicativo para ler suas mensagens. Para isso, é preciso bloquear o acesso ao telefone com uma senha ou outra forma de autenticação. Você também deve habilitar a criptografia de dados do aparelho e atualizar o sistema operacional e aplicativos com frequência, pois isso dificulta consideravelmente a ação dos hackers.
No Android:
No iPhone:

Oculte as mensagens do Signal na tela de bloqueio

A criptografia do Signal será de pouca serventia se outras pessoas puderem ver as mensagens que você recebe na tela bloqueada do seu celular. Se o seu telefone costuma estar ao alcance de pessoas que não deveriam ler suas mensagens – colegas de quarto, colegas de trabalho e seguranças de aeroporto, por exemplo – desative a pré-visualização de mensagens do Signal na tela de bloqueio do telefone.
À esquerda, notificação do Signal em um iPhone bloqueado. À direita, notificação do Signal em um Android bloqueado.
Siga estes passos para desativar as notificações do Signal:
No Android:
No iPhone:
À esquerda: notificações do Signal oculta em um iPhone bloqueado. À direita: notificação do Signal oculta em um Android bloqueado.

Não guarde suas mensagens para sempre

Quando uma mensagem criptografada é enviada pelo Signal, apenas dois dispositivos guardam cópias do texto trocado: o seu celular e o do destinatário. Diferentemente de outros aplicativos de troca de mensagens, o servidor do Signal nunca tem acesso às mensagens, e os conteúdos criptografados permanecem online por muito pouco tempo. Isso significa que, quando você apaga uma mensagem do seu telefone – e o destinatário faz o mesmo – esse conteúdo deixa de existir. É uma boa ideia apagar seu histórico de mensagens frequentemente, principalmente quando se trata de conversas confidenciais. Dessa forma, se o seu telefone for vasculhado, as conversas de um ano atrás de que você nem se lembrava – e aquela conversa confidencial da semana passada – não serão encontradas.
O Signal permite programar a exclusão de mensagens depois de um certo tempo (entre cinco segundos e uma semana), tanto do telefone do remetente quanto do destinatário. Essa função se chama “Mensagens efêmeras”. Porém, nada impede que o seu interlocutor grave as mensagens antes que elas sejam excluídas – por meio de captura de tela, por exemplo.
Se você costuma mandar mensagens confidenciais para amigos ou grupos do Signal (vou falar sobre grupos mais adiante), recomendo ajustar a exclusão programada das mensagens para uma semana depois de lidas. Você também pode ativar as “mensagens efêmeras” para um contato e logo depois desativá-las, o que pode ser útil para o envio de uma senha, por exemplo.
No Android:
No iPhone:
Neste exemplo, as mensagens desaparecerão depois de cinco minutos.
Você também pode apagar manualmente mensagens individuais – ou mesmo conversas inteiras – do seu telefone. Mas você não pode, é claro, apagá-las do telefone do destinatário; isso só é possível com a opção “Mensagens efêmeras”.
No Android:
No iPhone:

Como enviar e receber fotos e vídeos privados

O Signal facilita o envio de fotos e vídeos criptografados – inclusive _gifs_animados. Quando estiver conversando com alguém, basta dar um toque no clipe de papel para abrir sua coleção de fotos ou acessar diretamente a câmera do celular.
O Signal também tem outro dispositivo de segurança: as fotos e vídeos gravados a partir do próprio aplicativo não são salvos automaticamente na memória do telefone. Da mesma forma, as fotos e vídeos que você receber também não serão gravados automaticamente. Se você quiser adicionar uma foto à coleção do celular, basta dar um toque longo na foto e salvá-la.
Por que isso é importante? Muitas pessoas sincronizam automaticamente fotos e vídeos com serviços de armazenamento em nuvem como iCloud, Google e outros. Elas também costumam permitir que aplicativos como Facebook e Instagram tenham acesso à galeria de imagens do telefone. Por mais cômodo que seja, isso significa que o provedor do serviço de armazenamento em nuvem também terá acesso às suas imagens, podendo entregar os dados a terceiros, como uma agência governamental. Da mesma forma, suas imagens podem ser acessadas por hackers, como em 2014, quando fotos de celebridades nuas foram publicadas na internet depois de um ataque a suas contas no iCloud.
Portanto, se você fotografar um documento confidencial para um jornalista – ou tirar uma _selfie_sensual para o(a) namorado(a) –, envie as fotos diretamente pelo Signal, que é capaz de criptografar uma imagem da mesma forma que uma mensagem de texto.

Como criar grupos de discussão seguros

Para mim, uma das funcionalidades mais úteis do Signal é a possibilidade de criptografar uma conversa em grupo. Qualquer pessoa pode criar um grupo no Signal e adicionar quantas pessoas quiser; as mensagens de todos os membros serão criptografadas. Assim como nas conversas individuais, você pode habilitar a exclusão programada de mensagens, fotos e vídeos. Veja alguns exemplos de situações em que os grupos do Signal podem ser úteis:
Veja como usar os grupos do Signal:
No Android:
No iPhone:
Os grupos do Signal são úteis, mas não são perfeitos. Os problemas podem ser resolvidos em versões futuras, mas, por enquanto, são os seguintes:

Como fazer chamadas de voz e vídeo seguras

Além de permitir o envio de mensagens de forma segura, o Signal também pode ser usado para fazer ligações criptografadas de voz e vídeo. Basta selecionar o ícone de telefone para ligar para um contato. Trata-se de uma ligação telefônica normal, mas com a segurança da criptografia de ponta-a-ponta. Para iniciar uma chamada de vídeo, toque no ícone de câmera durante a ligação para ativar a câmera – simples assim.
Durante uma chamada de voz ou vídeo, seu interlocutor pode ver o seu endereço IP, o que pode ser utilizado para determinar a sua localização. Na maioria das vezes isso não importa, mas às vezes pode ser um problema – se você não quiser revelar de que país está ligando, por exemplo. Nesses casos, é possível redirecionar a ligação através dos servidores do Signal, fazendo com que o único IP visível no outro lado da linha seja o do próprio Signal. Essa função diminui ligeiramente a velocidade da conexão, o que pode reduzir a qualidade da ligação. Veja como habilitá-la:
No Android:
No iPhone:

Como enviar mensagens sem adicionar o destinatário aos contatos

A maioria das pessoas sincroniza seus contatos com o iCloud, Google, a empresa em que trabalham ou outros serviços de nuvem. Isso é muito conveniente; se você perder o telefone e comprar um novo, poderá recuperar seus contatos. Porém, isso quer dizer que sua lista de contatos pode ser acessada pelos provedores do serviço de sincronização, que, por sua vez, podem fornecer os dados para a polícia ou agências governamentais.
Você pode querer conversar com certos contatos de maneira segura, mas sem adicioná-los à sua lista de contatos. Por exemplo, se você quiser vazar uma informação para um jornalista sem ser investigado por isso, é melhor não salvar o número do repórter na nuvem.
O Signal permite que você converse com pessoas que não estão na sua lista de contatos. Para fazer isso, abra o aplicativo, selecione o ícone de caneta para iniciar a conversa e digite o número de telefone no campo de busca. Se a pessoa em questão for usuária do Signal, você poderá trocar mensagens criptografadas com ela sem ter que adicioná-la aos seus contatos.

Use números de segurança para se proteger de ataques

Esta seção pode parecer um pouco confusa – o funcionamento da criptografia é uma coisa meio complicada mesmo. Mas o mais importante aqui é aprender como verificar os números de segurança.
Mais acima, eu disse que o Signal garante a privacidade das suas conversas quando devidamente verificado. Para usar o Signal corretamente, é preciso verificar se suas comunicações não estão sendo interceptadas em um ataque man-in-the-middle.
Um ataque man-in-the-middle(“homem no meio”, em tradução literal) acontece quando duas pessoas – Alice e Bob, por exemplo – pensam que estão conversando diretamente uma com a outra, mas, em vez disso, tanto Alice quanto Bob estão conversando com um intermediário, que intercepta tudo o que está sendo dito. Para proteger totalmente as suas conversas, é preciso verificar se a troca de informação criptografada está sendo feita diretamente com seus contatos, e não com algum impostor.
Você tem um “número de segurança” em comum com cada contato do Signal. Por exemplo, Alice tem um número de segurança em comum com Bob e outro com Charlie. Quando Alice liga para Bob, se o número de segurança que aparecer no celular de ambos for igual, isso significa que a conexão é segura. Porém, se os números forem diferentes, tem alguma coisa errada; talvez Alice ou Bob estejam vendo o número de segurança que têm em comum com o interceptador, o que explicaria a discrepância.
É improvável que alguém tente atacar a sua conexão _na primeira vez_que você entrar em contato com um amigo. Por isso, o Signal considera como seguro o primeiro número de segurança atribuído para cada contato. Mas, se o conteúdo da conversa for confidencial, é melhor confirmar assim mesmo.
Para verificar a integridade da criptografia, acesse a tela de verificação da seguinte forma:
À esquerda: tela de verificação do número de segurança no iPhone. À direita: tela de verificação do número de segurança no Android.
Existem algumas maneiras de verificar com um amigo se seus números de segurança são iguais. A mais fácil é presencialmente, juntos no mesmo lugar, mas também é possível fazê-lo à distância.
Como verificar um contato presencialmente
Se você puder se encontrar com seu contato, basta escanear o código QR (um código de barras quadrado) dele. No Android, toque no círculo com o código para escanear; no iPhone, selecione o ícone “Escanear código”. Aponte a câmera para o código QR de seu amigo: se o processo for completado normalmente, isso significa que a criptografia é segura.
Como verificar um contato à distância
Se vocês não puderem se encontrar pessoalmente, é possível verificar os números de segurança à distância, embora o processo seja um pouco trabalhoso.
Você e seu contato devem enviar o número de segurança por meio de um canal externo – ou seja, por fora do Signal. Envie uma mensagem no Facebook, Twitter, um e-mail ou faça uma ligação telefônica – ou então use outro aplicativo de mensagens criptografadas, como WhatsApp ou iMessage. Se estiver realmente preocupado com uma possível interceptação, recomendo fazer uma ligação; se você conhece a voz do seu contato, é muito difícil alguém se fazer passar por ele.
Quando seu contato receber seu número de segurança, ele deverá acessar a tela de verificação e comparar – algarismo por algarismo – o que você enviou com o que ele está vendo. Se os números forem idênticos, a conexão é segura.
Tanto no Android quanto no iPhone, você pode tocar no botão de compartilhamento na tela de verificação para enviar o número de segurança via outros aplicativos ou copiá-lo para a área de transferência do telefone.
Verifique novamente contatos que trocarem de telefone
De vez em quando, você pode ver a seguinte mensagem no Signal: “Número de segurança modificado. Toque para verificar.” Isso pode signifcar uma das duas seguintes possibilidades:
  1. Seu contato instalou novamente o Signal, provavelmente por ter comprado um novo telefone.
  2. Alguém está tentando interceptar suas conversas.
A segunda alternativa é menos provável, mas a única maneira de ter certeza é verificar novamente o número de segurança com o seu contato.

Como usar o Signal no seu computador

Embora seja necessário instalar o Signal no celular para começar, também é possível instalar o aplicativo no seu computador. O programa não tem todas as funcionalidades da versão para celular – ainda não é possível fazer chamadas ou modificar grupos –, mas pode facilitar muito a vida de quem usa o Signal. Principalmente se, assim como eu, você passa o dia inteiro na frente do computador e precisa do Signal para trabalhar.
Trata-se de uma extensão para o navegador Chrome. Ou seja, primeiro é preciso instalar o Chrome no seu computador. Só então você pode baixar o Signal na Chrome Web Store. Ao executar o programa pela primeira vez, siga as instruções na tela para conectá-lo ao Signal do seu smartphone.
No entanto, instalar o Signal no seu computador proporciona mais uma possibilidade de ataque e interceptação de dados. Quando você usa o Signal apenas no telefone, se alguém quiser ler suas conversas, ele terá que hackear o seu celular. Mas se você também usa o aplicativo no computador, um hacker pode atacar _tanto o seu telefone quanto o seu computador_– o que for mais fácil. Por causa das diferenças na arquitetura dos sistemas operacionais de celulares e computadores, o mais provável é que o seu computador seja o alvo mais fácil.
Além disso, seus dados do Signal são armazenados de forma mais segura no telefone. No Android e no iOS, suas mensagens – e chave criptográfica – são armazenadas pelo próprio Signal, e outros aplicativos não têm acesso a elas. Já no Windows, MacOS e Linux, esses dados são guardados em uma pasta do seu disco rígido, e praticamente _todos_os seus aplicativos têm acesso a ela. Portanto, em certas situações, talvez o mais prudente seja não instalar o Signal no computador.
Tradução: Bernardo Tonasse
The post Cibersegurança para todos: como proteger a privacidade de suas conversas com o Signal appeared first on The Intercept.
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2017.05.23 15:11 great_man Tudo o que o Facebook e WhatsApp sabem sobre você.

Salim Virani, um marqueteiro que já anunciou muito no Facebook, escreveu um artigo explicando tudo o que o Facebook sabe sobre você e como pode usar essas informações. Se você acessa o Facebook ou tem o app deles no seu telefone o Facebook pode:
A parte mais legal:
Eles podem vender essas informações pra qualquer um. Qualquer anunciante, empresa, governo ou organização. Essas informações são "anonimizadas", elas não têm seu nome e CPF associado. Basicamente a parte interessada define vários filtros e pede informações associadas a pessoas que passam esses filtros. Mas quando esses filtros são bem específicos até o ponto em que não tem mais ninguém igual, é claro que a parada não tem mais nada de anônima.

Você não tem nada a esconder?

É muito provável que tenha, sem saber. Que tal se seu chefe descobrir que a nova namorada do seu melhor amigo é funcionária de um concorrente, mesmo que nem você saiba disso ou conheça ela? Que tal se ele leva isso em consideração na hora de decidir uma promoção?

O que fazer?

Pare de usar o Facebook ou o WhatsApp. Retire as apps do seu telefone. Peça que todos os seus amigos ou parentes não mencionem você. Proiba eles de mostrar fotos suas. Convença eles a usar o Signal ao invés desses apps.
Eu sei que a maioria do pessoal que vai responder nesta thread não vai ler o artigo no link que eu postei, porque ninguém lê nada. Muitos nem sequer vão ler este meu post até esta última frase. Mas o cara provê evidências para o que diz.
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2016.06.12 21:24 shirleioliveira A IMPORTÂNCIA DAS FÁBULAS NA LITERATURA INFANTO - JUVENIL

Acadêmicos: Cristiane Cardoso da Silva Mat: 327818, Damarys Oliveira da Silva de Paiva Mat: 714725 Karita Marreiros Mat: 917241 Rita de Cassia Mat: 863453 Shirlei de Sousa Oliveira Mat: 785936 Professor-Tutor Externo: Clebson Peixoto Centro Universitário Leonardo da Vinci - UNIASSELVI Curso (LED 0259) – Prática do Módulo V 21/05/16
RESUMO: A intenção desse trabalho é mostrar que a literatura é uma manifestação artística e que possui uma comunicação importante que atua como tecelã da linguagem e a transmissão do conhecimento das expressões humanas. O objetivo deste trabalho é abordar quanto ao gênero, fábulas e a importância da literatura na formação do ensino fundamental e no EJA (Educação de Jovens e Adultos) da Escola Elcione Barbalho, localizada no bairro Liberdade da cidade de Marabá-PA, na literatura infanto - juvenil buscamos através de referência documentos, revistas, jornais, livros, pesquisa de campo e internet. Este estudo aborda o papel da escola na formação do individuo, buscando incentivar a escrita e a leitura para assim facilitar o seu desenvolvimento social e emocional, onde iremos utilizar a didática pedagógica da literatura infantil, baseado nas ideias dos seguintes autores: Cândido Antônio, Azevedo, Bruno Betteilheim.
Palavras Chaves: Fábula. Ensino. Educação. Literatura Infanto-Juvenil.
1 INTRODUÇÃO: Neste trabalho apresentamos a didática para a utilização da importância das fábulas na literatura infanto - juvenil, onde levaremos em consideração a importância dos contos de fábulas para a construção do seu imaginário. Este estudo se baseará em autores como Bruno Betteilheim, Cândido Antônio e Azevedo, que tratam de contos de fábulas, cada autor tem uma área específica.
 O objetivo desse trabalho é mostrar que a literatura é uma manifestação artística e também observar a influência dos contos de fábulas no imaginário infanto - juvenil da escola Elcione Barbalho na cidade de Marabá-PA. Acreditamos que os contos de fábulas ajudarão os jovens no ensaio de vários papéis sociais, proporcionando a construção de uma personalidade sadia e também promover a socialização. A troca de experiência é uma maior inserção no grupo social assim promovendo o desenvolvimento da imaginação, da criação, da percepção de mundo a partir das possíveis interpretações dos contos de fábulas. A importância do nosso paper que seja ,um arquivo para pesquisas futuras. Este trabalho utilizou-se em duas etapas de pesquisas sendo que uma etapa foi de observação da prática pedagógica das professoras e uma segunda etapa onde ela trabalha a oralidade e a produção textual , ortografia e linguística. Dentro das problemáticas encontradas buscamos analisar, investigar a importância das fábulas como gênero literário dentro de sala de aula e também levantamos questionamentos em relação a problemas na prática da docência em relação ao gênero literário. Como as professoras utilizam as fábulas em sala de aula na aprendizagem e aumento da cognição do aluno? Como a instituição escola trabalha a literatura para fazer leitores nos estudos observados. 
2 Entendemos por literatura: Uma comunicação de caráter humano, que utiliza de vários recursos seja humano, físico, material, intelectual, social, estético, formador, educador, lúdico entre outros recursos , transferindo aprendizagem, saber, conhecimento, instrução e valores próprios da alma humana através do diálogo significativo ficcional / real desta forma de expressão e produção intelectual humana objetivando a interiorização, a identificação, a inserção e a transformação do indivíduo em seu meio ou sociedade. Podemos definir a literatura como: produção intelectual, expressão artística humana. Azevedo (2007, p.215) afirma que:
“A importância da literatura é indiscutível pois é através dela que nos relacionamos com os valores humanos mais nobres e os mais baixos como o amor e ódio, a bondade e a maldade, a inveja e a solidariedade, a angústia e a alegria , o ciúme e a caridade a soberba e a humildade entre outros”. Cabe a Literatura a finalidade de transformar por meio da escola a expressão artística com o decoro a instrução dos jovens. Neste paper a literatura é considerada em sua funcionalidade formadora e educadora para criar leitores. Antônio Cândido nomeia três funções para a literatura: Função Psicológica : Capacidade individual de fantasiar pela ficção, Função Formadora: Formação e educação do ser humano movida por ideais, Função Humanizadora: Humaniza em sentido profundo porque faz viver. O atuar do diálogo com o texto quer seja por meio do professor para com o aluno, ou por meio de indivíduo para um grupo de pessoas nos ajuda a compreender a literatura. Através de uma aprendizagem sócio interacionista e sócio construtivista (Piaget e Vygotsky). Observamos então a importância de fazer leitores assíduos pelos textos literários, que auxiliam na cognição do indivíduo com criatividade e compreensão do mundo que o rodeia . A fábula o qual trabalhamos no paper e procuramos investigar através de pesquisa documental em arquivos de órgãos públicos e instituições privadas assim também informativos, revistas, anais, relatórios de pesquisa, periódicos , cujo autores que baseiam e norteiam a nossa pesquisa de caráter, qualitativo e quantitativo são Antônio Cândido, Bruno Bettelheim e Azevedo, trabalhamos também com a pesquisa de campo entrevistando alunos e duas professoras de língua portuguesa de uma escola de ensino fundamental localizada no bairro da liberdade no município de Marabá, uma escola que faz parte de um projeto social do governo federal para alunos do EJA ( alunos com idade variante de 15 a 25 anos ) cuja pesquisa foi feita com questionários com perguntas previamente elaboradas. Segundo o dicionário Aurélio (2000, p.30) a fábula é uma narração breve cujas personagens via de regra são animais que pensam, agem e sentem como os seres humanos. Esta narrativa tem por objetivo transmitir uma lição de moral. Alguns escritores de fábulas são : Esopo, temos também os brasileiros Monteiro Lobato e Leonardo Boff obra em destaque (a águia e a galinha ) cuja fábula será abordada neste paper. No primeiro passo da pesquisa, será mostrado aos alunos através de recursos audiovisuais e no segundo passo os alunos serão observados para análise de interpretação de texto, ortografia , linguística e oralidade. Os objetivos deste paper abordam a questão da importância do trabalhar as fábulas em sala de aula descrevendo e realizando o diagnóstico necessário no cotidiano escolar. Sendo que esta pesquisa está dividida em três capítulos distintos: No primeiro capitulo Observação didática sobre a fábula pela professora regente da turma, no segundo capitulo a análise foi feita para Verificando se a professora reconhece a importância de trabalhar as fábulas em sala de aula o terceiro capítulo procura Analisando o impacto que a fábula tem sobre a realidade do educando. Para a realização deste trabalho a fábula foi escolhida por ser um gênero literário de narrativa curta e de fácil entendimento para o aluno auxiliando-o na aprendizagem de uma forma diferenciada , prazerosa e atrativa. A fábula estudada foi encontrada na internet assim como o vídeo . As professoras trabalham em sala de aula com um livro chamado o Guia de Estudo Integrado Unidade Formativa I , que possui todas as disciplinas fundamentais como Português, Matemática , Geografia ,Ciências, Inglês e História. Todos os alunos possuem livros que foram dados pelo Governo Federal. Este paper busca compreender, analisar e investigar a importância da fábula como gênero literário dentro da sala de aula, e levantar questionamentos em relação a problemas como é a prática da docente em relação gêneros literários? A fábula utilizada está de acordo com o nível de desenvolvimento do aluno ? Neste estudo foi observado a prática pedagógica das duas professoras de língua portuguesa, de que forma as atividades literárias estão sendo desenvolvidas em sala de aula e se estas professoras estão formando leitores que apenas leem ou leitores que leem e tem uma visão critica acerca da leitura e quais as dificuldades encontradas por estas professoras ao usar a fábula em sala de aula e de que forma elas podem intervir para resolver os problemas. O ambiente de sala de aula foi preparado para receber os alunos como se fosse um clima de cinema, na sala estava instalado o data show com o vídeo da fábula a na biblioteca da escola, os alunos estavam sentados confortavelmente em suas carteiras, sendo que aos alunos foi permitido que levassem pipoca,com a luz apagada eles assistiram ao vídeo logo após foi feito pelas professoras uma explanação oral sobre a fábula e a culminância desta atividade se deu de forma de uma produção textual ( síntese ) escrita sobre a compreensão daquela fábula. A professora da turma acredita que as fábulas motivam os alunos a estudar, auxiliando na oralidade e a produzir textos. Ao passo que a expectativa das duas professoras de língua portuguesa em relação a aprendizagem do aluno eram : Falar sobre o significado da representação do papel de cada animal apresentado e qual a funcionalidade moral da fábula e compreender a literatura, objeto de aprendizagem, que assimila a vida real através da ficção os resultados obtidos a partir deste estudo foram satisfatórios pois pudemos sanar algumas dúvidas e questões em relação ao tema fábulas. 3 Observação didática sobre a fábula pela professora regente da turma. As educadoras se preocuparam com aspectos a temas motivacionais com as fábulas , que transmitem esperança , perseverança já que os alunos do EJA são pessoas que trabalham o dia todo e a noite ainda vão estudar, sendo que a maioria dos estudantes são mulheres , tem um caso de uma aluna que vai estudar e o marido que não é estudante da escola, fica esperando na cantina as quatro horas de aula a mulher terminar os estudos. Tem casos também de mulheres que engravidaram e tiveram que deixar de estudar, mas como o programa oferece creche para as alunas, tiveram oportunidade de estudar ou são pessoas que abandonaram os estudos por vários motivos: dificuldades econômicas, sociais, geográficas, culturais etc.. A professora também preocupou se os alunos já tinham conhecimento prévio da fábula, todos responderam que não. Outra preocupação em trabalhar fábulas para EJA de ensino fundamental é não praticar infantilização dos textos pois são pedagogias diferentes. A simbologia da fábula a águia e da galinha é interessante e vai de acordo com o interesse que cativam o aluno, a fábula trabalha o paradoxo e a ambivalência entre os dois animais pois a águia tem o significado de que ela é uma vencedora e ela pode voar e conquistar novos horizonte , enquanto a galinha é um animal da terra que fica ciscando o chão, que está preso a terra e não pode voar. Inicialmente a produção das fábulas no novo mundo foi disseminada por Esopo foi somente com Jean de La Fontaine que elas tiveram uma característica educacional e artística, as fábulas com o decorrer da história foram de adaptando aos novos tempos sendo que com Jean de La Fontaine as fábulas apresentaram característica oral e foram trabalhadas as simbologias, exemplificando a águia tem uma simbologia de vencedora enquanto a galinha tem uma simbologia de conformidade. Como as fábulas possuem caráter antropomórficos em que os animais possuem a capacidade de projetar-se como seres humanos com sentimentos e valores morais humanos, foi feita esta comparação simbolicamente para que os alunos se identificassem com a história e quiçá transformassem o meio em que vivem . Podemos perceber que as professoras tinham uma boa formação pedagógica a fábula não ficou infantilizada e auxiliou no desenvolvimento e aprendizagem dos alunos. Fábula utilizada em sala de aula : A águia e a galinha Era uma vez um camponês que foi à floresta vizinha apanhar um pássaro para mantê-lo cativo em sua casa. Conseguiu pegar um filhote de águia. Colocou-o no galinheiro junto com as galinhas. Comia milho e ração própria para galinhas. Depois de cinco anos, este homem recebeu em sua casa a visita de um naturalista. Enquanto passeavam pelo jardim, disse o naturalista: – Esse pássaro aí não é galinha. É uma águia – De fato – disse o camponês. É águia. Mas eu a criei como galinha. Ela não é mais uma águia. Transformou-se em galinha como as outras, apesar das asas de quase três metros de extensão. – Não – retrucou o naturalista. Ela é e será sempre uma águia. Pois tem um coração de águia. Este coração a fará um dia voar às alturas. – Não, não – insistiu o camponês. Ela virou galinha e jamais voará como águia. Então decidiram fazer uma prova. O naturalista tomou a águia, ergueu-a bem alto e desafiando-a disse: – Já que você de fato é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, então abra suas asas e voe! A águia pousou sobre o braço estendido do naturalista. Olhava distraidamente ao redor. Viu as galinhas lá embaixo, ciscando grãos. E pulou para junto delas. O camponês comentou: – Eu lhe disse, ela virou uma simples galinha! – Não – tornou a insistir o naturalista. Ela é uma águia. E uma águia será sempre uma águia. Vamos experimentar novamente amanhã. No dia seguinte, o naturalista subiu com a águia no teto da casa. Sussurrou-lhe: – Águia, já que você é uma águia, abra suas asas e voe! Mas quando a águia viu lá embaixo as galinhas, ciscando o chão, pulou e foi para junto delas. O camponês sorriu e voltou à graça: – Eu lhe havia dito, ela virou galinha! – Não – respondeu firmemente o naturalista. Ela é águia, possuirá sempre um coração de águia. Vamos experimentar ainda uma última vez. Amanhã a farei voar. No dia seguinte, o naturalista e o camponês levantaram bem cedo. Pegaram a águia, levaram para fora da cidade, longe das casas dos homens, no alto de uma montanha. O sol nascente dourava os picos das montanhas. O naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe:- Águia, já que você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, abra suas asas e voe! A águia olhou ao redor. Tremia como se experimentasse nova vida. Mas não voou. Então o naturalista segurou-a firmemente, bem na direção do sol, para que seus olhos pudessem encher-se da claridade solar e da vastidão do horizonte. Nesse momento, ela abriu suas potentes asas, grasnou com o típico kau-kau das águias e ergueu-se, soberana, sobre si mesma. E começou a voar, a voar para o alto, a voar cada vez mais para o alto. Voou… voou… até confundir-se com o azul do firmamento…” (Fonte http://www.catequisar.com.bmensagem/reflexoes/06/msn_147.htm)
4 Verificando se a professora reconhece a importância de trabalhar as fábulas em sala de aula : No momento da entrevista duas professoras respondiam ao questionário e com suas respostas conseguimos chegar ao objetivo geral do paper aonde trabalhamos a importância de se trabalhar fábulas em sala de aula. Nesta fase a professora número 1 respondeu que a importância é que a fábula motivava os alunos, enquanto a professora 2 respondeu que a fábula desperta a construção do caráter da cidadania dos alunos. Analisando as perguntas e as respostas desta pesquisa podemos perceber quando a professora 1 responde que trabalhar fábulas em sala de aula motiva os alunos, logo eles conseguem se identificar com os personagens da fábula pois quando o escritor cria um modelo de personagem tem essa concepção de ser , de fazer com que o leitor se identifique com um dos personagens, identificando quer seja com a simbologia ou característica que este personagem tem na sua vida , acontece então esta transcendência do mundo fictício para o mundo real Betteilheim (2007, pag. 54). Quando a professora 2 responde sobre a utilização de fábulas para os alunos é que ela desperta a construção do caráter do aluno , podemos então entender nesta frase a função formadora de instrução educacional da fábula. Segundo Coelho (2000, pag. 40) a terceira fase da leitura que abrange as crianças e os adolescentes, ou seja, a fase do leitor critico ( a partir dos 12/13 anos ) Aonde o leitor já possui uma capacidade , habilidade de refletir e ter pensamentos críticos em relação a textos e em relação a leitura que lhe é apresentada. Outra importância de se trabalhar fábulas em sala de aula, que as professoras reconheceram foi a facilidade que a fábula tem na produção e interpretação do texto, auxiliando também na oralidade, na ortografia e na linguística. Percebe-se isto na resposta das entrevistas quando a professora 1 disse que o objetivo de utilizar fábulas em sala de aula seria a sua facilidade no entendimento que ajuda na interpretação de textos, sendo que a professora 2 respondeu que a fábula possui um valor diagnóstico pois identifica qual aluno possui mais facilidade na interpretação de texto, quando foi perguntado para a professora quais os resultados alcançados a professora 1 respondeu que a fábula auxilia na produção de pequenos textos , na interpretação , na oralidade, ortografia e na linguística . A fábula sendo uma narrativa geralmente curta ,considerada um gênero de característica universal aonde pode ser captada de um modo simples que remonta aos antepassados humanos desde a contação de estórias nos interiores das cavernas ou entre os descansos após as caçadas. Justificando assim a facilidade do gênero fábula em se trabalhar interpretação produção e oralidade em sala de aula , pois o aluno ao produzir e interpretar textos é desafiado a usar a criatividade, a reflexão , o senso critico na escrita auxiliando na ortografia pois ele vai ter que exercitar a gramática da língua portuguesa em sua atividade de sala de aula , em quanto o auxilio na fábula na oralidade se dá, quando a professora questiona oralmente ao aluno quanto ao o que ele entendeu sobre a fábula apresentada no ambiente escolar, esta metodologia incentiva até os alunos mais tímidos a se expressar oralmente, entretanto quando a professora 1 fala que a fábula auxilia também na linguística do aluno ela se refere que a fábula pode também trabalhar as variações linguísticas e o regionalismo em sala de aula, o exemplo deste, são as fábulas do famoso escritor brasileiro Monteiro Lobato. 5 Analisando o impacto que a fábula tem sobre a realidade do educando . Utilizamos a amostragem de 35 alunos para compreendemos esta investigação. Através do método de observação e realização de um formulário quantitativo Por mediação da literatura os valores da humanidade são apresentados aos alunos quando no primeiro momento de nossa pesquisa a professora dentro da biblioteca e apresentando o vídeo perguntou no final se eles entenderam a fábula e se eles queriam ser águia ou galinha? Todos os alunos responderam que queriam ser águia , os alunos se identificaram com águia de simbologia vencedora, conquistadora e heroica despertando neles sentimentos motivados por valores humanos como orgulho, desejo, vontade , esperança, virtude e coragem, desejo de serem vencedores como a águia . Portanto a maioria dos alunos são de baixa renda e através da educação poderia conseguir um bom emprego como foi o caso de uma aluna que comentou que estava estudando para concluir o ensino fundamental porque ela no serviço de faxineira de uma siderúrgica tinha perdido uma promoção , de trabalhar de secretária porque não tinha o ensino médio. Com a sua função humanizadora, a fábula, formou leitores e produtores de pequenos textos, apesar de alguns problemas enfrentados ( ponto fraco em relação a fábula é que quando existem alunos semianalfabetos, ou analfabetos funcionais as fábulas devem ser trabalhadas oralmente ou através de recursos audiovisuais) pela professora e pelos alunos, na questão de alfabetização e letramento e dificuldades ortográficas , pois alguns alunos não sabiam ler e escrever corretamente entretanto a intervenção da professora para sanar estes problemas foi aulas de reforço escolar. A fábula trabalhada em sala de aula teve um impacto social na vida destes alunos pois a fábula a águia e a galinha despertou a vontade de transformação e inclusão social deste alunos. 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS De acordo com a regência feita em sala de aula , os resultados obtidos a partir dos estudos foram esclarecedores . Analisamos que as fábulas desenvolvem a capacidade da criança e do jovem de fantasiar , e na criatividade, outras contribuição foram interpretação e produção de textos, ortografia e linguística, os problemas que surgiram durante a pesquisa foram dificuldades de letramento e alfabetização aonde a intervenção foi aulas de reforço. Observamos também que é boa a prática pedagógica das professoras, e os textos estavam de acordo com o desenvolvimento dos alunos, sendo que esta pesquisa nos levou ao conhecimento e contribuição para futuras pesquisas aos estudos de fábulas e entendimento sobre que as fábulas têm no processo de formação da criança e jovens.
 Questionário 
1) Qual a importância da utilização de fábulas para os alunos ? Professora 1 R= A motivação que a fábula proporciona ao aluno Professora 2 R= Temos que despertar a construção do caráter da cidadania dos alunos 2) Qual o objetivo de usar fábulas ? Professora 1 R= Porque a fábula é um Gênero Textual de fácil entendimento auxiliando na interpretação de textos . Professora 2 R= A fábula tem um valor diagnóstico pois através dela podemos perceber quais os alunos possuem facilidade de interpretação 3)Como a professora utiliza estas fábulas em sala de aula ? Professora 1 R= Usamos com a ajuda de recursos audio visuais no primeiro momento em sala de aula depois fazemos atividades orais e escrita. Professora 2 R= Data Show , depois questionário com pergunta e respostas. 4)Quais eram as fábulas utilizadas? Professora 1 R= O Coordenador envia as fábulas que são iguais para todos os professores foram elas a fábula da galinha e da águia, a fábula do porco espinho e a fábula da raposa e do lenhador. Professora 2 R= A fábula do porco espinho ,a fábula da raposa e do lenhador, a fábula da galinha e da águia 5) Quem eram os autores ? Professora 1 e Professora 2 R= Esopo ,Leonardo Boff, Irmãos Grimm 6) Quais os resultados alcançados ? Professora 1 R= A fábula auxilia na interpretação de textos, na produção de pequenos textos, na ortografia e na linguística Professora 2 R= Ajuda na interpretação de texto , na oralidade pois os alunos tem que contarem o que eles entenderam do texto.
 Tabela com a observação de alunos 
1) Quantos alunos se mostraram interessados em assistir o vídeo da fábula a águia e a galinha. Todos os 35 alunos 2) Quantos alunos se identificaram com a fábulas ? Todos os 35 alunos 3) Quantos alunos se expressaram oralmente 3 três 4) Quantos alunos conseguiram fazer a síntese do texto ? 25 alunos 5) Quais problemas enfrentaram ? Letramento e alfabetização
6) A fábula estava de acordo com a faixa etária do aluno , para que não ocorresse infantilização do Texto? Sim 35 alunos
 Foto 1 Apresentação do vídeo da fábula aos alunos Fonte : https://projovemelcionebarbalho.blogspot.com/ Foto 2 No segundo momento os alunos estão fazendo a produção textual escrita, sobre a fábula. Fonte : https://projovemelcionebarbalho.blogspot.com/ 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BETTELHEIM , Bruno. A psicanálise dos contos de fadas. 26. ed. São Paulo: Paz e Terra.2007 RIBEIRO, Helena. Livro, 2012. Disponível em: < http://www.helenaribeiro.com/livro-voce-a-aguia-e-a-natureza/a-historia-da-aguia-e-a-galinha>Acesso em 29 mar.2016 ROCHA,Janaina. Monografia, 2011. Disponivel em : http://www.uneb.bsalvadodedc/files/2011/05/Monografia . Acesso em 30 mar.2016 SANTOS, Abraão Junior Cabral. et al. Literatura infantojuveni. Indaial, SC: Uniasselvi, 2013. Fontes: Cartilha do curso de licenciatura em letras Diretrizes da disciplina seminário da Prática http://www.webartigos.com/artigos/a-importancia-da-literatura-para-o-desenvolvimento-da-crianca/9055/ http://www.catequisar.com.bmensagem/reflexoes/06/msn_147.htm http://www.estudopratico.com.bfabula/ http://www.histedbr.fe.unicamp.bacer_histedbjornada/jornada11/artigos/9/[email protected] http://www.infoescola.com/literatura/literatura-infanto-juvenil/ http://literatura.uol.com.bliteratura/figuras-linguagem/37/artigo225090-1.asp https://projovemelcionebarbalho.blogspot.com/
http://www.recantodasletras.com.bteorialiteraria/278085 http://www2.uefs.bdla/graduando/n4/n4.13-23.pdf
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